Simon Schwartzman
Em junho passado (2000) o Ministério da Educação anunciou, com alguma fanfarra, os resultados do censo do ensino superior de 1999. O resultado principal foi a retomada do crescimento do sistema como um todo. Em 1981, haviam cerca de 1,400 mil estudantes de graduação; treze anos depois, em 1994, este número não alcançava a 1,700 mil. Desde então, no entanto, o crescimento tem sido muito rápido, e em 1999 já nos aproximávamos de 2,400 mil estudantes em cursos de graduação, além de 85 mil em cursos de mestrado e doutorado, e um grande número, ainda não divulgado, de pessoas matriculadas em cursos de especialização e extensão. Este crescimento era esperado, porque o Brasil, com menos de 8% dos jovens entre 20 e 24 anos matriculados em instituições de ensino superior, está muito atrasado em relação aos países de nível de desenvolvimento semelhante. A principal causa desta expansão é o grande aumento do número de jovens que concluem a educação secundária, conseqüência de uma política bem sucedida de melhoria do acesso e do fluxo da população à escola. Quem tem absorvido a maior parte desta expansão, no entanto, é o setor setor privado, que, entre 1994 e 1999, aumentou as matrículas em 59%, contra 22% do sistema federal e 31%; dos sistemas estaduais. Em 1994, o sistema privado atendia a 58% dos estudantes; em 1999, atendia a 65%.
| Instituições Federais de Ensino Superior - 1996-1999 | |
| Crescimento 1996-1999 | |
| Número de professores | 10,9% |
| Número de professores com doutorado | 44,6% |
| Número de alunos | 13,8% |
| Número de alunos em cursos noturnos | 36,4% |