Está no ar um blog de crítica às políticas de racializaçao do Brasil.

Segundo os responsáveis, “somos um grupo contra o racismo e a racializaçao do País, composto por sociólogos, antropólogos, juristas, médicos, biólogos, historiadores e líderes de movimentos sociais. A diversidade de opiniões e de visões de mundo é evidente.”

“Em comum um sentimento: o Brasil é uma nação sobretudo de brasileiros, independentemente de sexo, religião, cor da pele, da aparência e da ancestralidade.”

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  1. Jacques Velloso @ 2009-10-21 22:55

    Penso diverso, como muitos outros. Políticas de ação afirmativa visam reequilibrar discriminações históricas e bem documentadas, como vc. conhece.
    O país “da mistura” é verdadeiro e é falso.É verdadeiro na mistura das cores, no samba, no frevo. É falso na hora de obter um emprego.

    O Brasil seria uma nação sobretudo de brasileiros, independentemente de sexo, religião, cor da pele, da aparência e da ancestralidade. Não é.

    Negros (pretos e pardos) geralmente estão piores, como mostra o IBGE.

    Acões afirmativas visam corrigir (temporária e parcialmente) desigualdades históricas pregresas, também conhecidas.

    Quem é branco e quem é negro? Não há estatísticas ou antropologia que os definam. Na entrada numa universidade, fica apenas a declaração inicial da cor da pele (política, pois que resultante de discriminações pregressas). Esta será confrontada depois durante o curso.

    Com as políticas de ações afirmativas não há uma nova divisão entre brancos e negros, como alegam alguns. Não há uma anulação das cores, amalgadas numa única, que teriam constituído o Brasil de hoje. Subsiste a divisão existente, embora latente. Tampouco se frustra a imagem do “país da mistura”, porque este era real e, a um tempo, imaginário.

    Jacques Velloso