cpeTodos concordam que a educação é importante, e todo mundo – professoras, secretários de educação, pais de alunos, diretores de escola, e os próprios estudantes – tem fortes convicções a respeito de como as pessoas devem ser educadas, e o que devem aprender. O problema é que as opiniões não coincidem, e o que é o melhor para um é o pior para outros…. Como resolver isto?  Existe uma ciência da educação que, como a medicina, pode nos dar a receita certa de como proceder?

Ainda estamos longe disto – a própria medicina nem sempre tem a receita certa – e muitas das questões de educação têm a ver com preferências e valores que não podem ser dirimidas de forma científica.   Mas existem muitas pesquisas em todo o mundo que convergem para o que tem sido denominado “evidence-based education”, uma educação baseada em evidências científicas que podem ajudar a ir além das opiniões e experiências particulares de cada um, sobre as quais se sabe muito pouco no Brasil. São pesquisas feitas por educadores, psicólogos, sociólogos, economistas e cientistas naturais que trabalham com observação sistemática, experimentos  e estudos estatísticos, comparando experiências e resultados e que pouco a pouco vão abrindo caminho para um conhecimento mais aprofundado do tema.

É  nesta linha que foi criada, no final de 2014, a Rede Nacional de Ciência para Educação, formada principalmente por pesquisadores na área de ciências neorológicas, cuja carta de fundação diz que, “na hipótese utópica de que todos os problemas materiais estivessem resolvidos no sistema educacional, ainda assim teríamos muito a inovar se conhecêssemos, com os critérios das diferentes disciplinas da Ciência, como as pessoas aprendem, como se comunicam na relação professor-aluno, quais facilitadores naturais existem para a memória, como corrigir as deficiências de aprendizagem de algumas crianças, como proporcionar maior rendimento intelectual aos idosos, que benefícios esses conhecimentos proporcionariam à construção dos currículos e à reforma dos métodos pedagógicos, e muitas outras questões”.

Por iniciativa da Rede, está sendo programado, para Julho deste ano, um Simpósio Internacional Sobre Ciência da Educação, como parte do 9o. Congresso da International Brain Research Organization, cuja programação  preliminar está disponível aqui. Vale a pena conferir.

 

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  1. É, até que enfim as bases da minha tese de Doutorado, cujo temática: “Gestão Educacional em Áreas de Transição – uma contribuição à metropolização” http://www.bibliotecadigital.unicamp.br/document/?code=vtls000343124 e em meu Livro “Gestão Educacional no Contexto da Territorialização” http://www.grupoatomoealinea.com.br/gestao-educacional-no-contexto-da-territorializacao.html, com apoio da FAPESP e Prêmio Instituto Unibanco, que trata justamente desse asunto, começa a ganhar importância. Precisamos das ciências na educação, para entender e planejar com segurança a educação local, regional, estadual e por que não a federal. Só com esse aporte de outras ciência que a Pedagogia e Andragogia darão conta de entender que cidadão é esse que vem para o processo ensino-aprendizagem. Afinal, o direito da educação é do aluno e ninguém pode ofuscar objetivos de vidas que não são nossos. Pensem nisso, grande abraço