{"id":120,"date":"2006-12-13T09:02:00","date_gmt":"2006-12-13T12:02:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/?p=120"},"modified":"2008-08-03T14:27:58","modified_gmt":"2008-08-03T17:27:58","slug":"gramsci","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/gramsci\/","title":{"rendered":"Gramsci"},"content":{"rendered":"<p><script type='application\/json' class='__iawmlf-post-loop-links'>[{\"id\":1181,\"href\":\"http:\\\/\\\/www.acessa.com\\\/gramsci\\\/?page=visualizar&id=616\",\"archived_href\":\"\",\"redirect_href\":\"\",\"checks\":[],\"broken\":false,\"last_checked\":null,\"process\":\"done\"}]<\/script>Meu artigo \u201cDas Estat\u00edsticas de Cor ao Estatuto da Ra\u00e7a\u201d, publicado na <span style=\"font-style: italic;\">Folha de S\u00e3o Paulo <\/span>de forma resumida e neste blog, foi tamb\u00e9m disponibilizado no site \u201c<a href=\"http:\/\/www.acessa.com\/gramsci\/?page=visualizar&amp;id=616\">Gramsci e o Brasil<\/a>\u201d, editado por Luiz S\u00e9rgio Henriques, de Juiz de Fora. A p\u00e1gina, muito bem feita,  est\u00e1 pensada como um foro de circula\u00e7\u00e3o de id\u00e9ias sobre as quest\u00f5es brasileiras contempor\u00e2nas, de forma aberta e plural, e fiquei feliz em que meu texto, t\u00e3o pouco  &#8220;politicamente correto&#8221; neste Brasil de hoje, tivesse esta acolhida.<\/p>\n<p>Confesso, no entanto, que n\u00e3o acabo de entender por que esta identifica\u00e7\u00e3o com Gramsci. Muitos anos atr\u00e1s, eu tentei ler os textos dele, mas n\u00e3o fui muito longe \u2013 eram manuscritos escritos na pris\u00e3o de Mussolini, nos anos 30,  tudo muito referido ao contexto da \u00e9poca. Sei que Gramsci foi um dos poucos marxistas a dar import\u00e2ncia \u00e0 quest\u00e3o dos intelectuais, da cultura e da educa\u00e7\u00e3o, mas, pelo pouco que entendo, ele n\u00e3o era um defensor do livre debate de id\u00e9ias, e sim da necessidade de criar uma \u201cintelectualidade org\u00e2nica\u201d a servi\u00e7o da luta de classes contra a hegemonia intelectual e cultural da burguesia. Sei tamb\u00e9m que ele se tornou uma marca ou s\u00edmbolo de uma vertente do marxismo que procura ser mais aberta e flexivel, no tratamento das quest\u00f5es da cultura, do que o marxismo dogm\u00e1tico da tradi\u00e7\u00e3o leninista-stalinista.<\/p>\n<p>Mas L\u00eanin e Stalin est\u00e3o mortos, fisica e intelectualmente, h\u00e1 muito tempo, e me parece dif\u00edcil conciliar a vis\u00e3o org\u00e2nica e politizada da cultura em Gramsci com uma posi\u00e7\u00e3o intelectual efetivamente aberta e pr\u00f3pria das sociedades democr\u00e1ticas contempor\u00e2neas. Se eu tivesse que escolher um intelectual marxista como refer\u00eancia, eu teria outras escolhas \u2013 Georgy Luk\u00e1cs, para come\u00e7ar, ou Henry Lefebvre. Mas n\u00e3o vejo raz\u00e3o para esta identifica\u00e7\u00e3o com antigos autores da linhagem marxista, quando o mundo das id\u00e9ias sobre a cultura e os intelectuais \u00e9 muito mais amplo e mais interessante do que isto.<\/p>\n<p>Enfim, \u00e9 a escolha de cada um.<\/p>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Meu artigo \u201cDas Estat\u00edsticas de Cor ao Estatuto da Ra\u00e7a\u201d, publicado na Folha de S\u00e3o Paulo de forma resumida e neste blog, foi tamb\u00e9m disponibilizado no site \u201cGramsci e o Brasil\u201d, editado por Luiz S\u00e9rgio Henriques, de Juiz de Fora. 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