{"id":139,"date":"2007-04-06T11:15:00","date_gmt":"2007-04-06T14:15:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/?p=139"},"modified":"2008-08-03T13:28:41","modified_gmt":"2008-08-03T16:28:41","slug":"eduardo-chaves-computadores-e-educacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/eduardo-chaves-computadores-e-educacao\/","title":{"rendered":"Eduardo Chaves: Computadores e Educa\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-style: italic;\">Eduardo Chaves escreve:<\/span><\/p>\n<p>Caro Simon,<\/p>\n<p>Li com aten\u00e7\u00e3o as duas mat\u00e9rias sobre computadores e educa\u00e7\u00e3o distribu\u00eddas na sua lista. Resolvi compartilhar com voc\u00ea a minha opini\u00e3o, baseada em mais de vinte e cinco anos de envolvimento na \u00e1rea. \u00c9 uma opini\u00e3o, baseada em observa\u00e7\u00f5es, leituras, discuss\u00f5es &#8212; n\u00e3o \u00e9 resultado de pesquisa formal.<\/p>\n<p>Parece-me evidente que a principal raz\u00e3o pela qual alunos, em geral, n\u00e3o se saem bem na escola n\u00e3o est\u00e1 no fato de que as escolas n\u00e3o fazem uso (bom ou mau) da tecnologia no ensino. Se isso \u00e9 verdade, introduzir tecnologia na escola, ceteris paribus, claramente n\u00e3o vai resolver o problema da insufici\u00eancia ou da m\u00e1 qualidade da aprendizagem dos alunos.<\/p>\n<p>Parece-me evidente que a principal raz\u00e3o pela qual alunos, em geral, n\u00e3o se saem bem na escola est\u00e1 no fato de que eles n\u00e3o v\u00eaem sentido em aprender aquilo que a escola procura lhes ensinar e n\u00e3o possuem a menor aprecia\u00e7\u00e3o pela forma em que ela tenta fazer isso. Ou seja, a escola falha, do ponto de vista dos alunos, no conte\u00fado e na metodologia, no curr\u00edculo e no m\u00e9todo.<\/p>\n<p>Recentemente a Microsoft \/ Headquarters me pediu um par\u00e1grafo que justificasse os investimentos da empresa no uso da tecnologia na educa\u00e7\u00e3o. Mandei-lhes o seguinte:<\/p>\n<p>&#8220;For centuries school education has been content-centered: its focus has been on the delivery of content. Consequently, the important things have been the content (the curriculum), the deliverer of this content (the teacher), the method of delivery (teaching), and the assessment of content assimilation (evaluation). And yet, the world has undergone a profound revolution in the last sixty years. Information is now at our fingertips. Content today ought to be &#8216;pulled&#8217;, not &#8216;pushed&#8217;. In the wake of this revolution, it makes no longer sense for school education to focus on content delivery. Thus we have finally come to the point where school education can and ought to be learner-centric: its focus must be on helping each individual student learn as much as he can about things he needs to learn in order to define his life project and to transform this project into reality, so succeeding in the business of living. To learn is to become capable of doing things we were not able to do before \u2013 especially things that are important to us, because they have to do with what we expect out of life. There are many ways of learning: observation and reflection; research; access to observations, reflections and research of others; direct interaction with other people (including parents, teachers and peers). Technology can make all of these ways of learning incredibly more effective \u2013 especially when everyone has access to it anytime and anywhere. Today\u2019s technology makes anytime, anywhere learning possible \u2013 thus helping people realize their full potential&#8221;.<\/p>\n<p>Resumindo, o problema da escola n\u00e3o est\u00e1 na aus\u00eancia de tecnologia: est\u00e1 no modelo de educa\u00e7\u00e3o que ela adota. Ningu\u00e9m engana os alunos por muito tempo. Se um conte\u00fado qualquer \u00e9 percebido como irrelevante e a forma de transmiti-lo \u00e9 vista como inadequada, usar tecnologia para transmiti-lo<span style=\"font-style: italic;\">, ceteris paribus,<\/span> n\u00e3o vai tornar o conte\u00fado menos irrelevante nem o ensino menos inadequado. O problema est\u00e1 no conte\u00fado e no ensino, n\u00e3o na tecnologia.<\/p>\n<p>Altere-se o modelo &#8212; e a tecnologia &#8220;comes to life&#8221;.<\/p>\n<p>Tenho visto in\u00fameros pesquisadores que, partindo do pressuposto (v\u00e1lido) de que jovens se interessam por tecnologia e t\u00eam facilidade para us\u00e1-la, se surpreendem diante do fato de que n\u00e3o h\u00e1, da parte deles, maior interesse em fazer cursos a dist\u00e2ncia mediados pela tecnologia do que havia em fazer cursos convencionais. Usar a tecnologia para fazer algo que \u00e9 percebido como irrelevante e chato n\u00e3o torna esse fazer relevante e agrad\u00e1vel.<\/p>\n<p>Note a mat\u00e9ria de sua primeira mensagem sobre o assunto (&#8220;Computers as pedagogical tools in Brazil: A pseudo-panel analysis&#8221;): &#8220;Computers and software have been gradually introduced as teaching tools in many countries&#8221;. Introduzidos como o qu\u00ea? Como &#8220;ferramentas de ensino&#8221;&#8230; Como ferramentas de ensino, computadores (acrescentar &#8220;and software&#8221; \u00e9 um primarismo) n\u00e3o v\u00e3o ter mais sucesso do que o ensino do qual supostamente s\u00e3o ferramentas. Computadores s\u00e3o ferramentas de aprendizagem. Seu potencial est\u00e1 no fato de que nos permitem aprender de in\u00fameras maneiras, em qualquer lugar, em qualquer momento. Mas mesmo o computador, como ferramenta deaprendizagem, s\u00f3 ser\u00e1 eficaz se houver algo que queiramos aprender, algo cujo aprendizado percebemos como importante para aquilo que queremos ser. Fora disso, acredito ser perda de tempo ficar discutindo a quest\u00e3o.<\/p>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Eduardo Chaves escreve: Caro Simon, Li com aten\u00e7\u00e3o as duas mat\u00e9rias sobre computadores e educa\u00e7\u00e3o distribu\u00eddas na sua lista. Resolvi compartilhar com voc\u00ea a minha opini\u00e3o, baseada em mais de vinte e cinco anos de envolvimento na \u00e1rea. \u00c9 uma opini\u00e3o, baseada em observa\u00e7\u00f5es, leituras, discuss\u00f5es &#8212; n\u00e3o \u00e9 resultado de pesquisa formal. 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