{"id":1616,"date":"2010-03-23T09:42:57","date_gmt":"2010-03-23T12:42:57","guid":{"rendered":"http:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/?p=1616"},"modified":"2010-03-23T10:44:17","modified_gmt":"2010-03-23T13:44:17","slug":"passado-e-futuro-do-iuperj","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/passado-e-futuro-do-iuperj\/","title":{"rendered":"Passado e futuro do IUPERJ"},"content":{"rendered":"<p><em><a href=\"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-content\/uploads\/2010\/03\/iuperj.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-full wp-image-1618\" title=\"iuperj\" src=\"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-content\/uploads\/2010\/03\/iuperj.jpg\" alt=\"\" width=\"227\" height=\"134\" \/><\/a>O Instituto Universit\u00e1rio de Pesquisas do Rio de Janeiro \u2013 IUPERJ, o programa de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em ci\u00eancia pol\u00edtica e sociologia da Universidade C\u00e2ndido Mendes, do qual fui professor entre 1969 e 1988, passa por uma grave crise financeira, e est\u00e1 amea\u00e7ado de fechar.\u00a0 O IUPERJ precisa encontrar uma sa\u00edda, n\u00e3o tanto pelo seu passado, mas sobretudo pelo que \u00e9 hoje e pode vir a ser no futuro. Este depoimento pretende ajudar a entender como se chegou a esta situa\u00e7\u00e3o e comentar sobre diferentes caminhos que poderiam ser seguidos. Espero que seja uma contribui\u00e7\u00e3o.<\/em><\/p>\n<p><strong>Passado e Futuro do IUPERJ &#8211; uma vis\u00e3o pessoal<\/strong><\/p>\n<p><strong>Simon Schwartzman<\/strong><\/p>\n<p>Entrei no IUPERJ no in\u00edcio de 1969, fugindo do clima de persegui\u00e7\u00e3o que, ap\u00f3s o AI-5, amea\u00e7ava o Departamento de Ci\u00eancias Pol\u00edticas da UFMG, ao qual eu deveria\u00a0 me juntar depois de meus estudos de doutorado nos Estados Unidos. O DCP e o IUPERJ faziam parte, naqueles anos, do esfor\u00e7o de cria\u00e7\u00e3o de uma ci\u00eancia social renovada no pa\u00eds, que pudesse avan\u00e7ar em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 tradi\u00e7\u00e3o francesa que predominava na USP, e que contribu\u00edsse tamb\u00e9m para manter acesa a vela do trabalho intelectual livre e independente naqueles anos dif\u00edceis de ditadura militar. O Instituto se sustentava gra\u00e7as ao apoio da Funda\u00e7\u00e3o Ford, naqueles anos envolvida no desenvolvimento das ci\u00eancias sociais e no apoio a intelectuais perseguidos pelas ditaduras da regi\u00e3o; e gra\u00e7as ao guarda-chuva institucional proporcionado por C\u00e2ndido Mendes de Almeida, que, talvez pela proximidade de sua fam\u00edlia com Igreja Cat\u00f3lica, conseguia manter um espa\u00e7o de autonomia e liberdade em suas faculdades. O IUPERJ n\u00e3o foi muito distinto, neste aspecto, do CEBRAP, formado pelos soci\u00f3logos paulistas expulsos da USP, que tamb\u00e9m se constitu\u00edram como instituto de pesquisa independente e de direito privado.<\/p>\n<p>O grupo inicial do IUPERJ \u2013 Amaury de Souza, Carlos Estev\u00e3o Martins, C\u00e9sar Guimar\u00e3es,\u00a0 Wanderley Guilherme dos Santos \u2013 havia de uma forma ou de outra trabalhado no antigo Instituto Superior de Estudos Brasileiros, o ISEB, com H\u00e9lio Jaguaribe, \u00c1lvaro Vieira Pinto, Alberto Guerreiro Ramos, Roland Corbusier, C\u00e2ndido Mendes de Almeida e J\u00falio Barbosa, e, fora Amaury de Souza, que era mineiro, haviam pertencido \u00e0 antiga Faculdade de Filosofia da Universidade do Rio de Janeiro. A estes se juntaram depois outros mineiros, oriundos do grupo criado por J\u00falio Barbosa no curso de Sociologia e Pol\u00edtica da Faculdade de Economia da Universidade Federal de Minas Gerais \u2013 Bol\u00edvar Lamounier, Edmundo Campos, Jos\u00e9 Murilo de Carvalho, al\u00e9m de mim.\u00a0 Quase todos, de alguma forma, haviam participado do movimento estudantil dos anos 60. Nos anos seguintes o grupo foi ampliado por ex-alunos do IUPERJ e outros doutores que haviam completado seus estudos no Brasil e no exterior &#8211;\u00a0 Alexandre Barros, Elisa Pereira Reis, Fernando Uricoechea, L\u00edcia Valladares,\u00a0 Luis Ant\u00f4nio Machado, Luis Werneck Vianna, Maria Alice Carvalho, Maria Regina Soares de Lima, M\u00e1rio Brockman Machado, Nelson do Valle e Silva, Neuma Aguiar, Renato Boschi, Olavo Brasil de Lima Jr, Peter McDonough e outros mais que cometo a injusti\u00e7a de n\u00e3o me lembrar para esta nota.<\/p>\n<p>Sem pretender fazer uma an\u00e1lise da produ\u00e7\u00e3o intelectual do IUPERJ naqueles anos, acredito que, no conjunto, o instituto deu uma contribui\u00e7\u00e3o importante para estabelecer e ampliar no Brasil uma ci\u00eancia social que buscava combinar a an\u00e1lise rigorosa de dados e a interpreta\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica de uma forma que abria um espa\u00e7o novo e criativo entre o autoritarismo conservador e o radicalismo ing\u00eanuo que predominavam (e infelizmente ainda predominam) na produ\u00e7\u00e3o intelectual do pa\u00eds. Lembro, como ilustra\u00e7\u00f5es, o trabalho critico de Bol\u00edvar Lamounier sobre tradi\u00e7\u00e3o de pensamento autorit\u00e1rio no Brasil; os trabalhos emp\u00edricos de Amaury de Souza e Peter McDonough sobre opini\u00e3o p\u00fablica e comportamento eleitoral; o questionamento de Wanderley Guilherme dos Santos \u00e0s interpreta\u00e7\u00f5es convencionais do golpe de 1964, e a \u00eanfase nos processos legislativos; os trabalhos de Elisa Reis sobre o processo brasileiro de moderniza\u00e7\u00e3o conservadora; e os trabalhos de Edmundo Campos, Alexandre Barros e Jos\u00e9 Murilo de Carvalho sobre as for\u00e7as armadas, do ponto de vista institucional e organizacional.\u00a0 Minha tese de doutorado, sobre as implica\u00e7\u00f5es da tradi\u00e7\u00e3o burocr\u00e1tico-patrimonial portuguesa para Brasil contempor\u00e2neo, indo al\u00e9m das interpreta\u00e7\u00f5es classistas convencionais, escrita no in\u00edcio dos anos 70, teve sua origem em um semin\u00e1rio no IUPERJ com a participa\u00e7\u00e3o de Celina Vargas Amaral Peixoto, Fernando Jos\u00e9 Leite Costa, L\u00facia Klein, L\u00facia Lippi Oliveira, Maria Antonieta Parahyba, Maria Aparecida Hime, Nancy Alessio e Olavo Brasil de Lima Jr, cujos trabalhos foram publicados no numero 7 da revista Dados, e que se tornariam mais tarde, quase todos, professores e pesquisadores de muitas das\u00a0 principais institui\u00e7\u00f5es de ci\u00eancias sociais no pa\u00eds<\/p>\n<p>Al\u00e9m dos conte\u00fados, o IUPERJ inovou ao introduzir nas ci\u00eancias sociais no Brasil o formato norte-americano dos programas estruturados de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o, com cursos regulares e cr\u00e9ditos, ao inv\u00e9s da simples orienta\u00e7\u00e3o individual de teses, t\u00edpica da tradi\u00e7\u00e3o europ\u00e9ia, que era o adotado pela USP. Este formato permitiu garantir que os alunos do IUPERJ adquirissem uma forma\u00e7\u00e3o te\u00f3rica e metodol\u00f3gica ampla, antes de come\u00e7ar os trabalhos de tese propriamente ditos.<\/p>\n<p>Ao final dos anos 70, com a consolida\u00e7\u00e3o do IUPERJ como centro de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o e de pesquisa e com a retomada do apoio \u00e0 ci\u00eancia e tecnologia ocorrida no governo Geisel, na gest\u00e3o de Jo\u00e3o Paulo dos Reis Velloso no Minist\u00e9rio do Planejamento, o IUPERJ ganhou novo f\u00f4lego, com apoio financeiro da FINEP, e manteve a tradi\u00e7\u00e3o de ensino gratuito dos programas de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o no Brasil, contando ainda com as bolsas da CAPES para seus alunos.<\/p>\n<p>A partir dos anos 80, no entanto, foi ficando claro que este modelo de sustenta\u00e7\u00e3o precisava ser alterado. Os anos do \u201cmilagre\u201d haviam terminado, e com ele a generosidade das grandes subven\u00e7\u00f5es.\u00a0 O governo federal deixou de financiar diretamente a institui\u00e7\u00f5es privadas, como fazia antes \u00e0 Funda\u00e7\u00e3o Get\u00falio Vargas, \u00e0 PUC do Rio de Janeiro e ao pr\u00f3prio IUPERJ; e a Funda\u00e7\u00e3o Ford tamb\u00e9m deixou de dar apoio institucional a programas, passando a se concentrar no apoio a projetos e atividades espec\u00edficas. Foi neste per\u00edodo que o IUPERJ, por iniciativa de jovens alunos e assistentes, coordenados por Edson Nunes, come\u00e7ou a desenvolver uma linha de pesquisas aplicadas que adquiriu um tamanho muito significativo, tanto em n\u00famero de pessoas envolvidas quanto em recursos que eram obtidos e que poderiam reverter para o Instituto.<\/p>\n<p>Houve uma decis\u00e3o, no entanto, de interromper esta linha de pesquisa aplicada, creio que por duas raz\u00f5es.\u00a0 A primeira \u00e9 que o grupo de jovens pesquisadores envolvidos nestas pesquisas aplicadas passou a demandar participa\u00e7\u00e3o plena no \u201cstaff\u201d central dos professores do Instituto, que eram os que decidiam seus destinos; e, segundo, pela id\u00e9ia de que estas pesquisas aplicadas n\u00e3o tinham o status e a qualidade da pesquisa acad\u00eamica realizada pelos professores doutores. Creio que foi uma oportunidade perdida, porque a esta altura (\u00e9 uma quest\u00e3o que precisa ser debatida, e que lan\u00e7o aqui como indiga\u00e7\u00e3o), a agenda intelectual do IUPERJ, que havia sido t\u00e3o inovadora no in\u00edcio, estava tamb\u00e9m se rotinizando, e\u00a0 este\u00a0 seria o momento de o Instituto tentar retomar a lideran\u00e7a desenvolvendo uma ci\u00eancia social mais capaz de responder \u00e0s demandas m\u00faltiplas da sociedade que se abria e diversificava com o fim do regime militar.<\/p>\n<p>O resultado da incapacidade do IUPERJ de incorporar de forma criativa esta nova fonte de recursos, que poderia ajudar a reformular e rejuvenescer sua agenda da pesquisa, foi tornar o Instituto cada vez mais dependente das Faculdades C\u00e2ndido Mendes, at\u00e9 desembocar na crise atual.<\/p>\n<p>Nos primeiros anos, como j\u00e1 dito, a filia\u00e7\u00e3o do IUPERJ \u00e0s Faculdades C\u00e2ndido Mendes foi importante para proteger o Instituto e seus professores das persegui\u00e7\u00f5es dos governos militares, e permitiu tamb\u00e9m que C\u00e2ndido Mendes de Almeida pudesse deslanchar uma carreira internacional que o levou \u00e0 presid\u00eancia da Associa\u00e7\u00e3o Internacional de Ci\u00eancia Pol\u00edtica entre 1979 e 1982.\u00a0 Mais tarde, o IUPERJ foi decisivo para que as faculdades ganhassem o status legal de universidade. C\u00e2ndido Mendes de Almeida nunca fez parte, formalmente, do IUPERJ,\u00a0 nem interferia\u00a0 em suas atividades acad\u00eamicas e nas decis\u00f5es de seus professores. Mas o\u00a0 Instituto jamais obteve personalidade jur\u00eddica pr\u00f3pria, seus recursos eram administrados pelas Faculdades C\u00e2ndido Mendes, e com isto estava sujeito \u00e0s incertezas de uma institui\u00e7\u00e3o de ensino privada e familiar, cujas dificuldades foram se agravando cada vez mais.<\/p>\n<p>Ao longo dos \u00faltimos anos, a maioria dos antigos fundadores do IUPERJ se afastou, dando lugar a uma nova gera\u00e7\u00e3o que manteve, essencialmente, o mesmo formato dos cursos dos anos 70.\u00a0 A qualidade de muitos de seus atuais\u00a0 professores e pesquisadores \u00e9 inquestion\u00e1vel, mas \u00e9 poss\u00edvel se perguntar se o IUPERJ \u00e9 ainda uma institui\u00e7\u00e3o diferenciada e inovadora do ponto de vista de sua produ\u00e7\u00e3o intelectual, ou se \u00e9, simplesmente, uma parte entre outras da comunidade muito ampla e desigual das ci\u00eancias sociais brasileiras que o pr\u00f3prio IUPERJ ajudou a constituir.\u00a0 Do ponto de vista institucional, a manuten\u00e7\u00e3o de um formato estritamente acad\u00eamico em uma institui\u00e7\u00e3o privada como as Faculdades C\u00e2ndido Mendes foi se tornando cada vez mais insustent\u00e1vel. O ensino superior privado no Brasil, que no passado era dominado por institui\u00e7\u00f5es familiares ou religiosas, hoje est\u00e1 formado por grandes institui\u00e7\u00f5es de ensino de massas, organizadas de forma empresarial; por um pequeno n\u00famero de institui\u00e7\u00f5es de elite, sobretudo nas \u00e1reas de economia e administra\u00e7\u00e3o, que cobram caro de seus estudantes e desenvolvem intensos trabalhos de pesquisa acad\u00eamica e aplicada, consultoria e atividades de extens\u00e3o; e por institui\u00e7\u00f5es religiosas, comunit\u00e1rias e filantr\u00f3picas que obt\u00eam recursos de suas mantenedoras. Nestas transforma\u00e7\u00f5es, institui\u00e7\u00f5es familiares e pouco institucionalizadas como a atual Universidade C\u00e2ndido Mendes t\u00eam muita dificuldade em sobreviver, e a depend\u00eancia do IUPERJ em rela\u00e7\u00e3o a ela est\u00e1 se mostrando fatal.<\/p>\n<p>A quest\u00e3o que se coloca agora \u00e9 se existe solu\u00e7\u00e3o para o IUPERJ, que solu\u00e7\u00e3o seria esta, e quais seriam as conseq\u00fc\u00eancias do fechamento do Instituto.\u00a0 O correto seria fazer com que o IUPERJ se constitu\u00edsse em uma institui\u00e7\u00e3o independente,\u00a0 que fosse remunerada pelos recursos que fosse capaz de gerar \u2013 anuidades dos alunos, financiamento de pesquisa, cursos de extens\u00e3o e curta dura\u00e7\u00e3o, e uma carteira de projetos e pesquisas aplicados, tendo como clientes o setor privado e o setor p\u00fablico em seus diversos n\u00edveis, sem abdicar de suas ambi\u00e7\u00f5es acad\u00eamicas; ou seja, que retomasse o caminho que resolveu n\u00e3o seguir nos anos 80. Hoje, a \u00e1rea de pol\u00edticas p\u00fablicas, que seriam um desdobramento e amplia\u00e7\u00e3o natural das ci\u00eancias sociais acad\u00eamicas, est\u00e1 praticamente monopolizada por economistas, em parte pelos avan\u00e7os conceituais e metodol\u00f3gicos da pr\u00f3pria economia, e em parte tamb\u00e9m pela ren\u00fancia dos demais cientistas sociais em lidar com estes temas.<\/p>\n<p>Agora\u00a0 j\u00e1 n\u00e3o seria uma transi\u00e7\u00e3o f\u00e1cil para o IUPERJ, dado o tamanho de seus custos fixos de pessoal, o passivo j\u00e1 acumulado e a cultura acad\u00eamica anacr\u00f4nica que ainda persiste; mas ainda \u00e9 um caminho poss\u00edvel. A outra solu\u00e7\u00e3o, mais f\u00e1cil, seria conseguir que o governo\u00a0 federal estatizasse o Instituto, mantendo ao mesmo tempo sua autonomia.<\/p>\n<p>Paradoxalmente, o que est\u00e1 sendo proposto \u00e9 a transforma\u00e7\u00e3o do IUPERJ em uma OSCIP, formato institucional criado pelo Minist\u00e9rio da Administra\u00e7\u00e3o na gest\u00e3o de Bresser Pereira para dar mais flexibilidade financeira e institucional\u00a0 a ag\u00eancias estatais, mas que acabou sendo utilizado muitas vezes para colocar institui\u00e7\u00f5es privadas no rega\u00e7o do Estado. Com suficiente mobiliza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, sobretudo em um ano eleitoral, n\u00e3o \u00e9 imposs\u00edvel que isto aconte\u00e7a. A quest\u00e3o que ficaria \u00e9 se o Instituto, uma vez estatizado, teria condi\u00e7\u00f5es e est\u00edmulos para adquirir dinamismo e abrir novos horizontes de trabalho de relev\u00e2ncia intelectual e pr\u00e1tica, ou continuaria a ser administrado privadamente e viver na rotina de uma reputa\u00e7\u00e3o passada,\u00a0 em cujo caso sua manuten\u00e7\u00e3o privilegiada com recursos p\u00fablicos seria dif\u00edcil de justificar.<\/p>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Instituto Universit\u00e1rio de Pesquisas do Rio de Janeiro \u2013 IUPERJ, o programa de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em ci\u00eancia pol\u00edtica e sociologia da Universidade C\u00e2ndido Mendes, do qual fui professor entre 1969 e 1988, passa por uma grave crise financeira, e est\u00e1 amea\u00e7ado de fechar.\u00a0 O IUPERJ precisa encontrar uma sa\u00edda, n\u00e3o tanto pelo seu passado, mas &hellip; <a href=\"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/passado-e-futuro-do-iuperj\/\" class=\"more-link\">Continue reading<span class=\"screen-reader-text\"> &#8220;Passado e futuro do IUPERJ&#8221;<\/span><\/a><!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on get_the_excerpt --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on get_the_excerpt --><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_crdt_document":"","footnotes":""},"categories":[26,19],"tags":[],"class_list":["post-1616","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-ciencias-sociais","category-geral"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1616","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1616"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1616\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1622,"href":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1616\/revisions\/1622"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1616"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1616"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1616"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}