{"id":169,"date":"2007-09-10T21:21:00","date_gmt":"2007-09-11T00:21:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/?p=169"},"modified":"2011-07-13T10:44:01","modified_gmt":"2011-07-13T13:44:01","slug":"juventude-educacao-e-emprego-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/juventude-educacao-e-emprego-no-brasil\/","title":{"rendered":"Juventude, educa\u00e7\u00e3o e emprego no Brasil"},"content":{"rendered":"<p><script type='application\/json' class='__iawmlf-post-loop-links'>[{\"id\":1160,\"href\":\"http:\\\/\\\/www.schwartzman.org.br\\\/simon\\\/2007juventude.pdf\",\"archived_href\":\"https:\\\/\\\/web-wp.archive.org\\\/web\\\/20250625161336\\\/http:\\\/\\\/www.schwartzman.org.br\\\/simon\\\/2007juventude.pdf\",\"redirect_href\":\"\",\"checks\":[{\"date\":\"2026-04-16 02:47:05\",\"http_code\":206},{\"date\":\"2026-04-19 17:26:58\",\"http_code\":206},{\"date\":\"2026-04-23 03:14:35\",\"http_code\":206},{\"date\":\"2026-04-26 19:21:55\",\"http_code\":206},{\"date\":\"2026-05-03 09:05:37\",\"http_code\":206},{\"date\":\"2026-05-13 03:15:38\",\"http_code\":503}],\"broken\":false,\"last_checked\":{\"date\":\"2026-05-13 03:15:38\",\"http_code\":503},\"process\":\"done\"}]<\/script>O \u00faltimo n\u00famero dos Cadernos Adenauer, publica\u00e7\u00e3o da Funda\u00e7\u00e3o Konrad Adenauer, tem o t\u00edtulo de Gera\u00e7\u00e3o Futuro, e inclui v\u00e1rios artigos sobre a juventude brasileira, inclusive um de Maur\u00edcio Blanco Cossio e meu, sobre juventude, educa\u00e7\u00e3o e emprego, que est\u00e1 <a href=\"http:\/\/www.schwartzman.org.br\/simon\/2007juventude.pdf\" target=\"_blank\">dispon\u00edvel aqui.<\/a><\/p>\n<p>O ponto de partida foi a constata\u00e7\u00e3o de que,  nos \u00faltimos anos, tem havido muitas iniciativas e programas para aumentar a empregabilidade e o n\u00edvel de remunera\u00e7\u00e3o dos jovens que j\u00e1 est\u00e3o ocupados, mas estas iniciativas, em geral, n\u00e3o t\u00eam tido bons resultados. O desemprego entre os jovens \u00e9 significativamente alto quando comparado com o resto da popula\u00e7\u00e3o economicamente ativa, e est\u00e1 aumentando, sobretudo entre aqueles com baixa escolaridade.<\/p>\n<p>A principal dificuldade tem sido superar o c\u00edrculo vicioso entre um n\u00edvel educacional baixo \u2013 provocado principalmente pelo abandono escolar e as altas taxas de repet\u00eancia \u2013 e as condi\u00e7\u00f5es socioecon\u00f4micas prec\u00e1rias enfrentadas por esta faixa populacional. \u00c9 muito freq\u00fcente a afirma\u00e7\u00e3o de que as altas taxas de evas\u00e3o entre jovens de baixa renda s\u00e3o causadas pela necessidade dos jovens de se inserir prematuramente no mercado de trabalho. A solu\u00e7\u00e3o derivada deste racioc\u00ednio \u00e9 aparentemente \u00f3bvia: programas condicionais de renda m\u00ednima, que incentivem as fam\u00edlias a fazer com que os seus filhos permane\u00e7am na escola.<br \/>\nOs resultados destes programas, no entanto, tem sido decepcionantes. No Brasil, como em outros pa\u00edses, estes programas podem resultar em um pequeno aumento da freq\u00fc\u00eancia escolar entre setores sociais de renda mais baixa, mas n\u00e3o mostram resultados detect\u00e1veis na melhoria do desempenho escolar, nem na redu\u00e7\u00e3o das taxas de abandono e repet\u00eancia.<\/p>\n<p>Os dados nos permitem questionar a id\u00e9ia de que o baixo n\u00edvel educacional dos jovens \u00e9 apenas produto das suas condi\u00e7\u00f5es socioecon\u00f4micas, que explicaria a entrada prematura ao mercado de trabalho de milh\u00f5es de jovens brasileiros, provocando por sua vez desemprego e baixas remunera\u00e7\u00f5es. Ao contr\u00e1rio, o que argumentamos  \u00e9 que o problema principal se encontra no interior do sistema educacional e, que este problema incide, principalmente, nos jovens pobres e, em conseq\u00fc\u00eancia, nas suas oportunidades de encontrar melhores empregos. \u00c9 devido \u00e0 educa\u00e7\u00e3o deficiente que as crian\u00e7as pobres enfrentam maiores dificuldades e altas taxas de repet\u00eancia desde os primeiros anos da escola, o que incide, posteriormente, no alto grau de evas\u00e3o escolar, fazendo com que ingressem ao mercado de trabalho sem condi\u00e7\u00f5es adequadas.  Se isto \u00e9 verdade, ent\u00e3o o trabalho fundamental para romper o c\u00edrculo vicioso da m\u00e1 educa\u00e7\u00e3o e trabalho prec\u00e1rio e mal remunerado precisa ser feito junto ao sistema escolar, e n\u00e3o no mercado de trabalho, e nem por subs\u00eddios \u00e0 demanda por educa\u00e7\u00e3o, embora pol\u00edticas espec\u00edficas nestas \u00e1reas possam tamb\u00e9m ter seu lugar.<\/p>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O \u00faltimo n\u00famero dos Cadernos Adenauer, publica\u00e7\u00e3o da Funda\u00e7\u00e3o Konrad Adenauer, tem o t\u00edtulo de Gera\u00e7\u00e3o Futuro, e inclui v\u00e1rios artigos sobre a juventude brasileira, inclusive um de Maur\u00edcio Blanco Cossio e meu, sobre juventude, educa\u00e7\u00e3o e emprego, que est\u00e1 dispon\u00edvel aqui. 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