{"id":198,"date":"2008-05-19T09:51:00","date_gmt":"2008-05-19T12:51:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/?p=198"},"modified":"2023-01-19T11:53:41","modified_gmt":"2023-01-19T14:53:41","slug":"roberto-salmeron-e-alberto-santoro-fisica-de-particulas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/roberto-salmeron-e-alberto-santoro-fisica-de-particulas\/","title":{"rendered":"Roberto Salmeron e Alberto Santoro: F\u00edsica de Part\u00edculas"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-style: italic;\">Na minha entrevista \u00e0 revista Veja de dua semanas atr\u00e1s, eu coloquei em d\u00favida, como exemplo, a prioridade que deve ser dada \u00e0 f\u00edsica de part\u00edculas no Brasil. Isto provocou cr\u00edticas de v\u00e1rios pesquisadores da \u00e1rea, entre os quais a do professor Ronald Cintra Shellard, que est\u00e1 publicada como coment\u00e1rio <\/span>aqui.<span style=\"font-style: italic;\"> Agora recebi uma outra carta, dos professores Roberto Salmeron, personalidade importante da ci\u00eancia brasileira, e Alberto Santoro, do Instituto de F\u00edsica da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, cujo texto transcrevo abaixo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-style: italic;\">\u00c9 possivel que eu tenha me equivocado totalmente, de fato n\u00e3o sou especialista na \u00e1rea (embora saiba algo da hist\u00f3ria e das pol\u00edticas da ci\u00eancia no Brasil) e neste caso pe\u00e7o desculpas. Mas acredito que eu teria encontrado a mesma rea\u00e7\u00e3o se tivesse questionado a prioridade do programa espacial, ou dos estudos de filosofia.<\/span><\/p>\n<p>Meu ponto principal, que creio que continua valendo, \u00e9 que \u00e9 necess\u00e1rio poder discutir de forma aberta a import\u00e2ncia e o peso relativo das diversas \u00e1reas de pesquisa em um pa\u00eds, com a participa\u00e7\u00e3o tanto dos especialistas quanto de outros setores da sociedade,  e tomar decis\u00f5es sobre prioridades, sem com isto diminuir a liberdade intelectual nem desvalorizar a contribui\u00e7\u00e3o de ningu\u00e9m.<\/p>\n<p>O argumento de que todas as \u00e1reas do conhecimento devem ser apoiadas, porque fazem parte da cultura, e que s\u00f3 os especialistas  podem opinar sobre os respectivos campos, \u00e9 v\u00e1lido quando os recursos s\u00e3o ilimitados, mas acaba redundando em uma grande dispers\u00e3o de esfor\u00e7os que nunca atingem a densidade cient\u00edfica e t\u00e9cnica que o pa\u00eds necessita.  Para ficar mais claro   o que estou dizendo, sugiro a leitura dos crit\u00e9rios para o apoio \u00e0 pesquisa b\u00e1sica do Office of Management and Budget do governo americano, dispon\u00edvel aqui.<\/p>\n<p>Segue a carta dos professores Salmeron e Santoro:<\/p>\n<p>19 de maio de 2008<\/p>\n<p>Prezado professor Simon Schwartzman,<\/p>\n<p>Com grande surpresa e preocupa\u00e7\u00e3o lemos em sua entrevista \u00e0 revista Veja de 3 de maio de 2008, p\u00e1ginas amarelas, algumas declara\u00e7\u00f5es question\u00e1veis, mas sobretudo as seguintes:<\/p>\n<p>\u201c N\u00e3o tem sentido, por exemplo, o Brasil fortalecer sua pesquisa em f\u00edsica de part\u00edculas. Tivemos aqui pesquisadores importantes na d\u00e9cada de 40, como M\u00e1rio Schenberg e C\u00e9sar Lattes, que fizeram pesquisa de fronteira e publicaram artigos preciosos. Mas acabou a\u00ed. Depois nisso ningu\u00e9m fez mais nada.\u201d<\/p>\n<p>\u201cA f\u00edsica de part\u00edculas \u00e9 hoje uma ci\u00eancia bilion\u00e1ria. Depende de investimentos que nenhum pais faz sozinho. O Brasil vai participar desse jogo para que? E vai botar quanto dinheiro nisso?    \u201c<\/p>\n<p>Essas afirma\u00e7\u00f5es s\u00e3o inteiramente fora da realidade e s\u00e3o uma ofensa a  brasileiros que t\u00eam dado contribui\u00e7\u00f5es fundamentais a essa \u00e1rea e se impuseram na comunidade internacional de f\u00edsicos.<\/p>\n<p>Desejamos inicialmente fazer duas corre\u00e7\u00f5es. A primeira, M\u00e1rio Schenberg nunca trabalhou em f\u00edsica de part\u00edculas elementares. Trabalhou no que chamamos \u201cteoria de campos\u201d, que em alguns aspectos \u00e0s vezes tem conex\u00e3o com f\u00edsica de part\u00edculas mas n\u00e3o \u00e9 f\u00edsica de part\u00edculas. A segunda, os \u00fanicos trabalhos importantes feitos em f\u00edsica de part\u00edculas no Brasil na d\u00e9cada de 40 foram os do professor Gleb Wataghin e seus colaboradores diretos no Departamento de F\u00edsica da ex-Faculdade de Filosofia Ci\u00eancias e Letras da USP, tanto em teoria quanto em experi\u00eancias. Entre eles, a primeira teoria estat\u00edstica sobre produ\u00e7\u00e3o de m\u00e9sons de Gleb Wataghin, trabalho pioneiro de 1942, e a descoberta experimental dos \u201cchuveiros penetrantes\u201d em colabora\u00e7\u00e3o com Marcello Damy de Souza Santos e Paulus Aulus Pomp\u00e9ia, de 1940. Esta experi\u00eancia foi repetida na Inglaterra com t\u00e9cnica diferente e contribuiu para uma das mais importantes descobertas da f\u00edsica do s\u00e9culo XX, a das \u201cpart\u00edculas estranhas\u201d. S\u00e3o trabalhos que ficaram na hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>Sua afirma\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<p>\u201cMas acabou a\u00ed. Depois disso ningu\u00e9m fez mais nada\u201d<\/p>\n<p>\u00e9 uma ofensa a brasileiros que contribu\u00edram e continuam contribuindo para esse campo da f\u00edsica. Contrariamente \u00e0 sua afirma\u00e7\u00e3o, h\u00e1 centenas de trabalhos em f\u00edsica de part\u00edculas feitos com colabora\u00e7\u00e3o de brasileiros. Alguns deles, pela sua import\u00e2ncia, ficaram na hist\u00f3ria da F\u00edsica.<\/p>\n<p>Por exemplo, um grupo de f\u00edsicos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro e do Centro Brasileiro de Pesquisas F\u00edsicas, contribuiu para a descoberta do \u201cquark top\u201d. Sabemos que a maioria das part\u00edculas s\u00e3o compostas de seis part\u00edculas chamadas \u201cquarks\u201d. O \u201ctop\u201d por ser o mais pesado foi o de detec\u00e7\u00e3o mais dif\u00edcil. Foi descoberto numa experi\u00eancia realizada no Fermilab nos Estado Unidos, da qual participou o grupo brasileiro. Uma parte da an\u00e1lise dos eventos que prova que se tratava realmente do \u201cquark top\u201d foi inteiramente realizada no Rio. O an\u00fancio dessa descoberta foi feito com uma declara\u00e7\u00e3o \u00e0 imprensa no mesmo dia e na mesma hora, levando-se em considera\u00e7\u00e3o os fusos hor\u00e1rios, em Nova York, em Paris e no Rio.<\/p>\n<p>Em novembro passado os jornais de todo o mundo publicaram a not\u00edcia de que a colabora\u00e7\u00e3o internacional conhecida como \u201cProjeto Auger\u201d descobriu origens de raios c\u00f3smicos de alt\u00edssimas energias, um dos grandes desafios da f\u00edsica deste s\u00e9culo. A colabora\u00e7\u00e3o Auger tem forte participa\u00e7\u00e3o de grupos brasileiros de v\u00e1rias de nossas universidades, de um lado com equipamento importante integralmente constru\u00eddo pela ind\u00fastria nacional, de outro com a elabora\u00e7\u00e3o de programas de computadores para an\u00e1lise dos dados. Dois f\u00edsicos brasileiros fazem parte do comit\u00ea internacional de dire\u00e7\u00e3o da colabora\u00e7\u00e3o. O financiamento da parte brasileira foi feito pelo CNPq e pela FAPESP, cujas dire\u00e7\u00f5es expressaram publicamente sua satisfa\u00e7\u00e3o com o resultado obtido. Queremos tamb\u00e9m esclarecer que esta experi\u00eancia \u00e9 uma experi\u00eancia em f\u00edsica de part\u00edculas elementares, os raios c\u00f3smicos sendo part\u00edculas, todo o equipamento \u00e9 o mesmo utilizado em f\u00edsica de part\u00edculas junto a aceleradores. Todos os f\u00edsicos da experi\u00eancia tiveram sua forma\u00e7\u00e3o em f\u00edsica de part\u00edculas.<\/p>\n<p>Vejamos suas outras afirma\u00e7\u00f5es:<\/p>\n<p>\u201cA f\u00edsica de part\u00edculas \u00e9 hoje uma ci\u00eancia bilion\u00e1ria. Depende de investimentos que nenhum pa\u00eds faz sozinho. O Brasil vai participar desse jogo para que? E vai botar quanto dinheiro nisso?\u201c<\/p>\n<p>Dizer que a f\u00edsica de part\u00edculas \u00e9 uma \u201cci\u00eancia bilion\u00e1ria com investimentos que nenhum pa\u00eds faz sozinho\u201d exige uma explica\u00e7\u00e3o, porque o grande p\u00fablico n\u00e3o conhece a estrutura dessa disciplina e vai pensar que o Brasil gasta ou vai gastar fortunas fabulosas, bilh\u00f5es de reais ou de d\u00f3lares, o que seria um absurdo. Sua declara\u00e7\u00e3o nos d\u00e1 o direito de pensar que o senhor tamb\u00e9m n\u00e3o conhece a estrutura da disciplina.<\/p>\n<p>A realidade \u00e9 a seguinte. As experi\u00eancias s\u00e3o realizadas por colabora\u00e7\u00f5es internacionais junto a grandes aceleradores de part\u00edculas, dos quais os mais importantes s\u00e3o o Tevatron do Fermilab nos Estados Unidos, agora em fins de utiliza\u00e7\u00e3o depois de mais de 30 anos, e o novo acelerador Large Hadron Collider (LHC) do CERN, situado em Genebra, na Su\u00ed\u00e7a. A constru\u00e7\u00e3o dos aceleradores, de todas as  suas partes, os contratos com as ind\u00fastrias, a infra-estrutura t\u00e9cnica, oficinas, computadores, sal\u00e1rios de engenheiros, de t\u00e9cnicos e de f\u00edsicos com contratos permanentes s\u00e3o pagos integralmente pelos governos dos pa\u00edses que s\u00e3o os donos dos laborat\u00f3rios. No caso do Tevatron, o governo do Estados Unidos. No caso do CERN, que \u00e9 um laborat\u00f3rio internacional europeu pertencente a 20 paises da Europa, os governos desses 20 pa\u00edses, que financiam um or\u00e7amento anual. O Brasil, como todos os outros pa\u00edses que n\u00e3o s\u00e3o membros do CERN, n\u00e3o paga absolutamente nada para constru\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o do laborat\u00f3rio.<\/p>\n<p>As experi\u00eancias s\u00e3o realizadas por colabora\u00e7\u00f5es internacionais cujos financiamentos s\u00e3o feitos em parte pelo pr\u00f3prio CERN, mas na maior parte pelos paises que participam da colabora\u00e7\u00e3o. H\u00e1 um esp\u00edrito de colabora\u00e7\u00e3o, cada pa\u00eds contribui dentro de suas possibilidades. Grupos brasileiros est\u00e3o participando de quatro grandes experi\u00eancias no LHC do CERN, que entrar\u00e1 em funcionamento normal daqui a dois ou tr\u00eas meses. Participam dessas experi\u00eancias 150 pa\u00edses, e dentre eles pelo menos 140 s\u00e3o mais pobres que o Brasil.<\/p>\n<p>\u00c9 preciso levar em considera\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m que a f\u00edsica de part\u00edculas elementares est\u00e1 na vanguarda da tecnologia, que beneficia o Brasil. Um grupo da Universidade do Estado do Rio de Janeiro e outro da Universidade Estadual Paulista \u201cJ\u00falio de Mesquita Filho\u201d est\u00e3o colaborando com o CERN em nova filosofia para c\u00e1lculos de experi\u00eancias com grandes n\u00fameros de dados e fizeram que centenas de computadores fossem constru\u00eddos pela ind\u00fastria nacional, utilizados por v\u00e1rias de nossas universidades; s\u00e3o p\u00f3los da Am\u00e9rica Latina para receber dados diretamente de Genebra e transmiti-los aos outros pa\u00edses. O grupo da UERJ  est\u00e1 auxiliando a Faculdade de Medicina em inform\u00e1tica.<\/p>\n<p>Se n\u00e3o houvesse f\u00edsica de altas energias o senhor n\u00e3o teria internet, pois o www foi inventado no CERN.<\/p>\n<p>Como resposta \u00e0 sua pergunta<\/p>\n<p>\u201cE vai botar quanto dinheiro nisso?\u201c<\/p>\n<p>queremos informar que em f\u00edsica de part\u00edculas elementares o Brasil gasta muito menos do que em outras \u00e1reas da f\u00edsica e da pesquisa cient\u00edfica. A astronomia, ci\u00eancia importante que deve ser apoiada e cada vez mais exige trabalhos em colabora\u00e7\u00f5es internacionais, tem or\u00e7amento anual fixado por lei, maior do que a verba total de todas as experi\u00eancias de part\u00edculas elementares, incluindo viagens e estadias no exterior.<\/p>\n<p>Queremos informar de que est\u00e1 havendo uma preocupa\u00e7\u00e3o extremamente salutar em cientistas brasileiros de todas as idades e de v\u00e1rias ci\u00eancias, como f\u00edsica, matem\u00e1tica, qu\u00edmica, bioqu\u00edmica, farmacologia, ci\u00eancias m\u00e9dicas, gen\u00e9tica, com a qualidade dos trabalhos efetuados no Brasil. Nossa produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica aumenta incontestavelmente, mas a preocupa\u00e7\u00e3o \u00e9: qual o impacto dos trabalhos feitos no Brasil ? Pouqu\u00edssimo, a n\u00e3o ser alguns trabalhos. A experi\u00eancia internacional nos ensina que o caminho mais curto para se chegar ao impacto \u00e9 o de colabora\u00e7\u00f5es internacionais. E a f\u00edsica de part\u00edculas elementares est\u00e1 dando o exemplo.<\/p>\n<p>Para responder \u00e0 sua pergunta<\/p>\n<p>\u201cO Brasil vai participar desse jogo para que?\u201d<\/p>\n<p>queremos dizer inicialmente que n\u00e3o \u00e9 um jogo, \u00e9 Cultura. Somos um pa\u00eds de 180 milh\u00f5es de habitantes, um povo empreendedor, grande propor\u00e7\u00e3o de jovens, \u00e9 nosso dever de universit\u00e1rios de estimular a curiosidade e a cultura das novas gera\u00e7\u00f5es, de faz\u00ea-las participar de grandes movimentos culturais do mundo, de n\u00e3o mant\u00ea-las isoladas. \u00c9 nosso dever contribuir para acabar definitivamente com a id\u00e9ia retr\u00f3grada de \u201c\u00e9 bom para a Europa ou os Estados Unidos mas n\u00e3o \u00e9 bom para o Brasil\u201d.<\/p>\n<p>As informa\u00e7\u00f5es erradas que o senhor transmitiu em sua entrevista s\u00e3o ainda agravadas pelo fato de o senhor ser membro titular da Academia Brasileira de Ci\u00eancias, o que lhe d\u00e1 certo prest\u00edgio perante o p\u00fablico, mas os leitores de Veja n\u00e3o sabem que um acad\u00eamico tamb\u00e9m pode errar.<\/p>\n<p>Cordialmente,<\/p>\n<p>Professor Alberto Santoro,   Diretor,  Departamento de F\u00edsica de Altas Energias,  Instituto de F\u00edsica,   Universidade do Estado do Rio de Janeiro<\/p>\n<p>Professor Roberto Salmeron, Diretor de Pesquisa Em\u00e9rito, Laboratoire Leprince-Ringuet, Ecole Polytechnique, Fran\u00e7a<\/p>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na minha entrevista \u00e0 revista Veja de dua semanas atr\u00e1s, eu coloquei em d\u00favida, como exemplo, a prioridade que deve ser dada \u00e0 f\u00edsica de part\u00edculas no Brasil. Isto provocou cr\u00edticas de v\u00e1rios pesquisadores da \u00e1rea, entre os quais a do professor Ronald Cintra Shellard, que est\u00e1 publicada como coment\u00e1rio aqui. Agora recebi uma outra &hellip; <a href=\"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/roberto-salmeron-e-alberto-santoro-fisica-de-particulas\/\" class=\"more-link\">Continue reading<span class=\"screen-reader-text\"> &#8220;Roberto Salmeron e Alberto Santoro: F\u00edsica de Part\u00edculas&#8221;<\/span><\/a><!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on get_the_excerpt --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on get_the_excerpt --><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_crdt_document":"","footnotes":""},"categories":[16],"tags":[],"class_list":["post-198","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-ciencia-e-tecnologia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/198","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=198"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/198\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":7169,"href":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/198\/revisions\/7169"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=198"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=198"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=198"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}