{"id":209,"date":"2008-06-23T07:48:00","date_gmt":"2008-06-23T10:48:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/?p=209"},"modified":"2009-10-07T11:05:02","modified_gmt":"2009-10-07T14:05:02","slug":"maria-helena-guimaraes-de-castro-as-surpresas-do-ideb","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/maria-helena-guimaraes-de-castro-as-surpresas-do-ideb\/","title":{"rendered":"Maria Helena Guimar\u00e3es de Castro: as surpresas do IDEB"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-style: italic;\">Maria Helena Guimar\u00e3es de Castro, Secret\u00e1ria de Educa\u00e7\u00e3o do Estado de S\u00e3o Paulo, envia o seguinte coment\u00e1rio sobre o IDEB:<\/span><\/p>\n<p>Concordo com os <a href=\"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/?p=210&amp;lang=en-us\">argumentos do Jo\u00e3o Batista,<\/a> mas h\u00e1 algumas surpresas no IDEB, especialmente em pequenos munic\u00edpios do Sul e Sudeste, que merecem nossa aten\u00e7\u00e3o para os fatores intra-escolares. \u00c9 o caso dos munic\u00edpios paulistas que se destacaram entre os 20 melhores do pa\u00eds, ou das escolas municipais tamb\u00e9m de pequenas cidades do interior de SP. Em comum, essas escolas apenas conseguiram organizar as rotinas b\u00e1sicas que fazem uma enorme diferen\u00e7a para a melhor aprendizagem dos seus alunos.  Entre os fatores mais importantes, destacam-se:<\/p>\n<p>1. diretores comprometidos e est\u00e1veis<br \/>\n2. participa\u00e7\u00e3o dos pais<br \/>\n3. uso de materiais did\u00e1ticos estruturados<br \/>\n4. supervis\u00e3o e monitoramento permanente.<\/p>\n<p>Creio que precisamos ir al\u00e9m dos estudos econom\u00e9tricos e come\u00e7ar a mostrar \u00e0s escolas o que funciona. As evid\u00eancias apontadas nos estudos econom\u00e9tricos corretamente indicam o peso dos condicionantes extra-escolares como fatores explicativos do desempenho escolar. Parece-me, no entanto,  fundamental mostrar o que faz diferen\u00e7a no modo de funcionamento das escolas para estimul\u00e1-las a melhorar e indicar as boas pr\u00e1ticas que est\u00e3o ao alcance de todos. Obviamente, \u00e9 muito mais simples ter  escolas organizadas em cidades pequenas, o grande problema s\u00e3o as regi\u00f5es metropolitanas. Mas, mesmo nas regi\u00f5es metropolitanas, h\u00e1 exemplos muito interessantes que podem ser replicados. \u00c9 o caso de Francisco Morato na Grande S\u00e3o Paulo, municipio dormit\u00f3rio, muito pobre, que vem dando saltos significativos nos indicadores sociais e educacionais com uma receita relativamente simples: os agentes sociais da prefeitura visitam as casas dos alunos que faltam ou tem dificuldade de aprendizagem.  Ca\u00edram as taxas de repet\u00eancia, melhoraram os \u00edndices de aprendizagem e os pais fiscalizam os professores que faltam.<\/p>\n<p>Parece simplismo da minha parte, mas n\u00e3o \u00e9. Estou preocupada em valorizar as boas escolas p\u00fablicas e mostrar que \u00e9 poss\u00edvel melhorar mesmo que a regi\u00e3o seja pobre, etc. Sen\u00e3o, vamos ficar com o mesmo discurso dos sindicatos: a escola n\u00e3o melhora porque os sal\u00e1rios s\u00e3o baixos, a carreira \u00e9 p\u00e9ssima, as turmas s\u00e3o grandes, os pais desempregados, etc. Pode ser uma batalha perdida, mas continuo tentando.<\/p>\n<p>Sinto falta de estudos que aprofundem os fatores internos \u00e0 escola para subsidiar pol\u00edticas. \u00c9 muito pequena ou nula nossa margem de atua\u00e7\u00e3o para melhorar os condicionantes externos. Mas h\u00e1 fatores que importam e que podem ser objeto de interven\u00e7\u00e3o dos gestores p\u00fablicos de educa\u00e7\u00e3o. Creio que devemos prestar mais aten\u00e7\u00e3o nisso at\u00e9 para convencer os diretores de escola de que \u00e9 poss\u00edvel melhorar. O SARESP de SP mostrou, por exemplo, que escolas com menos de mil alunos tendem a apresentar melhor desempenho, at\u00e9 em \u00e1reas ultra vulner\u00e1veis da GSP; mostrou tamb\u00e9m que escolas exclusivas de 1a. a 4a. s\u00e9ries s\u00e3o melhores do que as grandes escolas de educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica com mais de 1.500 alunos. O tamanho da turma parece n\u00e3o fazer diferen\u00e7a, mas o tamanho da escola faz, como j\u00e1 apontam as reformas do Blair em 99 e as do prefeito de NY. Mostrou que nossas  500 escolas de tempo integral s\u00e3o t\u00e3o med\u00edocres quanto as demais. Enfim, estamos analisando os resultados e h\u00e1 coisas interessantes para orientar nossas a\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Maria Helena Guimar\u00e3es de Castro, Secret\u00e1ria de Educa\u00e7\u00e3o do Estado de S\u00e3o Paulo, envia o seguinte coment\u00e1rio sobre o IDEB: Concordo com os argumentos do Jo\u00e3o Batista, mas h\u00e1 algumas surpresas no IDEB, especialmente em pequenos munic\u00edpios do Sul e Sudeste, que merecem nossa aten\u00e7\u00e3o para os fatores intra-escolares. \u00c9 o caso dos munic\u00edpios paulistas &hellip; <a href=\"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/maria-helena-guimaraes-de-castro-as-surpresas-do-ideb\/\" class=\"more-link\">Continue reading<span class=\"screen-reader-text\"> &#8220;Maria Helena Guimar\u00e3es de Castro: as surpresas do IDEB&#8221;<\/span><\/a><!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on get_the_excerpt --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on get_the_excerpt --><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[7],"tags":[],"class_list":["post-209","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-educacao-basica"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/209","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=209"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/209\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1461,"href":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/209\/revisions\/1461"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=209"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=209"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=209"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}