{"id":2111,"date":"2011-03-16T21:30:24","date_gmt":"2011-03-17T00:30:24","guid":{"rendered":"http:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/?p=2111"},"modified":"2011-03-17T09:26:09","modified_gmt":"2011-03-17T12:26:09","slug":"flavio-grynszpan-em-defesa-de-nossas-universidades","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/flavio-grynszpan-em-defesa-de-nossas-universidades\/","title":{"rendered":"Fl\u00e1vio Grynszpan: em defesa de nossas universidades"},"content":{"rendered":"<p><em>Escreve \u00a0<a href=\"http:\/\/www.inovacaonobrasil.wordpress.com\" target=\"_blank\">F\u00e1vio Grynszpan<\/a>:<\/em><\/p>\n<p>Aproveito o espa\u00e7o do meu amigo Simon, na sua an\u00e1lise do ranking internacional de Universidades e o coment\u00e1rio do Creso Franco, que vincula o tema com a inova\u00e7\u00e3o no Pa\u00eds, para sair em defesa das nossas Universidades. Trago alguns dados para apresentar a minha vis\u00e3o sobre o papel das Universidades na inova\u00e7\u00e3o brasileira e na sua internacionaliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Tenho estudado este tema, n\u00e3o pelo lado das Universidades, mas para entender a capacidade de competi\u00e7\u00e3o de nossas empresas no mercado internacional. Do ponto de vista empresarial, a competitividade \u00e9 uma vari\u00e1vel relativa, o que quer dizer que n\u00e3o basta inovar, temos que inovar mais que os nossos concorrentes. Se eles inovarem mais ou mais r\u00e0pidamente do que n\u00f3s, estamos ficando para tr\u00e1s.<\/p>\n<p>Defini, nesta primeira fase, que os nossos principais concorrentes no mercado mundial ser\u00e3o os outros pa\u00edses que comp\u00f5em o BRIC: Russia, China e India. Mais tarde, vou analisar um BRIC expandido. Uso, para simplificar, as patentes concedidas pelo Escrit\u00f3rio de Patentes dos Estados Unidos ( USPTO), porque o mercado americano \u00e9 ainda o foco maior de qualquer empresa. Sei que a patente n\u00e3o \u00e9 a \u00fanica forma de se medir a inova\u00e7\u00e3o, mas \u00e9 uma vari\u00e1vel que reflete um posicionamento empresarial de prote\u00e7\u00e3o \u00e0 sua inova\u00e7\u00e3o. Ainda mais, como estou olhando o quadro comparativo, ela \u00e9 importante para analisar as tend\u00eancias.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-content\/uploads\/2011\/03\/flavio3.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-2115\" title=\"flavio3\" src=\"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-content\/uploads\/2011\/03\/flavio3-300x99.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"150\" srcset=\"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-content\/uploads\/2011\/03\/flavio3-300x99.jpg 300w, https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-content\/uploads\/2011\/03\/flavio3.jpg 1021w\" sizes=\"auto, (max-width: 450px) 85vw, 450px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Pelos dados acima, estamos melhores que a R\u00fassia, mas piores que a Indica, entretanto estamos mantendo o quadro constante nos \u00faltimos anos. Mas a China, \u00e9 um outro departamento. Eles n\u00e3o s\u00f3 s\u00e3o muito mais inovadores que n\u00f3s, mas a sua velocidade de crescimento \u00e9 bem superior \u00e0 nossa. Muito deste crescimento se deve \u00e0 Pol\u00edtica de \u201cIndigenous Innovation\u201d lan\u00e7ada em 2006.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Das 111 patentes brasileiras concedidas em 2010, s\u00f3 77 s\u00e3o patentes de inven\u00e7\u00e3o. As demais 34 s\u00e3o patentes de design. Para meus coment\u00e1rios, vou me concentrar nas patentes de inova\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-2114\" title=\"flavio2\" src=\"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-content\/uploads\/2011\/03\/flavio2-300x165.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"165\" srcset=\"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-content\/uploads\/2011\/03\/flavio2-300x165.jpg 300w, https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-content\/uploads\/2011\/03\/flavio2.jpg 480w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 85vw, 300px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">A contribui\u00e7\u00e3o das ICTs \u00e9 muito significativa. Representou 27% das patentes de inven\u00e7\u00e3o em 2009 ( quando tivemos 55 patentes de inven\u00e7\u00e3o) e quase 16% das patentes de inven\u00e7\u00e3o em 2010.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">O problema \u00e9 que as empresas brasileiras pouco inovam!!!<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Como a inova\u00e7\u00e3o \u00e9 um assunto empresarial (e n\u00e3o acad\u00eamico), a participa\u00e7\u00e3o grande das ICTs nas patentes reflete esta limita\u00e7\u00e3o de inova\u00e7\u00e3o das empresas brasileiras e uma certa press\u00e3o do Governo para promover a inova\u00e7\u00e3o a partir dos resultados das pesquisas das ICTs (Universidades mais Institutos de Pesquisa). O quadro mostra que a Petrobr\u00e1s \u00e9, de longe, a empresa brasileira mais inovadora e que, com exce\u00e7\u00e3o de Embraer e a Crist\u00e1lia, as empresas nacionais quase nada contribuem. Dentre as multinacionais, que controlam grande parte dos setores considerados de alta tecnologia (ind\u00fastrias eletr\u00f4nica e telecomunica\u00e7\u00f5es, automobil\u00edstica, farmac\u00eautica, qu\u00edmica), s\u00f3 aparece o grupo Whirlpool ( que inclui a Embraco, comprada h\u00e1 alguns anos). As demais, ou n\u00e3o inovam no Pa\u00eds, ou registram suas patentes nas suas matrizes.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Uma cr\u00edtica nesta an\u00e1lise tem sido que as concess\u00f5es de patentes n\u00e3o refletem o est\u00e1gio atual, pois h\u00e1 um certo lapso de tempo entre a entrada do pedido e a concess\u00e3o da patente. Ent\u00e3o, fui analisar as patentes solicitadas em 2010.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Houve 131 pedidos de patentes do Brasil no USPTO em 2010 ( em 2009 foram 121 pedidos).De novo os destaques s\u00e3o:<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Petrobr\u00e1s \u2013 28 pedidos ICTs \u2013 25 pedidos ( 19%)<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Whirlpool \u2013 13 pedidos<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Em seguida: Tecban ( Tecnologia Banc\u00e1ria) \u2013 4 pedidos Embraer e Bunge \u2013 3 pedidos<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">As demais com dois ou menos pedidos, inclusive a Crist\u00e1lia (com 2 pedidos). A participa\u00e7\u00e3o importante das ICTs se mant\u00e9m.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Voltando ao nosso tema, vejo que as Universidades est\u00e3o muito ativas no processo de internacionalizar a nossa inova\u00e7\u00e3o. A concess\u00e3o de patentes pelo USPTO mostra uma avalia\u00e7\u00e3o positiva da qualidade dos resultados das nossas pesquisas. Acho que as nossas ICTs est\u00e3o fazendo bem o seu papel, mas como elas dependem das empresas, este esfor\u00e7o n\u00e3o est\u00e1 aparecendo.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">As dificuldades que enfrentamos na transfer\u00eancia de tecnologia para o setor produtivo nacional, gera um movimento de cria\u00e7\u00e3o de start-ups de alta tecnologia. Este movimento \u00e9 salutar, mas precisa ser avaliado ( custo\/benef\u00edcio). At\u00e9 hoje n\u00e3o temos nenhuma empresa brasileira de alta tecnologia que est\u00e1 listada na Nasdaq ( Israel tem mais de 60 empresas). Mas isto \u00e9 uma outra discuss\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Termino dizendo que concordo a necessidade de aumentar a exposi\u00e7\u00e3o de nossas Universidades ao mercado internacional, seja atraindo alunos estrangeiros, seja criando campus avan\u00e7ados no exterior ( na China, por exemplo, como est\u00e3o fazendo muitas Universidades americanas e europ\u00e9ias). Isto vai ajudar a melhorar o nosso entendimento dos outros pa\u00edses. Mas n\u00e3o concordo em atribuir \u00e0 Universidade todas as nossas mazelas.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">&nbsp;<\/p>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Escreve \u00a0F\u00e1vio Grynszpan: Aproveito o espa\u00e7o do meu amigo Simon, na sua an\u00e1lise do ranking internacional de Universidades e o coment\u00e1rio do Creso Franco, que vincula o tema com a inova\u00e7\u00e3o no Pa\u00eds, para sair em defesa das nossas Universidades. 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