{"id":2510,"date":"2011-10-10T15:26:06","date_gmt":"2011-10-10T18:26:06","guid":{"rendered":"http:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/?p=2510"},"modified":"2011-10-11T11:16:58","modified_gmt":"2011-10-11T14:16:58","slug":"qual-deve-ser-a-politica-federal-para-o-ensino-superior","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/qual-deve-ser-a-politica-federal-para-o-ensino-superior\/","title":{"rendered":"Qual deve ser a pol\u00edtica federal para o ensino superior?"},"content":{"rendered":"<div class='__iawmlf-post-loop-links' style='display:none;' data-iawmlf-post-links='[{&quot;id&quot;:612,&quot;href&quot;:&quot;http:\\\/\\\/www.schwartzman.org.br\\\/simon\\\/FOLHA10OUT2011.pdf&quot;,&quot;archived_href&quot;:&quot;&quot;,&quot;redirect_href&quot;:&quot;&quot;,&quot;checks&quot;:[],&quot;broken&quot;:false,&quot;last_checked&quot;:null,&quot;process&quot;:&quot;done&quot;}]'><\/div>\n<p>A pedido da Folha de S\u00e3o Paulo, escrevi uma nota sobre a expans\u00e3o recente das universidades federais, como pode ser visto abaixo (clique na imagem para ampliar)<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><a href=\"http:\/\/www.schwartzman.org.br\/simon\/FOLHA10OUT2011.pdf\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-2511\" title=\"Texto Folha de Sao Paulo\" src=\"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-content\/uploads\/2011\/10\/folha.tiff\" alt=\"\" width=\"622\" height=\"439\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Eu certamente n\u00e3o defendi que o docente n\u00e3o seja concursado, mas que n\u00e3o seja funcion\u00e1rio p\u00fablico, que \u00e9 muito diferente.\u00a0O que provocou o pedido da Folha foi o levantamento felito pelo jornal de que , &#8220;de janeiro a agosto, 4.204 professores e outros 6.669 funcion\u00e1rios ingressaram nos quadros das institui\u00e7\u00f5es de ensino superior mantidas pela Uni\u00e3o. \u00a0As universidades j\u00e1 puxavam o crescimento do funcionalismo no governo passado, mas as propor\u00e7\u00f5es nunca foram t\u00e3o altas como agora. At\u00e9 o lan\u00e7amento do programa de expans\u00e3o do ensino superior, batizado de Reuni, professores e t\u00e9cnicos respondiam por um quarto das contrata\u00e7\u00f5es do Executivo em 2007. No ano passado, pela metade. O programa se tornou uma das principais bandeiras da propaganda pol\u00edtica petista. Lula se gabava de ter sido o presidente que mais criou universidades na hist\u00f3ria, embora, das 14 mencionadas, nove sejam resultado de mera fus\u00e3o, desmembramento ou amplia\u00e7\u00e3o de institui\u00e7\u00f5es preexistentes&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">A quest\u00e3o de fundo \u00e9 discutir qual deveria ser a pol\u00edtica federal para o ensino superior, e como melhor usar os recursos p\u00fablicos para isto. \u00a0Os dados recentes da OECD indicam que o Brasil gasta 11 mil d\u00f3lares por ano por estudante de n\u00edvel superior, pr\u00f3ximo da Su\u00e9cia, 13 mil, e mais do que Portugal 7 mil. Este custo t\u00e3o alto explica porque o setor p\u00fablico n\u00e3o tem conseguido crescer nem responder de forma adequada \u00e0 demanda crescente por ensino superior da sociedade, que tem sido atendida, bem ou mal, pelo setor privado. \u00a0O que faz nosso sistema t\u00e3o caro \u00e9 que todas as institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas est\u00e3o organizadas em um formato \u00fanico, o da &#8220;universidade da pesquisa&#8221;, \u00a0que sup\u00f5e que os professores tenham contratos integrais e de dedica\u00e7\u00e3o exclusiva, ainda que de fato a pesquisa esteja concentrada em umas poucas institui\u00e7\u00f5es. Isto n\u00e3o ocorre em outros pa\u00edses. Na Su\u00e9cia, por exemplo, o governo gasta 20 mil d\u00f3lares por estudante nas universidades de excel\u00eancia e com pesquisa de alto n\u00edvel, e 6 a 7 \u00a0mil em institui\u00e7\u00f5es de ensino superior de tipo tecnol\u00f3gico ou &#8220;pos-secund\u00e1rias&#8221;, trazendo assim a m\u00e9dia geral para 13 mil. \u00a0Se a op\u00e7\u00e3o brasileira \u00e9 usar os recursos p\u00fablicos para massificar a educac\u00e3o superior p\u00fablica, deveria haver um formato muito mais barato, com \u00eanfase no ensino e programas mais curtos adaptados \u00e0s caracter\u00edsticas da maioria dos nossos estudantes &#8211; em grande parte provenientes de escolas p\u00fablicas de m\u00e1 qualidade, que precisam trabalhar e estudar \u00e0 noite. \u00a0Se a op\u00e7\u00e3o \u00e9 desenvolver o ensino superior de alto n\u00edvel \u00a0e de qualidade, ent\u00e3o os custos por aluno deveriam aumentar , assim como as exig\u00eancias de desempenho acad\u00eamico e cient\u00edfico por parte destas institui\u00e7\u00f5es. Se a op\u00e7\u00e3o \u00e9 fazer as duas coisas, ent\u00e3o seria necess\u00e1rio fazer como a Su\u00e9cia e a maioria de outros pa\u00edses, e criar um sistema p\u00fablico altamente diferenciado. Em qualquer dos casos, o ensino superior p\u00fablico no Brasil continuar\u00e1 sendo caro, n\u00e3o dispensando a colabora\u00e7\u00e3o do setor privado e, cedo ou tarde, tendo que enfrentar a quest\u00e3o da cobran\u00e7a de anuidades para os estudantes que podem pagar.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A pedido da Folha de S\u00e3o Paulo, escrevi uma nota sobre a expans\u00e3o recente das universidades federais, como pode ser visto abaixo (clique na imagem para ampliar) Eu certamente n\u00e3o defendi que o docente n\u00e3o seja concursado, mas que n\u00e3o seja funcion\u00e1rio p\u00fablico, que \u00e9 muito diferente.\u00a0O que provocou o pedido da Folha foi o &hellip; <a href=\"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/qual-deve-ser-a-politica-federal-para-o-ensino-superior\/\" class=\"more-link\">Continue reading<span class=\"screen-reader-text\"> &#8220;Qual deve ser a pol\u00edtica federal para o ensino superior?&#8221;<\/span><\/a><!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on get_the_excerpt --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on get_the_excerpt --><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_crdt_document":"","footnotes":""},"categories":[11],"tags":[],"class_list":["post-2510","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-educacao-superior"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2510","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2510"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2510\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2517,"href":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2510\/revisions\/2517"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2510"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2510"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2510"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}