{"id":2757,"date":"2012-03-03T19:29:14","date_gmt":"2012-03-03T22:29:14","guid":{"rendered":"http:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/?p=2757"},"modified":"2022-10-03T20:56:37","modified_gmt":"2022-10-03T23:56:37","slug":"marcelo-neri-a-nova-classe-media","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/marcelo-neri-a-nova-classe-media\/","title":{"rendered":"Marcelo Neri: A Nova Classe M\u00e9dia"},"content":{"rendered":"<p><em>Escreve Marcelo Neri sobre seu novo livro,\u00a0 A Nova Classe M\u00e9dia, com lan\u00e7amento marcado para o dia 9 de mar\u00e7o na Livraria da Travessa no Shopping Leblon, \u00e0s 7 da noite\u00a0 no dia 09\/03\u00a0 (confira a\u00a0capa completa\u00a0e o\u00a0\u00edndice do livro)<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>A Nova Classe M\u00e9dia: o lado brilhante da base da pir\u00e2mide<\/strong><\/p>\n<p>H\u00e1 25 anos eu e meu grupo nos debru\u00e7amos sobre a distribui\u00e7\u00e3o de renda brasileira. Estendemos a an\u00e1lise da pobreza absoluta a outros segmentos da popula\u00e7\u00e3o. Em particular, acompanhamos h\u00e1 alguns anos a evolu\u00e7\u00e3o das classes econ\u00f4micas (de A1 a E2). Acabo de publicar este livro pela Editora Saraiva no tema .<\/p>\n<p>Os soci\u00f3logos podem relaxar, pois n\u00e3o estamos falando de classes sociais (operariado, burguesia, capitalistas etc) mas de estratos econ\u00f4micos. Leia-se dinheiro no bolso, segundo os economistas a parte mais sens\u00edvel da anatomia humana.<\/p>\n<p>&#8220;Nova classe m\u00e9dia&#8221; foi o apelido que demos \u00e0 classe C anos atr\u00e1s. Chamar a pessoa de classe C soa depreciativo, pior que classe A ou B, por exemplo.\u00a0 &#8220;Nova classe m\u00e9dia&#8221; difere em esp\u00edrito do \u201cnouveau riche\u201d, que discrimina a origem das pessoas. Ela d\u00e1 o sentido positivo e prospectivo daquele que realizou &#8211; e continua a realizar &#8211; o sonho de subir na vida. Mais importante do que de onde voc\u00ea veio ou est\u00e1, \u00e9 aonde voc\u00ea quer e vai chegar. A nova classe m\u00e9dia n\u00e3o \u00e9 definido pelo ter, mas pela dial\u00e9tica entre o ser e o estar.<\/p>\n<p>A op\u00e7\u00e3o foi aninhar nossa metodologia na cl\u00e1ssica literatura de bem estar social baseada em renda familiar per capita. Entre 2003 e 2001 cerca de 40 milh\u00f5es de pessoas, uma Argentina, se juntou \u00e0 classe m\u00e9dia aqui. O Rio Grande do Sul cont\u00e9m 30 dos 50 munic\u00edpios com maior participa\u00e7\u00e3o relativa dela. Niter\u00f3i \u00e9 a cidade mais classe A. Projetamos mais 32 milh\u00f5es em seis anos entrando nas classes ABC. A nova classe AB, isto \u00e9 pessoas que ascenderam \u00e0 elite, ganhar\u00e1 nos pr\u00f3ximos anos aten\u00e7\u00e3o semelhante \u00e0quela devotada \u00e0 nova classe m\u00e9dia nos \u00faltimos.<\/p>\n<p>Para al\u00e9m da renda, incorporamos outras dimens\u00f5es como sustentabilidade e percep\u00e7\u00f5es das pessoas. O primeiro caso trata das rela\u00e7\u00f5es concretas entre fluxos de renda e estoques de ativos abertos em duas grandes frentes: a do produtor e a do consumidor, analisadas em detalhes sociais e setoriais.<\/p>\n<p>O lado do produtor se ap\u00f3ia em economia do trabalho, leia-se emprego, mas tamb\u00e9m empreendedorismo.\u00a0 O outro lado se ap\u00f3ia na literatura de consumo e poupan\u00e7a, que \u00e9 t\u00e3o ou mais fraca no Brasil quanto as nossas taxas de poupan\u00e7a.<\/p>\n<p>Criamos indicadores sint\u00e9ticos destas duas dimens\u00f5es, e para a minha surpresa, e talvez para sua, o lado do produtor andou 38% mais r\u00e1pido que o do consumidor. A nova classe m\u00e9dia constr\u00f3i seu futuro em bases s\u00f3lidas que sustentem o novo padr\u00e3o adquirido. Isto \u00e9 o que chamamos de lado brilhante dos pobres.<\/p>\n<p>Mais do que frequentar templos de consumo, o que move a nova classe m\u00e9dia brasileira \u00e9 a produ\u00e7\u00e3o. Carteira de trabalho \u00e9 o seu principal s\u00edmbolo. Fam\u00edlias com\u00a0 menos filhos, investindo mais na educa\u00e7\u00e3o deles. A nova classe m\u00e9dia nasce a partir da recupera\u00e7\u00e3o de atrasos tupiniquins. Ela \u00e9 filha da volta do crescimento com a redu\u00e7\u00e3o da desigualdade. Muito diferente daquela dos demais BRICS.<\/p>\n<p>Ao fim e ao cabo, fluxos ou estoques de dinheiro podem trazer, ou n\u00e3o, a felicidade. Acoplamos atitudes e expectativas das pessoas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s suas vidas tal como desenvolvido na literatura de felicidade, que apenas h\u00e1 pouco ganhou a aten\u00e7\u00e3o e talvez alguma respeito por parte dos economistas. Atestamos em quatro ocasi\u00f5es diferentes ocasi\u00f5es que entre mais de 130 pa\u00edses, o brasileiro \u00e9 o povo mais otimista em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 sua vida cinco anos \u00e0 frente.<\/p>\n<p>O \u201cbrasileiro, profiss\u00e3o esperan\u00e7a\u201d de que a vida vai melhorar, me ajudou a entender o que as grandes bases de dados e minhas idas a campo indicavam sobre os novos emergentes. Mais do que o ouro, as matas e o pau que deram cor e nome \u00e0 nossa na\u00e7\u00e3o, riqueza maior \u00e9 o brilho deles refletido no olhar brasileiro.<\/p>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Escreve Marcelo Neri sobre seu novo livro,\u00a0 A Nova Classe M\u00e9dia, com lan\u00e7amento marcado para o dia 9 de mar\u00e7o na Livraria da Travessa no Shopping Leblon, \u00e0s 7 da noite\u00a0 no dia 09\/03\u00a0 (confira a\u00a0capa completa\u00a0e o\u00a0\u00edndice do livro) A Nova Classe M\u00e9dia: o lado brilhante da base da pir\u00e2mide H\u00e1 25 anos eu &hellip; <a href=\"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/marcelo-neri-a-nova-classe-media\/\" class=\"more-link\">Continue reading<span class=\"screen-reader-text\"> &#8220;Marcelo Neri: A Nova Classe M\u00e9dia&#8221;<\/span><\/a><!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on get_the_excerpt --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on get_the_excerpt --><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_crdt_document":"","footnotes":""},"categories":[8],"tags":[],"class_list":["post-2757","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-politica-social"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2757","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2757"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2757\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":7073,"href":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2757\/revisions\/7073"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2757"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2757"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2757"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}