{"id":2788,"date":"2012-03-06T08:07:25","date_gmt":"2012-03-06T11:07:25","guid":{"rendered":"http:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/?p=2788"},"modified":"2012-03-06T08:07:25","modified_gmt":"2012-03-06T11:07:25","slug":"andre-medici-o-indice-de-desenvolvimento-do-sus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/andre-medici-o-indice-de-desenvolvimento-do-sus\/","title":{"rendered":"Andr\u00e9 Medici: O Indice de Desenvolvimento do SUS"},"content":{"rendered":"<p><script type='application\/json' class='__iawmlf-post-loop-links'>[{\"id\":550,\"href\":\"http:\\\/\\\/monitordesaude.blogspot.com\\\/2012\\\/03\\\/o-indice-de-desempenho-do-sus-idsus.html\",\"archived_href\":\"https:\\\/\\\/web-wp.archive.org\\\/web\\\/20260117231823\\\/https:\\\/\\\/monitordesaude.blogspot.com\\\/2012\\\/03\\\/o-indice-de-desempenho-do-sus-idsus.html\",\"redirect_href\":\"\",\"checks\":[{\"date\":\"2026-04-15 20:33:38\",\"http_code\":200},{\"date\":\"2026-04-19 20:19:13\",\"http_code\":200},{\"date\":\"2026-04-26 18:17:31\",\"http_code\":200},{\"date\":\"2026-04-30 05:14:57\",\"http_code\":200},{\"date\":\"2026-05-08 06:09:39\",\"http_code\":200}],\"broken\":false,\"last_checked\":{\"date\":\"2026-05-08 06:09:39\",\"http_code\":200},\"process\":\"done\"}]<\/script>Andr\u00e9 Medici publica em seu seu blog, Monitor de Saude, uma an\u00e1lise detalhada do rec\u00e9m publicado \u00cdndice de Desenvolvimento do SUS &#8211; IDSUS, cujo \u00a0<a href=\"http:\/\/monitordesaude.blogspot.com\/2012\/03\/o-indice-de-desempenho-do-sus-idsus.html\" target=\"_blank\">texto completo est\u00e1 dispon\u00edvel aqui.<\/a>\u00a0Ele elogia o esfor\u00e7o de desenvolver indicadores de qualidade dos servi\u00e7os de sa\u00fade no pa\u00eds, mas diz tambem que, em geral, o \u00edndice n\u00e3o estava suficientemente maduro para ser utilizado e divulgado como foi, e que, no caso particular d Rio de Janeiro, ele n\u00e3o reflete os esfor\u00e7os de melhoria ocorridos nos \u00faltimos anos. Ele se diz em princ\u00edpio favor\u00e1vel \u00e0 elabora\u00e7\u00e3o de \u00edndices sint\u00e9ticos deste tipo, que juntam em um s\u00f3 n\u00famero dferentes indicadores com pesos diferentes; eu tendo a achar que, mesmo nos melhores casos, estes indicadores sint\u00e9ticos s\u00e3o de dif\u00edcil interpreta\u00e7\u00e3o, e escondem mais do que revelam.<\/p>\n<p>Sobre o \u00edndice, diz M\u00e9dici:<\/p>\n<p>&#8220;N\u00e3o sou contra a exist\u00eancia de indicadores sint\u00e9ticos e acho que os mesmos podem e devem ser utilizados para alinhar objetivos, medir resultados, estabelecer incentivos ou distribuir recursos. Mas para tal, o processo de constru\u00e7\u00e3o destes indicadores sint\u00e9ticos deve passar por um ciclo longo de testes, pilotos de implementa\u00e7\u00e3o, substitui\u00e7\u00e3o e teste de novas vari\u00e1ves e, assim mesmo, marcando as diferen\u00e7as entre a tipologia de contextos de sa\u00fade existentes no interior do pa\u00eds, at\u00e9 que se prove (ou n\u00e3o) sua viabilidade e adequa\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica. Em muitos contextos, indicadores sint\u00e9ticos n\u00e3o s\u00e3o a melhor op\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Portanto, numa primeira fase, ao inv\u00e9s de ter como ponto de partida um indicador sint\u00e9tico, se poderia implementar ao nivel do governo um processo de avalia\u00e7\u00e3o dos munic\u00edpios do tipo pain\u00e9l de controle (dashboard), onde: (a) se consideraria um conjunto at\u00e9 maior de indicadores que seriam testados e adequados aos contextos s\u00f3cio econ\u00f4micos, demogr\u00e1ficos e epidemiol\u00f3gicos de cada munic\u00edpio; (b) se fariam rankings independentes de vari\u00e1veis como forma de priorizar problemas espec\u00edficos para serem incorporados nos planos e estrat\u00e9gias de sa\u00fade dos munic\u00edpios, se poss\u00edvel com o apoio t\u00e9cnico das Secretarias Estaduais e Municipais de Sa\u00fade; (c) se procuraria alinhar os indicadores \u00e0s prioridades de sa\u00fade em cada contexto municipal; (d) se fariam rondas de discuss\u00e3o t\u00e9cnica e consenso permanente entre o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, a comunidade acad\u00eamica, o CONASS e o CONASEMS em rela\u00e7\u00e3o a estes indicadores, e; (e) se fariam agrega\u00e7\u00f5es tentativas que poderiam criar, no futuro, indicadores sint\u00e9ticos para cada conjunto de munic\u00edpios, mantidas suas especificidades. Dois outros pontos deveriam ser mencionados.\u00a0Dados os problemas acima mencionados, o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade deveria ser muito cauteloso ao divulgar este indicador em um ano eleitoral, dado que poder\u00e1 levar a interpreta\u00e7\u00f5es equivocadas sobre o desempenho e esfor\u00e7o empreendido pelos secret\u00e1rios de sa\u00fade e prefeitos na melhoria dos seus indicadores de sa\u00fade. O segundo ponto se refere ao uso do indicador para premiar ou punir munic\u00edpios na aloca\u00e7\u00e3o e distribui\u00e7\u00e3o dos recursos de financiamento repassados pelo SUS. Este processo dever\u00e1 um dia ser feito, mas n\u00e3o com a configura\u00e7\u00e3o atual do IDSUS. O ideal seria utilizar os dados do IDSUS para permitir a programa\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas, interven\u00e7\u00f5es e incentivos que devem ser dados para adequar investimentos, processos, capacita\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica, coordena\u00e7\u00e3o inter-setorial e o enfoque para resultados dos programas do SUS ao n\u00edvel local.&#8221;<\/p>\n<p>Sobre o Rio de Janeiro:<\/p>\n<p>&#8220;Na an\u00e1lise dos dados do IDSUS no Rio de Janeiro, o Estado obteve a terceira pior posi\u00e7\u00e3o na classifica\u00e7\u00e3o nacional e o Munic\u00edpio do Rio de Janeiro, a pior situa\u00e7\u00e3o entre os munic\u00edpios das capitais. Esta realidade deve ser interpretada do ponto de vista das condi\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas do Estado e do Munic\u00edpio. Este \u00faltimo, abrangendo 50% da popula\u00e7\u00e3o do Estado, apresentava uma forte participa\u00e7\u00e3o de cobertura de planos de sa\u00fade entre sua popula\u00e7\u00e3o (mais de 50%) e uma baixa taxa de cobertura dos programas de aten\u00e7\u00e3o b\u00e1sica (em torno de 6% ao redor de 2008), o que o levava a uma situa\u00e7\u00e3o bastante peculiar. Sem a exist\u00eancia de servi\u00e7os de m\u00e9dia complexidade de 24 horas de aten\u00e7\u00e3o, a popula\u00e7\u00e3o era obrigada a formar imensas filas nas emerg\u00eancias dos hospitais municipais, estaduais e federais que n\u00e3o tinham condi\u00e7\u00f5es de atender adequadamente a demanda. Os servi\u00e7os de sa\u00fade n\u00e3o se estabeleciam nas favelas, dado os problemas de seguran\u00e7a que impediam, n\u00e3o apenas os profissionais de sa\u00fade a frequentarem ou se estabelecerem perto das mesmas, como tamb\u00e9m a popula\u00e7\u00e3o de descer ao asfalto para procurar o servi\u00e7os de sa\u00fade. Nos \u00faltimos anos o Munic\u00edpio passou a enfrentar esta situa\u00e7\u00e3o de uma forma bastante eficiente e expedita. A Secretaria Municipal de Sa\u00fade criou um modelo arrojado de Cl\u00ednicas de Fam\u00edlia, que potencializa a aten\u00e7\u00e3o do Programa de Sa\u00fade da Fam\u00edlia (PSF), elevando a cobertura da aten\u00e7\u00e3o b\u00e1sica para algo ao redor de 27% da popula\u00e7\u00e3o em dezembro de 2011. Complementou esta estrat\u00e9gia com a cria\u00e7\u00e3o de diversas Unidades de Pronto Atendimento 24 horas (UPAS) em diversas localidades pobres do Munic\u00edpio, facilitando o acesso aos servi\u00e7os de emerg\u00eancia e m\u00e9dia complexidade e ao mesmo tempo racionalizando a porta de entrada para a alta complexidade.&#8221;<\/p>\n<p>Depois de citar outros desenvolvimentos recentes no Rio, conclui dizendo que &#8220;Estes fatos, dado que ocorreram nos \u00faltimos dois anos, n\u00e3o se refletem nos indicadores do IDSUS que retratam a situa\u00e7\u00e3o existente em 2008. Portanto, em que pese que os indicadores do Estado e do Munic\u00edpio ainda podem ser melhorados, o esfor\u00e7o empreendido pelos governos do Estado e Munic\u00edpio n\u00e3o est\u00e1 diretamente refletido no indicador.&#8221;<\/p>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Andr\u00e9 Medici publica em seu seu blog, Monitor de Saude, uma an\u00e1lise detalhada do rec\u00e9m publicado \u00cdndice de Desenvolvimento do SUS &#8211; IDSUS, cujo \u00a0texto completo est\u00e1 dispon\u00edvel aqui.\u00a0Ele elogia o esfor\u00e7o de desenvolver indicadores de qualidade dos servi\u00e7os de sa\u00fade no pa\u00eds, mas diz tambem que, em geral, o \u00edndice n\u00e3o estava suficientemente maduro &hellip; <a href=\"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/andre-medici-o-indice-de-desenvolvimento-do-sus\/\" class=\"more-link\">Continue reading<span class=\"screen-reader-text\"> &#8220;Andr\u00e9 Medici: O Indice de Desenvolvimento do SUS&#8221;<\/span><\/a><!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on get_the_excerpt --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on get_the_excerpt --><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_crdt_document":"","footnotes":""},"categories":[8,23],"tags":[],"class_list":["post-2788","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-politica-social","category-saude"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2788","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2788"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2788\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2790,"href":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2788\/revisions\/2790"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2788"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2788"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2788"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}