{"id":34,"date":"2005-10-13T09:02:00","date_gmt":"2005-10-13T12:02:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/?p=34"},"modified":"2008-08-03T13:21:16","modified_gmt":"2008-08-03T16:21:16","slug":"soy-loco-por-ti-america","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/soy-loco-por-ti-america\/","title":{"rendered":"Soy loco por ti America!"},"content":{"rendered":"<p>Muito interessante a exposi\u00e7\u00e3o de arqueologia pr\u00e9-colombiana no Centro Cultural do Banco do Brasil no Rio de Janeiro, com mais de 300 pe\u00e7as de vindas de v\u00e1rios paises, e uma apresenta\u00e7\u00e3o visual impec\u00e1vel, assinada por Alex Peirano Chacon, e participa\u00e7\u00e3o ativa de Helena Bomeny e da equipe do CPDOC. Senti falta da contribui\u00e7\u00e3o do Museu de Antropologia do M\u00e9xico, que tem o mais importante acervo sobre as civiliza\u00e7\u00f5es pr\u00e9-colombianas existente, e fiquei frustrado com as poucas pe\u00e7as do bel\u00edssimo Museu do Ouro do Banco Central da Col\u00f4mbia. Mas, para quem ainda n\u00e3o teve a chance de visitar estes museus, a exposi\u00e7\u00e3o do CCBB \u00e9 obrigat\u00f3ria.<br \/>\nO que eu n\u00e3o gostei foi concep\u00e7\u00e3o que guiou a montagem da exposi\u00e7\u00e3o. A ideologia politicamente correta aparecia nos textos dos murais: toda a Am\u00e9rica tem um passado comum, apesar da incr\u00edvel diversidade das civiliza\u00e7\u00f5es pr\u00e9-colombianas (inclusive as do Brasil, representadas por poucas mas belas pe\u00e7as marajoaras e de Santar\u00e9m, mas nada acima do M\u00e9xico, j\u00e1 que o Canad\u00e1 e os Estados Unidos n\u00e3o aparecem), e por isto temos que aprender a amar-nos uns aos outros; n\u00e3o existem sociedades mais civilizadas do que outras, viver nu na selva brasileira ou nas grandes cidades maias era uma quest\u00e3o de op\u00e7\u00e3o, muitas vezes, entre a liberdade e a opress\u00e3o; e as civiliza\u00e7\u00f5es pr\u00e9-colombianas, com sua matem\u00e1tica, astronomia e t\u00e9cnicas agr\u00edcolas, era t\u00e3o ou mais avan\u00e7adas quanto as da Europa ou \u00c1sia (mas n\u00e3o era que n\u00e3o existiam civiliza\u00e7\u00f5es mais ou menos avan\u00e7adas?).<br \/>\nO pior que \u00e9 que esta ideologia parece ter tido um impacto muito ruim sobre a exposi\u00e7\u00e3o. As pe\u00e7as s\u00e3o reunidas por algum crit\u00e9rio de semelhan\u00e7a, sem permitir uma vis\u00e3o separada das diferentes culturas e tradi\u00e7\u00f5es; a rela\u00e7\u00e3o entre os temas das salas e as pe\u00e7as apresentadas \u00e9 t\u00eanue ou inexistente; e muitas pe\u00e7as n\u00e3o t\u00eam nenhuma indica\u00e7\u00e3o de o que s\u00e3o, e de onde v\u00eam. Para dar dois exemplos: no segundo andar existe um enorme e magn\u00edfico totem que eu gostaria de saber se \u00e9 original ou uma r\u00e9plica, e de aonde veio, porque n\u00e3o tem nenhuma informa\u00e7\u00e3o sobre ele; e, em uma sala dedicada ao tema da escrita e da comunica\u00e7\u00e3o (aonde se diz que todas as formas de comunica\u00e7\u00e3o visuais s\u00e3o iguais, dos desenhos das cavernas aos alfabetos fon\u00e9ticos), existe um quipu maia, que era um sistema de nota\u00e7\u00e3o matem\u00e1tica feita por n\u00f3s em cordas, sem uma linha sequer para dizer ao p\u00fablico do que se trata.<br \/>\nFiquei com gosto de quero mais, com menos ideologia e mais informa\u00e7\u00e3o para o p\u00fablico.<\/p>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Muito interessante a exposi\u00e7\u00e3o de arqueologia pr\u00e9-colombiana no Centro Cultural do Banco do Brasil no Rio de Janeiro, com mais de 300 pe\u00e7as de vindas de v\u00e1rios paises, e uma apresenta\u00e7\u00e3o visual impec\u00e1vel, assinada por Alex Peirano Chacon, e participa\u00e7\u00e3o ativa de Helena Bomeny e da equipe do CPDOC. 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