{"id":3867,"date":"2012-08-27T07:42:56","date_gmt":"2012-08-27T10:42:56","guid":{"rendered":"http:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/?p=3867"},"modified":"2012-08-27T07:42:56","modified_gmt":"2012-08-27T10:42:56","slug":"paulino-motter-ideb-campeao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/paulino-motter-ideb-campeao\/","title":{"rendered":"Paulino Motter: IDEB Campe\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><em><a href=\"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-content\/uploads\/2012\/08\/Foz-do-Iguacu-photo181-5.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-medium wp-image-3869\" title=\"Foz-do-Iguacu-photo181-5\" src=\"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-content\/uploads\/2012\/08\/Foz-do-Iguacu-photo181-5-300x225.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"225\" srcset=\"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-content\/uploads\/2012\/08\/Foz-do-Iguacu-photo181-5-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-content\/uploads\/2012\/08\/Foz-do-Iguacu-photo181-5.jpg 533w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 85vw, 300px\" \/><\/a>Escreve Paulino Motter (*):<\/em><\/p>\n<p><strong>IDEB campe\u00e3o: as 10 li\u00e7\u00f5es de Foz do Igua\u00e7u<\/strong><\/p>\n<p>Conhecida nacional e internacionalmente pelos seus atrativos tur\u00edsticos, especialmente as cataratas e Itaipu, Foz do Igua\u00e7u ganhou na \u00faltima semana notoriedade pelo bom desempenho das suas escolas municipais no IDEB (\u00cdndice de Desenvolvimento da Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica). A sua rede de escolas municipais emplacou os cinco primeiros lugares entre as melhores do Paran\u00e1 nos anos iniciais do ensino fundamental. Entre as 20 escolas paranaenses com maior IDEB, dez s\u00e3o de Foz.<\/p>\n<p>O munic\u00edpio tamb\u00e9m ganhou destaque na m\u00eddia nacional ao classificar tr\u00eas entre as dez melhores escolas p\u00fablicas do Brasil. Se isso n\u00e3o bastasse, emplacou o primeiro lugar com a Escola Municipal Santa Rita de C\u00e1ssia, que alcan\u00e7ou 8,6 no IDEB, mesma nota obtida pela Escola Carmelita Dramis Malaguti, do munic\u00edpio de Ita\u00fa de Minas (MG).<\/p>\n<p>Mas o que mais impressiona n\u00e3o \u00e9 o fato de Foz concentrar o maior n\u00famero de escolas entre as melhores do Paran\u00e1 e do Brasil. Seu feito mais not\u00e1vel e digno de reconhecimento foi ter conseguido um IDEB m\u00e9dio de 7,0 para todas as 51 escolas da sua rede \u2013 bem acima das m\u00e9dias do Paran\u00e1 e do Brasil para o primeiro ciclo do ensino fundamental, de 5,6 e 5,0, respectivamente.<\/p>\n<p>O menor IDEB da rede municipal de Foz do Igua\u00e7u foi de 6,2, nota superior \u00e0 meta fixada pelo Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o (MEC) para ser atingida em 2021. Partindo de um patamar relativamente baixo, em 2005, quando o IDEB m\u00e9dio da sua rede foi de 4,2, o munic\u00edpio deu o primeiro salto em 2009, alcan\u00e7ando a nota m\u00e9dia de 6,2. O IDEB 2011 veio confirmar a tend\u00eancia, mostrando que todas as escolas da rede melhoraram significativamente.<\/p>\n<p>Segundo dados da Secretaria Municipal de Educa\u00e7\u00e3o, a taxa de evas\u00e3o foi zero em 2011, resultado que evoca o delicado filme chin\u00eas \u201cNenhum a menos\u201d (1999), dirigido por Zhang Yimou, sobre a jornada extraordin\u00e1ria uma professora de uma precar\u00edssima escola rural que parte \u00e0 procura de um aluno que havia abandonado a escola para buscar trabalho num grande centro urbano. Sem tanto hero\u00edsmo, mas com atendimento individualizado e multidisciplinar, as escolas municipais de Foz conseguiram a proeza de n\u00e3o perder nenhum aluno.<\/p>\n<p>Muitos devem estar se perguntando qual \u00e9 a f\u00f3rmula utilizada pelo munic\u00edpio para alcan\u00e7ar, num prazo relativamente curto, um aumento t\u00e3o expressivo e uniforme no IDEB. \u00c9 poss\u00edvel que nos pr\u00f3ximos meses a cidade receba dirigentes municipais de educa\u00e7\u00e3o de todo o pa\u00eds interessados em conhecer in loco experi\u00eancia t\u00e3o exitosa. O prefeito municipal, Paulo Mac Donald Ghisi, que encerra o segundo mandato no dia 31 de dezembro pr\u00f3ximo, poder\u00e1 tornar-se um requisitado palestrante em eventos sobre reformas educacionais.<\/p>\n<p>Antes que gestores municipais de todo o pa\u00eds se disponham a pagar caras consultorias para fazer um estudo de caso sobre o projeto educacional que transformou Foz do Igua\u00e7u em celeiro de escolas de excel\u00eancia, segundo o IDEB, creio que vale a pena apresentar, ainda que de forma preliminar, os principais ingredientes da receita aplicada com sucesso pela rede municipal. Quem vier a Foz em busca de um modelo inovador de reforma educacional corre o s\u00e9rio risco de ficar desapontado, pois todas as pol\u00edticas adotadas pelo munic\u00edpio j\u00e1 fazem parte de receitas consagradas e testadas com sucesso em outros lugares.<\/p>\n<p>A maior novidade talvez esteja na aposta em medidas convencionais, de efic\u00e1cia j\u00e1 comprovada, ao inv\u00e9s de inventar projetos mirabolantes e caros. Foz do Igua\u00e7u est\u00e1 demonstrando que \u00e9 poss\u00edvel universalizar o atendimento e garantir ensino de qualidade investindo apenas 25% das receitas municipais na Educa\u00e7\u00e3o. Basta uma gest\u00e3o municipal s\u00e9ria e competente que aplique bem os recursos escassos da educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Resumimos aqui 10 li\u00e7\u00f5es que podem ser aprendidas com a pol\u00edtica educacional que colocou as escolas municipais de Foz do Igua\u00e7u em primeiro lugar no Paran\u00e1 e entre as melhores escolas p\u00fablicas do Pa\u00eds.<\/p>\n<p><strong>Li\u00e7\u00e3o n\u00ba 1: Prefeito comprometido com educa\u00e7\u00e3o de qualidade<\/strong><\/p>\n<p>A obstina\u00e7\u00e3o do prefeito de Foz do Igua\u00e7u, Paulo Mac Donald Ghisi, em promover a melhoria da rede municipal de ensino foi determinante para criar as condi\u00e7\u00f5es que catapultaram o IDEB. Influenciado pelas id\u00e9ias de Leonel Brizola, ele transformou a educa\u00e7\u00e3o na prioridade dos seus dois mandatos consecutivos como prefeito. Trombou at\u00e9 com MEC para criar um modelo pr\u00f3prio de creche. Conseguiu provar que com os mesmos recursos liberados pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educa\u00e7\u00e3o (FNDE) para construir uma unidade padr\u00e3o para atender 120 crian\u00e7as, era poss\u00edvel construir um Centro Municipal de Educa\u00e7\u00e3o Infantil (CMEI) com capacidade para atender mais 300 de crian\u00e7as. Com a l\u00f3gica cartesiana de engenheiro, privilegiou solu\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas e baratas, calculando na ponta do l\u00e1pis todos os custos da educa\u00e7\u00e3o. Por exemplo, a merenda escolar servida para as cerca de 30 mil crian\u00e7as atendidas nas escolas e CMEIs tem um custo unit\u00e1rio de cerca de R$ 0,60, sem incluir m\u00e3o-de-obra, um quarto do custo de merenda fornecida por terceirizados em outros munic\u00edpios da regi\u00e3o. Quando chegam nas escolas do munic\u00edpio pela manh\u00e3, nos bairros mais pobres da cidade, as crian\u00e7as s\u00e3o recebidas com um desjejum b\u00e1sico: p\u00e3o, goiabada e leite de soja. \u00c9 assim que come\u00e7a uma jornada t\u00edpica de aprendizagem nas escolas da rede municipal que foi o grande destaque do IDEB 2011.<\/p>\n<p><strong>Li\u00e7\u00e3o n\u00ba 2: Investimentos na melhoria da infraestrutura escolar<\/strong><\/p>\n<p>A melhoria da infraestrutura da rede municipal de Foz do Igua\u00e7u foi not\u00e1vel nos \u00faltimos oito anos. Al\u00e9m de reformar os pr\u00e9dios depreciados herdados das administra\u00e7\u00f5es anteriores, o atual prefeito, construtor por profiss\u00e3o, empreendeu um ambicioso plano de amplia\u00e7\u00e3o da rede municipal, criando um novo padr\u00e3o de escola p\u00fablica, com instala\u00e7\u00f5es funcionais e espa\u00e7os para atividades no contraturno escolar. Nos \u00faltimos oito anos, 21 escolas passaram por reformas e amplia\u00e7\u00f5es que, em muitas delas, incluiu a constru\u00e7\u00e3o de quadra poliesportiva. Mas a \u201cmenina dos olhos\u201d do alcaide s\u00e3o as cinco novas escolas constru\u00eddas pela sua administra\u00e7\u00e3o. Todas as novas escolas s\u00e3o equipadas com piscinas, gin\u00e1sio de esportes coberto, refeit\u00f3rio e espa\u00e7os para atividades culturais no contraturno escolar. Igualmente significativos foram os investimentos realizados na amplia\u00e7\u00e3o e melhoria da rede de CMEIs: cinco deles passaram por pequenas reformas e 15 foram reformados e ampliados para aumentar a sua capacidade de atendimento. A amplia\u00e7\u00e3o da rede de CMEIs contabiliza a constru\u00e7\u00e3o de quatro novas unidades j\u00e1 em funcionamento, outras tr\u00eas em fase final de constru\u00e7\u00e3o e outras quatro com recursos j\u00e1 garantidos para in\u00edcio da constru\u00e7\u00e3o ainda neste ano. Est\u00e3o planejados outros cinco CMEIs que dependem ainda da libera\u00e7\u00e3o de recursos do FNDE.<\/p>\n<p><strong>Li\u00e7\u00e3o n\u00ba 3: Profissionaliza\u00e7\u00e3o da gest\u00e3o educacional<\/strong><\/p>\n<p>A Secretaria Municipal de Educa\u00e7\u00e3o de Foz do Igua\u00e7u ganhou uma gest\u00e3o profissional na atual administra\u00e7\u00e3o, com autonomia para implementar a reforma da rede municipal de ensino. A Secret\u00e1ria Municipal de Educa\u00e7\u00e3o, Joane Vilela, no cargo desde o in\u00edcio de 2008, \u00e9 professora da rede municipal e ex-diretora da escola. Com esta experi\u00eancia, sabia exatamente quais eram as queixas mais comuns das escolas em rela\u00e7\u00e3o ao \u00f3rg\u00e3o central do sistema e tratou logo mudar a sua forma de atua\u00e7\u00e3o. Uma das suas primeiras iniciativas foi formar uma equipe multidisciplinar comprometida com o projeto de melhoria da qualidade da educa\u00e7\u00e3o para prestar apoio \u00e0s escolas. O segundo passo foi criar uma nova cultura de gest\u00e3o escolar, baseada no estabelecimento de metas de desempenho para cada escola da rede municipal. O IDEB, criado a partir de 2005, serviu como indicador para mensurar os progressos obtidos. Mas a pr\u00f3pria secret\u00e1ria se apressa em esclarecer que as metas v\u00e3o muito al\u00e9m das melhorias captadas por esse \u00edndice: \u201cOs professores est\u00e3o motivados e dispostos n\u00e3o s\u00f3 a melhorar o \u00edndice do IDEB, mas tamb\u00e9m a qualidade do ensino.\u201d(1) O que ningu\u00e9m discute \u00e9 que a Secretaria Municipal de Educa\u00e7\u00e3o conseguiu mobilizar todas as escolas e seus agentes (diretores, professores, estudantes e pais) para mudar o panorama da educa\u00e7\u00e3o no munic\u00edpio. Os resultados est\u00e3o a\u00ed para o pa\u00eds ver.<\/p>\n<p><strong>Li\u00e7\u00e3o n\u00ba 4: Autonomia da escola<\/strong><\/p>\n<p>Um mantra repetido pelos advogados de reformas educacionais \u00e9 autonomia escolar.<br \/>\nOs sistemas p\u00fablicos de ensino, sejam estaduais ou municipais, s\u00e3o, em geral, altamente centralizados e burocratizados, o que parece contribuir para o fracasso de muitas tentativas bem intencionadas de reformas de cima para baixo. Em Foz do Igua\u00e7u, as escolas municipais devem seguir as diretrizes da Secretaria Municipal da Educa\u00e7\u00e3o, mas gozam de autonomia para propor e implementar estrat\u00e9gias e m\u00e9todos pr\u00f3prios de ensino. Trata-se, obviamente, de uma autonomia limitada, mas suficiente para incentivar duas coisas muito positivas: a lideran\u00e7a proativa das diretoras das escolas e o envolvimento efetivo dos professores no planejamento escolar. A Secretaria Municipal de Educa\u00e7\u00e3o, por sua vez, atua como facilitadora e provedora de apoio pedag\u00f3gico \u00e0s escolas, disponibilizando para isso uma equipe multidisciplinar, com participa\u00e7\u00e3o de profissionais da \u00e1rea de sa\u00fade (psic\u00f3logos, assistentes sociais e fonoaudi\u00f3logos), para cada uma das cinco regi\u00f5es da cidade. Este trabalho integrado entre as \u00e1reas de educa\u00e7\u00e3o, sa\u00fade e assist\u00eancia social, viabilizando por meio do Projeto \u201cConstruindo a Cidadania\u201d, implantando desde 2009, com verbas federais, tem sido fundamental para manter na escola e garantir a aprendizagem de crian\u00e7as em situa\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade social. Outra iniciativa importante \u00e9 o Pr\u00eamio Paulo Freire, que j\u00e1 est\u00e1 na sua sexta edi\u00e7\u00e3o. Idealizado pela Secretaria Municipal de Educa\u00e7\u00e3o, este pr\u00eamio incentiva, reconhece e valoriza o envolvimento dos professores em projetos inovadores orientados para o objetivo de criar novas situa\u00e7\u00f5es de aprendizagem para os estudantes no desenvolvimento do curr\u00edculo escolar.<\/p>\n<p><strong>Li\u00e7\u00e3o n\u00ba 5: Forma\u00e7\u00e3o e valoriza\u00e7\u00e3o dos professores<\/strong><\/p>\n<p>Este \u00e9 o lugar-comum mais repetido por educadores de todos os naipes ideol\u00f3gicos: sem professores bem preparados e motivados n\u00e3o haver\u00e1 escola de qualidade. O dif\u00edcil \u00e9 passar do discurso para uma pol\u00edtica efetiva de qualifica\u00e7\u00e3o e valoriza\u00e7\u00e3o dos professores. Foz do Igua\u00e7u parece ter encontrado o caminho, sem projetos mirabolantes. \u201cN\u00e3o h\u00e1 como falar de desenvolvimento do aluno sem citar os esfor\u00e7os dos professores, que tiveram iniciativa e boa vontade\u201d, atesta a diretora da Escola Municipal Santa Rita de C\u00e1ssia, Shirlei Ormenese de Carvalho, ao explicar o primeiro lugar nacional no IDEB. A Secret\u00e1ria Municipal de Educa\u00e7\u00e3o concorda: \u201cO grande destaque sem d\u00favida foi a motiva\u00e7\u00e3o dos professores, a tomada de decis\u00e3o, fizeram trabalho diferenciado no trabalho coletivo. Tivemos apostilas, realizamos simulados, refor\u00e7o e equipe multidisciplinar, avalia\u00e7\u00e3o por desempenho, nada teria acontecido se n\u00e3o fosse o empenho dos professores\u201d. O reconhecimento dos pais vem na mesma dire\u00e7\u00e3o, criando um poderoso incentivo ao trabalho docente. Finalmente, n\u00e3o pode ser negligenciada a import\u00e2ncia da valoriza\u00e7\u00e3o salarial. Neste quesito, os avan\u00e7os foram modestos, reconhece a secret\u00e1ria. A principal inova\u00e7\u00e3o foi a institui\u00e7\u00e3o por lei municipal do 14\u00ba sal\u00e1rio como pr\u00eamio pelo resultado no IDEB. A premia\u00e7\u00e3o \u00e9 dada por escola, o que constitui um poderoso incentivo ao esfor\u00e7o coletivo. Mais um acerto, pois muitas pol\u00edticas de pagamento por m\u00e9rito derrapam justamente por pretender premiar o desempenho individual, n\u00e3o levando em conta que uma boa escola \u00e9 resultado de trabalho em equipe.<\/p>\n<p><strong>Li\u00e7\u00e3o n\u00ba 6: Engajamento dos pais na vida escolar<\/strong><\/p>\n<p>Promover a participa\u00e7\u00e3o dos pais na vida escolar \u00e9 outra recomenda\u00e7\u00e3o repetida \u00e0 exaust\u00e3o pelas cartilhas sobre reformas educacionais que deram certo em outros pa\u00edses. Como fazer \u00e9 outros quinhentos. O bom desempenho das escolas municipais de Foz do Igua\u00e7u parece confirmar que o apoio dos pais faz toda a diferen\u00e7a. Com a palavra mais uma vez a diretora da escola campe\u00e3 nacional do IDEB: \u201cA [nossa] escola \u00e9 pequena e contamos com muitos alunos de outros bairros, e vemos que os pais motivam, trazendo os alunos em outros hor\u00e1rios para as aulas de refor\u00e7o. \u00c9 um tratamento rec\u00edproco [entre a escola e os pais].\u201d A percep\u00e7\u00e3o dos pais tamb\u00e9m mudou, conforme atesta o depoimento da m\u00e3e de uma aluna que passou pela Escola Santa Rita de C\u00e1ssia: \u201cA gente percebe que os professores s\u00e3o bastante empenhados e isso reflete nos alunos. Minha filha estudou desde cedo na escola e sempre foi muito bem atendida. A escola merece esse pr\u00eamio.\u201d Os pr\u00f3prios alunos reconhecem o empenho da escola em atender as suas necessidades e as expectativas dos pais, formando um c\u00edrculo virtuoso: \u201cOs professores e a diretora trabalhavam muito bem com a gente e queriam nossa melhoria\u201d, recorda uma ex-aluna da Escola Santa Rita de C\u00e1ssia, que fez a Prova Brasil de 2011.<\/p>\n<p><strong>Li\u00e7\u00e3o n\u00ba 7: Educa\u00e7\u00e3o \u00e9 essencialmente um trabalho coletivo<\/strong><\/p>\n<p>Uma andorinha s\u00f3 n\u00e3o faz ver\u00e3o, ensina o prov\u00e9rbio popular, que tamb\u00e9m se aplica com perfei\u00e7\u00e3o \u00e0 educa\u00e7\u00e3o. Como no futebol, para usar outra met\u00e1fora, na educa\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m n\u00e3o se ganha o jogo sozinho. Uma tenta\u00e7\u00e3o comum que acomete os pol\u00edticos demagogos \u00e9 prometer solu\u00e7\u00e3o f\u00e1cil para problema complexo. Definitivamente, melhorar a escola p\u00fablica n\u00e3o \u00e9 um problema dos mais f\u00e1ceis de resolver. Por isso, \u00e9 melhor desconfiar de promessas milagrosas. Foz do Igua\u00e7u fez o dever de casa, com persist\u00eancia e obstina\u00e7\u00e3o, e agora est\u00e1 come\u00e7ando a colher os resultados. A pol\u00edtica educacional adotada no munic\u00edpio parte da premissa que uma boa escola se faz mediante esfor\u00e7o e trabalho de equipe. A premia\u00e7\u00e3o pelo desempenho no IDEB, na forma de um 14\u00ba sal\u00e1rio, \u00e9 para a escola, beneficiando todos os que nela trabalham, da diretora \u00e0 merendeira. Os professores s\u00e3o estimulados a desenvolver solu\u00e7\u00f5es coletivas e criativas. Uma das estrat\u00e9gias mais bem-sucedidas adotada pela Escola Santa Ria de C\u00e1ssia foi colocar duas professoras para dividir a tarefa de ensinar os alunos do 5\u00ba ano, aproveitando melhor as compet\u00eancias de cada uma em disciplinas e \u00e1reas espec\u00edficas do curr\u00edculo. \u201cDuas professoras vieram com a id\u00e9ia de dividir as aulas da 4\u00aa s\u00e9rie (5\u00ba ano), porque tinham mais afinidades com mat\u00e9rias diferentes. Aceitamos o desafio e as turmas responderam muito bem\u201d, relata a diretora, atribuindo a esta iniciativa adotada h\u00e1 tr\u00eas anos os bons resultados que est\u00e3o sendo colhidos agora.<\/p>\n<p><strong>Li\u00e7\u00e3o n\u00ba 8: Aulas de refor\u00e7o no contraturno escolar<\/strong><\/p>\n<p>Visto com desconfian\u00e7a por muitos educadores como uma medida paliativa para corrigir defici\u00eancia do ensino, o refor\u00e7o escolar pode ser uma medida eficaz para prevenir atraso na aprendizagem e evitar a reprova\u00e7\u00e3o. Uma das caracter\u00edsticas distintivas da Escola Santa Rita de C\u00e1ssia \u00e9 a oferta regular de aulas de refor\u00e7o no contraturno escolar. \u201cOs alunos com dificuldade [de aprendizagem] vinham \u00e0 escola durante toda a semana receber aulas [de refor\u00e7o] no contraturno, e os que estavam bem, vinham apenas uma vez, para que ficassem ainda melhor\u201d, repete a diretora, assustada com o s\u00fabito estrelado. \u201cViramos celebridade e ainda bem que \u00e9 por uma not\u00edcia boa\u201d, orgulha-se. Com a oferta regular de aulas de refor\u00e7o, a taxa de reprova\u00e7\u00e3o caiu dramaticamente. \u201cTemos 200 alunos e apena um deles reprovou no ano passado, acho que isso tamb\u00e9m refletiu na m\u00e9dia, que era para ter sido maior ainda\u201d. De fato, o IDEB \u00e9 um \u00edndice composto que leva em conta a taxa de aprova\u00e7\u00e3o e a nota obtida pelos alunos na Prova Brasil. Ao derrubar as taxas de reprova\u00e7\u00e3o com medidas simples, como aulas de refor\u00e7o, as escolas municipais de Foz do Igua\u00e7u somaram pontos preciosos no IDEB. E m 2011, a taxa de aprova\u00e7\u00e3o no 5\u00ba ano foi de 100% em 44 das 51 escolas da rede, sem promo\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica.<\/p>\n<p><strong>Li\u00e7\u00e3o n\u00ba 9: Uma boa educa\u00e7\u00e3o come\u00e7a pela base<\/strong><\/p>\n<p>A pequena revolu\u00e7\u00e3o educacional realizada pela atual administra\u00e7\u00e3o de Foz do Igua\u00e7u tem sido comandada por um prefeito que \u00e0s vezes insiste em ser turr\u00e3o e teimoso, sobretudo quando se trata de defender sua convic\u00e7\u00e3o f\u00e9rrea de que as desvantagens iniciais de crian\u00e7as pobres n\u00e3o s\u00e3o um obst\u00e1culo intranspon\u00edvel para a aprendizagem e o sucesso escolar. Os resultados alcan\u00e7ados pelas 51 escolas municipais no IDEB 2011 parecem confirmar sua tese. Para prov\u00e1-la, ele investiu pesadamente na expans\u00e3o da rede de CMEIs, que hoje atende cerca de 11 mil crian\u00e7as de 0 a 6 anos. Com excelente infraestrutura f\u00edsica e bom atendimento, as creches do munic\u00edpio deixaram de ser \u201cdep\u00f3sito de crian\u00e7a\u201d, para assumir sua fun\u00e7\u00e3o educativa. \u201cNossas crian\u00e7as est\u00e3o sendo alfabetizadas a partir dos dois anos\u201d, exagera o prefeito, um entusiasta do m\u00e9todo f\u00f4nico de alfabetiza\u00e7\u00e3o. Ali\u00e1s, a \u00eanfase na alfabetiza\u00e7\u00e3o \u00e9 uma das suas obsess\u00f5es, a tal ponto que o fundo das piscinas das escolas \u00e9 decorado com as letras do alfabeto para que as crian\u00e7as possam ir se familiarizando com elas ludicamente. O que n\u00e3o d\u00e1 para negar \u00e9 que este trabalho de base est\u00e1 mudando a trajet\u00f3ria de milhares de crian\u00e7as de fam\u00edlias de baixa renda, mitigando desde a primeira inf\u00e2ncia os impactos que as gritantes desigualdades sociais t\u00eam na trajet\u00f3ria escolar. Imodesto com os resultados do IDEB, o prefeito promete desconstruir as \u201cteses acad\u00eamicas\u201d que insistem em mostrar a forte correla\u00e7\u00e3o existente entre rendimento escolar e condi\u00e7\u00f5es socioecon\u00f4micas. Na realidade, sua reforma j\u00e1 est\u00e1 demonstrando que uma escola p\u00fablica de qualidade \u00e9 o melhor ant\u00eddoto para o fracasso escolar e a exclus\u00e3o social.<\/p>\n<p><strong>Li\u00e7\u00e3o n 10: O aluno deve ser o centro do processo de ensino-aprendizagem<\/strong><\/p>\n<p>Parece \u00f3bvio ululante que toda escola que se preze deve colocar o aluno no centro do processo de ensino-aprendizagem. Afinal, a miss\u00e3o da escola \u00e9 educar. O que varia \u00e9 o que se compreende por uma boa educa\u00e7\u00e3o. Um risco comum associado a sistemas centralizados de avalia\u00e7\u00e3o, como a Prova Brasil, aplicada a cada dois anos para alunos do 5\u00ba e do 9\u00ba ano do ensino fundamental, \u00e9 incentivar as escolas a \u201censinar para o teste\u201d. As escolas municipais de Foz do Igua\u00e7u sucumbiram a esta tenta\u00e7\u00e3o e, por incentivo da Secretaria Municipal de Educa\u00e7\u00e3o, passaram a utilizar apostilas e aplicar simulados da Prova Brasil. A prepara\u00e7\u00e3o para este teste que \u2013 combinado com a taxa de aprova\u00e7\u00e3o \u2013 serve para calcular o IDEB, pode acarretar o empobrecimento do curr\u00edculo e resultar numa educa\u00e7\u00e3o mecanicista que n\u00e3o preparar os estudantes adequadamente para as etapas subsequentes da sua trajet\u00f3ria escolar. A melhor maneira de evitar que isso ocorra \u00e9 seguindo \u00e0 risca a posi\u00e7\u00e3o defendida pela Secret\u00e1ria Municipal de Educa\u00e7\u00e3o, Joane Vilela, para quem os esfor\u00e7os devem ser direcionados \u201cn\u00e3o s\u00f3 a melhorar os \u00edndices do IDEB, mas tamb\u00e9m a qualidade do ensino\u201d. O pr\u00f3prio MEC reconhece as limita\u00e7\u00f5es da metodologia do IDEB para aferir a qualidade do ensino. Portanto, o aumento do IDEB deve vir como reflexo de uma pol\u00edtica educacional que coloca o aluno no centro do processo de ensino-aprendizagem e n\u00e3o como finalidade \u00faltima de uma pol\u00edtica que privilegia a prepara\u00e7\u00e3o para o teste, numa imita\u00e7\u00e3o grotesca de cursinhos pr\u00e9-vestibulares.<\/p>\n<p><strong>O pr\u00f3ximo desafio<\/strong><\/p>\n<p>Os mesmos resultados do IDEB 2011 que trouxeram excelentes not\u00edcias para os pais cujos filhos freq\u00fcentam as 51 escolas municipais de Foz do Igua\u00e7u, tamb\u00e9m trazem motivos de grande preocupa\u00e7\u00e3o. Afinal, o segundo ciclo do ensino fundamental (do 6\u00ba ao 9\u00ba ano), est\u00e1 a cargo de escolas estaduais que tiveram desempenho sofr\u00edvel no IDEB. O contraste entre as notas obtidas pelas escolas municipais e estaduais n\u00e3o poderia ser mais alarmante. Enquanto o IDEB das escolas municipais de Foz variou entre 6,2 e 8,6, nas 27 escolas estaduais de ensino fundamental as notas se distribu\u00edram entre 2,4 e 5,8, com a maioria delas situando-se abaixo de 4,0. Uma calamidade!<\/p>\n<p>Um aluno que neste ano est\u00e1 matriculado no 5\u00ba ano do ensino fundamental numa escola municipal de Foz do Igua\u00e7u, em 2013 ir\u00e1 obrigatoriamente para uma escola estadual, onde encontrar\u00e1 um n\u00edvel de ensino significativamente inferior ao que vem recebendo. \u00c9 o que mostra o IDEB, de forma consistente e contundente. Todo esfor\u00e7o realizado pelas escolas municipais para formar uma base s\u00f3lida na primeira etapa do ensino fundamental poder\u00e1 ser perdido, caso seja mantido o brutal desn\u00edvel entre as duas redes revelado pelo IDEB. O que acontecer\u00e1 com os alunos que sair\u00e3o de boas escolas municipais para prosseguir seus estudos em escolas estaduais ruins? J\u00e1 d\u00e1 para prever os resultados: aumento das taxas de reprova\u00e7\u00e3o e evas\u00e3o e, como corol\u00e1rio, fracasso escolar. \u00c9 o que j\u00e1 acontece. No ensino m\u00e9dio, a situa\u00e7\u00e3o s\u00f3 piora.<\/p>\n<p>O abismo revelado pelo IDEB entre a qualidade de ensino oferecido pelas escolas das redes municipal e estadual de Foz do Igua\u00e7u chama a aten\u00e7\u00e3o para um problema que ter\u00e1 que ser enfrentado. A municipaliza\u00e7\u00e3o completa do ensino fundamental \u00e9 a melhor solu\u00e7\u00e3o. Uma emenda constitucional poder\u00e1 facilitar o caminho para esta transi\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que hoje a oferta do ensino fundamental p\u00fablico \u00e9 responsabilidade compartilhada de Estados e Munic\u00edpios.<\/p>\n<p>O IDEB pode servir como \u201cmedida\u201d da capacidade e compet\u00eancia dos munic\u00edpios para assumir integralmente o ensino fundamental. Munic\u00edpios cujas escolas alcancem n\u00edveis de desempenho satisfat\u00f3rio no IDEB, como \u00e9 o caso not\u00f3rio de Foz do Igua\u00e7u, estariam aptos a assumir a gest\u00e3o das escolas estaduais de ensino fundamental. Obviamente, a transfer\u00eancia de responsabilidade deve vir acompanhada da transfer\u00eancia correspondente de recursos. Com o Fundo de Desenvolvimento de Manuten\u00e7\u00e3o da Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica (FUNDEB), os repasses de recursos est\u00e3o assegurados. Mais complexa ser\u00e1 a negocia\u00e7\u00e3o para cess\u00e3o em comodato de pr\u00e9dios escolares e transfer\u00eancia de pessoas. Nada que n\u00e3o possa ser resolvido com bom senso e regras claras, que preservem os direitos dos trabalhadores em educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O que n\u00e3o d\u00e1 \u00e9 para fingir que a situa\u00e7\u00e3o atual atende aos interesses dos alunos e da sociedade. O Estado deveria se ocupar exclusivamente do Ensino M\u00e9dio, que vai muito mal, segundo o IDEB, facilitando a transfer\u00eancia das escolas de ensino fundamental para os munic\u00edpios que, como Foz do Igua\u00e7u, j\u00e1 provaram que sabem gerir melhor as escolas p\u00fablicas. Este \u00e9 o desafio que a pr\u00f3xima administra\u00e7\u00e3o municipal ter\u00e1 que enfrentar. Se o controle das escolas p\u00fablicas virar objeto de disputa pol\u00edtica, os alunos ser\u00e3o as principais v\u00edtimas.<\/p>\n<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;<\/p>\n<p>(*) Paulino Motter, especialista em pol\u00edticas p\u00fablicas e gest\u00e3o governamental, atualmente cedido \u00e0 ITAIPU Binacional, onde exerce o cargo de consultor do Diretor-Geral Brasileiro. \u00c9 mestre em Ci\u00eancia Pol\u00edtica pela Universidade de Bras\u00edlia (UnB) e doutor em Educa\u00e7\u00e3o pela Universidade de Wisconsin-Madison (EUA). Foi chefe de gabinete do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (INEP), institui\u00e7\u00e3o vinculada ao Minist\u00e9rio de Educa\u00e7\u00e3o, respons\u00e1vel pelo IDEB.<\/p>\n<p>Todas as declara\u00e7\u00f5es reproduzidas neste artigo foram extra\u00eddas de reportagens publicadas pelos jornais<em> Gazeta do Igua\u00e7u<\/em> e <em>Gazeta do Povo<\/em> na edi\u00e7\u00e3o de 15\/08\/12, exceto as declara\u00e7\u00f5es do prefeito de Foz do Igua\u00e7u, Paulo Mac Donald Ghisi, dadas em conversa pessoal com o autor.<\/p>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Escreve Paulino Motter (*): IDEB campe\u00e3o: as 10 li\u00e7\u00f5es de Foz do Igua\u00e7u Conhecida nacional e internacionalmente pelos seus atrativos tur\u00edsticos, especialmente as cataratas e Itaipu, Foz do Igua\u00e7u ganhou na \u00faltima semana notoriedade pelo bom desempenho das suas escolas municipais no IDEB (\u00cdndice de Desenvolvimento da Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica). A sua rede de escolas municipais &hellip; <a href=\"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/paulino-motter-ideb-campeao\/\" class=\"more-link\">Continue reading<span class=\"screen-reader-text\"> &#8220;Paulino Motter: IDEB Campe\u00e3o&#8221;<\/span><\/a><!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on get_the_excerpt --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on get_the_excerpt --><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_crdt_document":"","footnotes":""},"categories":[7,19],"tags":[],"class_list":["post-3867","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-educacao-basica","category-geral"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3867","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3867"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3867\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3871,"href":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3867\/revisions\/3871"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3867"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3867"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3867"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}