{"id":4468,"date":"2013-05-08T06:18:44","date_gmt":"2013-05-08T09:18:44","guid":{"rendered":"http:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/?p=4468"},"modified":"2013-05-08T06:29:49","modified_gmt":"2013-05-08T09:29:49","slug":"ensino-formacao-profissional-e-a-questao-da-mao-de-obra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/ensino-formacao-profissional-e-a-questao-da-mao-de-obra\/","title":{"rendered":"Ensino, Forma\u00e7\u00e3o Profissional e a Quest\u00e3o da M\u00e3o de Obra"},"content":{"rendered":"<p><script type='application\/json' class='__iawmlf-post-loop-links'>[{\"id\":483,\"href\":\"http:\\\/\\\/archive.org\\\/details\\\/EstudoEMercadoDeTrabalho\",\"archived_href\":\"\",\"redirect_href\":\"\",\"checks\":[],\"broken\":false,\"last_checked\":null,\"process\":\"done\"}]<\/script><a href=\"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/estrab.jpg\"><br \/>\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-4469 alignright\" alt=\"estrab\" src=\"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/estrab-300x239.jpg\" width=\"300\" height=\"239\" srcset=\"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/estrab-300x239.jpg 300w, https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/estrab.jpg 600w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 85vw, 300px\" \/><\/a><em>Por solicita\u00e7\u00e3o do Instituto Teot\u00f4nio Vilela, o IETS realizou um estudo, coordenado por mim e Cl\u00e1udio de Moura Castro, sobre o tema do ensino m\u00e9dio e da forma\u00e7\u00e3o profissional, visto tanto do ponto de vista do sistema educativo quanto do mercado de trabalho, cujo sum\u00e1rio pode ser lido abaixo. <a href=\"http:\/\/archive.org\/details\/EstudoEMercadoDeTrabalho\" target=\"_blank\">O texto completo est\u00e1 dispon\u00edvel aqui<\/a>.<br \/>\n<\/em><\/p>\n<p><strong>Sum\u00e1rio<\/strong><\/p>\n<p>O Brasil entra em 2013 com desemprego extremamente baixo, mas com uma economia que parece ter exaurido o dinamismo da d\u00e9cada anterior. A explica\u00e7\u00e3o para este aparente paradoxo \u00e9 que a maioria dos empregos que existem s\u00e3o no setor de servi\u00e7os e de baixa qualifica\u00e7\u00e3o, e os estudiosos que t\u00eam analisado a evolu\u00e7\u00e3o da economia brasileira nos \u00faltimos coincidem em que a produtividade do trabalhador brasileiro \u00e9 muito baixa, e praticamente n\u00e3o tem aumentado nos \u00faltimos anos.<\/p>\n<p>Existem evid\u00eancias de que falta m\u00e3o de obra qualificada em v\u00e1rios setores da economia, sobretudo em atividades de qualifica\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica intermedi\u00e1ria, gerando uma demanda que est\u00e1 sendo atendida, em parte, pelo setor privado. No entanto, o maior problema \u00e9 a possibilidade de que a economia brasileira esteja se acomodando, de maneira geral, a um padr\u00e3o de baixa qualifica\u00e7\u00e3o de m\u00e3o de obra e baixa produtividade que n\u00e3o tem como se resolver pela simples press\u00e3o das demandas do mercado de trabalho sobre o sistema educativo.<\/p>\n<p>A experi\u00eancia de pa\u00edses que conseguiram sair do c\u00edrculo vicioso de baixa produtividade e baixa qualifica\u00e7\u00e3o \u00e9 que isto s\u00f3 pode ser atingido por pol\u00edticas educacionais que lidem de forma decisiva com os problemas da qualidade da educa\u00e7\u00e3o, que come\u00e7am no n\u00edvel pr\u00e9-escolar e v\u00e3o at\u00e9 o n\u00edvel do ensino superior e da p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o. Existe hoje, no Brasil, consci\u00eancia crescente desta necessidade, e progressos importantes podem ser observados em v\u00e1rios setores. No entanto, existe um gargalo especialmente severo no ensino m\u00e9dio, que afeta tanto a qualidade da educa\u00e7\u00e3o brasileira de uma maneira geral quanto, especificamente, o desenvolvimento de um sistema moderno e eficiente de forma\u00e7\u00e3o profissional. Este gargalo pode ser observado por diferentes indicadores, como as taxas de abandono no ensino m\u00e9dio e os n\u00edveis extremamente baixos de desempenho dos estudantes que se formam. O outro indicador preocupante \u00e9 o n\u00famero extremamente baixo de estudantes que optam por obter uma qualifica\u00e7\u00e3o profissional de n\u00edvel m\u00e9dio.<\/p>\n<p>Al\u00e9m dos problemas gerais da educa\u00e7\u00e3o brasileira, como a m\u00e1 qualifica\u00e7\u00e3o de professores, as limita\u00e7\u00f5es de recursos e a desorganiza\u00e7\u00e3o e burocratiza\u00e7\u00e3o da maioria as redes de ensino estaduais e municipais, o ensino m\u00e9dio padece de um problema espec\u00edfico, que \u00e9 o formato curricular que exige que todos os alunos estudem um n\u00famero excessivo de mat\u00e9rias sem possibilidades de escolha, e que n\u00e3o contempla a possibilidade de que os estudantes possam optar por uma forma\u00e7\u00e3o de tipo mais profissional, a n\u00e3o ser cumprindo tamb\u00e9m todo o curr\u00edculo m\u00e9dio tradicional. O Brasil \u00e9 possivelmente o \u00fanico pa\u00eds no mundo que que n\u00e3o permite escolhas na forma\u00e7\u00e3o de n\u00edvel m\u00e9dio, e que requer dos que buscam uma forma\u00e7\u00e3o profissional um curr\u00edculo escolar mais extenso do que o dos que seguem o curso tradicional. O Exame Nacional de Ensino M\u00e9dio, ENEM, como exame \u00fanico, refor\u00e7a esta rigidez do ensino m\u00e9dio brasileiro.<\/p>\n<p>O Brasil tem uma longa tradi\u00e7\u00e3o de ensino profissional, sobretudo atrav\u00e9s do SENAI, e tamb\u00e9m nas escolas t\u00e9cnicas e profissionais privadas e p\u00fablicas, entre estas, sobretudo, os antigos Centros Federais de Educa\u00e7\u00e3o Tecnol\u00f3gica e o sistema Paula Souza do Estado de S\u00e3o Paulo. O Brasil tamb\u00e9m tem tido tamb\u00e9m muitas experi\u00eancias fracassadas de forma\u00e7\u00e3o profissional, tentados seja por iniciativa do Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o ou por iniciativa do Minist\u00e9rio do Trabalho. A experi\u00eancia brasileira, corroborada pela experi\u00eancia internacional, \u00e9 que a forma\u00e7\u00e3o profissional de qualidade ocorre quando \u00e9 feita em parceria com o setor produtivo, e corre o risco de se perder quando feita de forma isolada.<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos anos o Governo Federal tem desenvolvido um ambicioso programa de forma\u00e7\u00e3o profissional, o PRONATEC, que tem como principal base de apoio os Institutos Federais de Educa\u00e7\u00e3o, Ci\u00eancia e Tecnologia que resultaram da eleva\u00e7\u00e3o dos antigos CEFETs ao n\u00edvel universit\u00e1rio. O curto tempo de exist\u00eancia deste programa n\u00e3o permite que ele seja avaliado, mas os dados financeiros e as linhas de atua\u00e7\u00e3o anunciadas mostram que se trata, ao mesmo tempo, de um programa extremamente ambicioso e sujeito a dificuldades futuras. Estas dificuldades podem decorrer de diversos fatores, incluindo a barreira que o atual formato do ensino m\u00e9dio imp\u00f5e \u00e0 forma\u00e7\u00e3o profissional neste n\u00edvel: o crescimento precipitado da oferta de cursos sem um diagn\u00f3stico adequado das experi\u00eancias passadas; a falta de uma avalia\u00e7\u00e3o emp\u00edrica das necessidades do mercado de trabalho; a falta de uma articula\u00e7\u00e3o mais sistem\u00e1tica do ensino profissional com o setor produtivo, com exce\u00e7\u00e3o do SENAI; e sua depend\u00eancia em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 rede dos novos Institutos Federais cuja qualidade e aptid\u00e3o para as novas tarefas que lhes est\u00e3o sendo atribu\u00eddas podem n\u00e3o ser adequados.<\/p>\n<p>A principal recomenda\u00e7\u00e3o que decorre desta an\u00e1lise \u00e9 que o ensino m\u00e9dio brasileiro precisa ser reformulado urgentemente, abrindo espa\u00e7o para que os alunos possam fazer escolhas e optar pela forma\u00e7\u00e3o profissional, sem a obriga\u00e7\u00e3o de cumprir com todos os requisitos curriculares atualmente em vigor. Isto vai requerer, tamb\u00e9m, que o ENEM atual seja revisto, abrindo espa\u00e7o para um leque amplo de certifica\u00e7\u00f5es de conclus\u00e3o da educa\u00e7\u00e3o m\u00e9dia, incluindo as de tipo profissional. Isto \u00e9 necess\u00e1rio n\u00e3o somente para atender \u00e0s demandas do mercado de trabalho, como tamb\u00e9m para proporcionar possibilidades reais e valiosas de estudo para muitos jovens que hoje se v\u00eam alijados do sistema educativo.<\/p>\n<p>A segunda recomenda\u00e7\u00e3o \u00e9 que a necess\u00e1ria expans\u00e3o do ensino t\u00e9cnico e profissional seja feita tomando em conta e apoiando as experi\u00eancias j\u00e1 existentes no pa\u00eds, incluindo a do Centro Paula Souza e de outros estados, assim como a do setor privado. A terceira \u00e9 que o setor produtivo seja estimulado a participar mais diretamente do ensino t\u00e9cnico e profissional em todos os n\u00edveis, proporcionando treinamentos e est\u00e1gios, ajudando a desenhar programas de estudo, proporcionando equipamentos e disponibilizando seus t\u00e9cnicos para que atuem como professores, orientadores e monitores em suas \u00e1reas de experi\u00eancia profissional.<\/p>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por solicita\u00e7\u00e3o do Instituto Teot\u00f4nio Vilela, o IETS realizou um estudo, coordenado por mim e Cl\u00e1udio de Moura Castro, sobre o tema do ensino m\u00e9dio e da forma\u00e7\u00e3o profissional, visto tanto do ponto de vista do sistema educativo quanto do mercado de trabalho, cujo sum\u00e1rio pode ser lido abaixo. 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