{"id":4504,"date":"2013-06-01T16:05:17","date_gmt":"2013-06-01T19:05:17","guid":{"rendered":"http:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/?p=4504"},"modified":"2018-02-15T20:09:27","modified_gmt":"2018-02-15T23:09:27","slug":"romulo-pinheiro-universidades-nacionais-e-regionais-na-noruega","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/romulo-pinheiro-universidades-nacionais-e-regionais-na-noruega\/","title":{"rendered":"Romulo Pinheiro: universidades nacionais e regionais na Noruega"},"content":{"rendered":"<p><em><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright\" style=\"border: 1px solid black;\" alt=\"\" src=\"http:\/\/images.tandf.co.uk\/common\/jackets\/amazon\/978041589\/9780415893558.jpg\" width=\"249\" height=\"373\" \/>R\u00f4mulo Pinheiro \u00e9 \u00a0professor e pesquisador de origem portuguesa que trabalha na Noruega, e tem se debru\u00e7ado sobre o tema das universidades regionais. \u00a0Ele \u00e9 autor, entre outras publica\u00e7\u00f5es, de \u00a0Universities and Regional Development &#8211;\u00a0A Critical Assessment of Tensions and Contradictions, publicado em 2012. \u00a0Sobre a quest\u00e3o das<a title=\"Universidades: nacionais, regionais?\" href=\"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/?p=4487\" target=\"_blank\"> universidades regionais \u00a0brasileiras que perdem ou reduzem seus v\u00ednculos locais<\/a> quando nacionalizam seu p\u00fablico e seus temas de pesquisa, ele mostra que o problema n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 nosso:<\/em><\/p>\n<p>O mesmo se tem passado na Noruega, onde estudantes de regi\u00f5es mais ricas, e muitos de agregados familiares mais abastados (rendimento &amp; educa\u00e7\u00e3o), ocupam vagas, especialmente na \u00e1rea de medicina (pois existem poucas vagas a n\u00edvel nacional), nas universidades de car\u00e1ter mais regional; embora estas n\u00e3o sejam de car\u00e1ter local -pois essas n\u00e3o tem cursos de medicina &#8211; mas nacional e global. Um problema que tem emergindo refere-se ao fato de muitos desses estudantes, especialmente m\u00e9dicos, por uma raz\u00e3o ou outra (falta de trabalho ou necessidade de ir para hospitais mais centrais onde se pratica as \u00e1reas mais prestigiadas da profiss\u00e3o), acabam por abandonar as regi\u00f5es onde estudaram. Por exemplo, em Tromso, no norte da Noruega, somente cerca 10% dos m\u00e9dicos acabam por ficar na regi\u00e3o, especialmente os que originam de outras \u00e1reas do pais &#8211; Bergen, Oslo, Trondheim, etc. O reverso tamb\u00e9m existe, i.e. estudantes das \u00e1reas mais perif\u00e9ricas que estudam nas universidades mas centrais, e muitos nunca voltam aos seus locais de origem.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o ao balan\u00e7o entre as fun\u00e7\u00f5es locais e nacionais\/globais, o debate continua, e recentemente publiquei um artigo no Tertiary Education &amp; Management no contexto do sul da Noruega, e os dilemas da universidade local. Existe um consenso de que as universidades, especialmente aquelas de car\u00e1ter compreensivo e com uma cultura institucionalizada de pesquisa, simultaneamente tem um papel local\/regional, nacional e global. Como essas fun\u00e7\u00f5es s\u00e3o abordadas em pratica difere de contexto para contexto. Por exemplo, em Troms\u00f8, onde fiz trabalho de campo recentemente, existem 3 tipos de acad\u00eamicos e grupos de pesquisa: os de car\u00e1ter mais locais (&#8216;localists&#8217;), envolvidos em atividades de car\u00e1ter mais local; os &#8216;globalists&#8217;, que est\u00e3o mais virados para as atividades de excel\u00eancia de car\u00e1ter internacional; e o um terceiro grupo, que eu refiro como &#8220;entrepeneurs&#8221; que estabelecem liga\u00e7\u00f5es (links) entre os aspetos locais (e.g. caracter\u00edsticas regionais) e globais (scientific excellence). Um exemplo \u00e9 a medicina comunit\u00e1ria, onde estes grupos de pesquisa especializaram-se em \u00e1reas de interesse local (e.g. doen\u00e7as cardiovasculares) e, no processo, desenvolveram compet\u00eancias \u00fanicas que ajudam a universidade a projetar-se internacionalmente. Em termos de &#8220;enrollments&#8221;, algumas universidades, como Tromso, estabeleceram cotas em \u00e1reas estrat\u00e9gicas (e.g. educa\u00e7\u00e3o, odontologia, etc.), reservadas para estudantes locais, no entuito de contribuir para o desenvolvimento regional. Muitas universidades de car\u00e1ter mais regional tem como objetivo recrutar cerca de 70% dos seus estudantes localmente (da regi\u00e3o), mas devido a press\u00f5es demogr\u00e1ficas (popula\u00e7\u00e3o de estudantes a declinar depois de 2015, todas as regi\u00f5es fora de Oslo), muitas est\u00e3o ativas no recrutamento de estudantes fora da regi\u00e3o, incluindo os internacionais (mestrado e doutorado).<\/p>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>R\u00f4mulo Pinheiro \u00e9 \u00a0professor e pesquisador de origem portuguesa que trabalha na Noruega, e tem se debru\u00e7ado sobre o tema das universidades regionais. \u00a0Ele \u00e9 autor, entre outras publica\u00e7\u00f5es, de \u00a0Universities and Regional Development &#8211;\u00a0A Critical Assessment of Tensions and Contradictions, publicado em 2012. \u00a0Sobre a quest\u00e3o das universidades regionais \u00a0brasileiras que perdem ou reduzem &hellip; <a href=\"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/romulo-pinheiro-universidades-nacionais-e-regionais-na-noruega\/\" class=\"more-link\">Continue reading<span class=\"screen-reader-text\"> &#8220;Romulo Pinheiro: universidades nacionais e regionais na Noruega&#8221;<\/span><\/a><!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on get_the_excerpt --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on get_the_excerpt --><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_crdt_document":"","footnotes":""},"categories":[11],"tags":[],"class_list":["post-4504","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-educacao-superior"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4504","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4504"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4504\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5854,"href":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4504\/revisions\/5854"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4504"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4504"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4504"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}