{"id":4951,"date":"2014-09-01T07:59:21","date_gmt":"2014-09-01T10:59:21","guid":{"rendered":"http:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/?p=4951"},"modified":"2019-02-08T05:06:20","modified_gmt":"2019-02-08T08:06:20","slug":"maria-carmen-t-cristovao-a-ufabc-e-os-bacharelados-interdisciplinares","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/maria-carmen-t-cristovao-a-ufabc-e-os-bacharelados-interdisciplinares\/","title":{"rendered":"Maria Carmen T. Crist\u00f3v\u00e3o: a UFABC e os bacharelados interdisciplinares"},"content":{"rendered":"<p><em>Em nota anterior me referi ao bacharelado interdisciplinar implantado pela Universidade Federal do ABC e outras universidades brasileiras de forma semelhante ao do chamado \u00a0&#8220;Processo de Bologna&#8221; adotado na Uni\u00e3o Europ\u00e9ia e outros pa\u00edses, com um ciclo inicial de tr\u00eas anos, seguido de mestrados de um ou dois anos e, conforme as especialidades, por cursos avan\u00e7ados de engenharia ou medicina, por exemplo, e doutorados. Agora recebo da professora Maria Carmen Tavares Crist\u00f3v\u00e3o uma nota extensa sobre a experi\u00eancia brasileira, que reproduzo abaixo:<\/em><\/p>\n<p><strong>A UFABC e os\u00a0Bacharelados Interdisciplinares<\/strong><\/p>\n<p>A UFABC se inspirou n\u00e3o apenas no Processo de Bolonha. O documento fundamental para elabora\u00e7\u00e3o do seu Projeto Pedag\u00f3gico Institucional foi o documento intitulado Subs\u00eddios para a Reforma da Educa\u00e7\u00e3o Superior, elaborado pela Academia Brasileira de Ci\u00eancias em 2004. Quem apresentou a proposta da UFABC para o Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o foi o Prof. Luiz Bevilaqua (UFRJ), que mais tarde se tornaria Reitor da UFABC, mas foi o presidente do grupo de trabalho que presidiu a elabora\u00e7\u00e3o do documento acima citado.<\/p>\n<p>Minha pesquisa de mestrado foi pioneira no Brasil no sentido de estudar o modelo da UFABC desde sua cria\u00e7\u00e3o at\u00e9 os resultados da \u00faltima gest\u00e3o em 2013. Tenho acompanhado a UFABC desde sua concep\u00e7\u00e3o at\u00e9 os dias de hoje.<\/p>\n<p>Bem, o primeiro equ\u00edvoco \u00e9 relativo \u00e0 sua fundamenta\u00e7\u00e3o. A UFBA n\u00e3o teve seus fundamentos no Processo de Bolonha. A UFABC foi uma fundamenta\u00e7\u00e3o h\u00edbrida, conforme j\u00e1 colocado.<\/p>\n<p>Quando o Prof. Dr. Nelson Maculan assumiu a Secretaria do Ensino Superior SESu\/MEC, convidou o Prof. Luiz Bevilaqua a implementar o modelo de ciclos e BIs na UFABC, pois implantar as ideias de Bacharelados Interdisciplinares e uma arquitetura organizada por Centros do Conhecimento e n\u00e3o por departamentos seria mais f\u00e1cil.<\/p>\n<p>O modelo de ciclos que permite a interdisciplinaridade tem sido adotado por mais de 50 universidades no Brasil. Em 2012, na Declara\u00e7\u00e3o de Santo Andr\u00e9 sobre os BIs,\u00a046 institui\u00e7\u00f5es j\u00e1 haviam se comprometido com o modelo interdisciplinar e regime de ciclos. Em 2013 no encontro de BIs j\u00e1 eram aproximadamente 100 universidades. A implementa\u00e7\u00e3o \u00e9 processual com os cuidados requeridos pelo processo interdisciplinar do conhecimento.<\/p>\n<p>Quanto aos modelos semelhantes aos Col\u00e9gios Universit\u00e1rios (equivalentes aos community colleges norte-americanos) citados por Naomar Almeida a UFRJ j\u00e1 implementou o modelo h\u00e1 mais de 5 anos e possui experi\u00eancia relevante para divulga\u00e7\u00e3o na sociedade acad\u00eamica, informa\u00e7\u00f5es que podem ser fornecidas pelo Prof. Luiz Bevilaqua.<\/p>\n<p>Quanto o ingresso dos profissionais dos Bacharelados Interdisciplinares no mercado de trabalho oriundos da UFABC ainda n\u00e3o existem dados de pesquisa, pois a maioria dos ingressantes em 2006 deram prosseguimento \u00e0 \u00e1reas espec\u00edficas como as Engenharia e outros. Como a matriz curricular \u00e9 flex\u00edvel e permite a mudan\u00e7a do aluno de curso sem perda dos cr\u00e9ditos existem casos em que os alunos optaram por mudan\u00e7a de cursos o que pode estender a conclus\u00e3o do mesmo por op\u00e7\u00e3o do aluno. Tal fato n\u00e3o pode ser encarado como um aspecto negativo, pelo contr\u00e1rio, \u00e9 a autonomia criada pelo aluno ao lidar com diversas \u00e1reas do conhecimento que o torna apto a uma nova escolha.<\/p>\n<p>Cabe ressaltar ainda que os Bacharelados Interdisciplinares com a dura\u00e7\u00e3o de 3 anos na UFABC , foram pensados com uma boa carga hor\u00e1ria de empreendedorismo para que ao t\u00e9rmino dos 3 anos, caso o aluno n\u00e3o optasse pela continuidade nos cursos espec\u00edficos tivesse bagagem para empreender.<\/p>\n<p>A forma\u00e7\u00e3o hol\u00edstica do aluno \u00e9 fundamental. Mas, no primeiro ciclo investem bastante em empreendedorismo tamb\u00e9m. Pois, caso o aluno n\u00e3o prossiga seus estudos est\u00e1 apto a montar seu pr\u00f3prio neg\u00f3cio e gerar emprego.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.schwartzman.org.br\/carmentavares.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Anexo minha pesquisa<\/a> onde poder\u00e1 ver as entrevistas de campo com os reitores que passaram pela UFABC, inclusive o atual, chefes de gabinetes, membros do conselho entre outros.<\/p>\n<p>Na primeira edi\u00e7\u00e3o da Revista Cient\u00edfica da UFABC, INTERCIENTE, edi\u00e7\u00e3o 08\/2014 foi veiculado um artigo meu tratando da interdisciplinaridade no Ensino Superior em que cito a necessidade de alcance do ensino superior privado, por representar a maior parte do segmento no Brasil. Gostaria muito de que n\u00f3s, que viemos da iniciativa privada e nela atuamos pud\u00e9ssemos trocar mais ideias e informa\u00e7\u00f5es sobre o tema.<span hidden class=\"__iawmlf-post-loop-links\" data-iawmlf-links=\"[{&quot;id&quot;:453,&quot;href&quot;:&quot;http:\\\/\\\/www.schwartzman.org.br\\\/carmentavares.pdf&quot;,&quot;archived_href&quot;:&quot;https:\\\/\\\/web-wp.archive.org\\\/web\\\/20250617121521\\\/http:\\\/\\\/www.schwartzman.org.br\\\/carmentavares.pdf&quot;,&quot;redirect_href&quot;:&quot;&quot;,&quot;checks&quot;:[{&quot;date&quot;:&quot;2026-04-19 17:49:04&quot;,&quot;http_code&quot;:206},{&quot;date&quot;:&quot;2026-05-04 04:56:42&quot;,&quot;http_code&quot;:206},{&quot;date&quot;:&quot;2026-05-11 22:09:46&quot;,&quot;http_code&quot;:503},{&quot;date&quot;:&quot;2026-05-16 03:01:01&quot;,&quot;http_code&quot;:503},{&quot;date&quot;:&quot;2026-05-25 08:13:45&quot;,&quot;http_code&quot;:206},{&quot;date&quot;:&quot;2026-05-29 00:56:47&quot;,&quot;http_code&quot;:206},{&quot;date&quot;:&quot;2026-06-01 08:12:53&quot;,&quot;http_code&quot;:206}],&quot;broken&quot;:false,&quot;last_checked&quot;:{&quot;date&quot;:&quot;2026-06-01 08:12:53&quot;,&quot;http_code&quot;:206},&quot;process&quot;:&quot;done&quot;}]\"><\/span><\/p>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em nota anterior me referi ao bacharelado interdisciplinar implantado pela Universidade Federal do ABC e outras universidades brasileiras de forma semelhante ao do chamado \u00a0&#8220;Processo de Bologna&#8221; adotado na Uni\u00e3o Europ\u00e9ia e outros pa\u00edses, com um ciclo inicial de tr\u00eas anos, seguido de mestrados de um ou dois anos e, conforme as especialidades, por cursos &hellip; <a href=\"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/maria-carmen-t-cristovao-a-ufabc-e-os-bacharelados-interdisciplinares\/\" class=\"more-link\">Continue reading<span class=\"screen-reader-text\"> &#8220;Maria Carmen T. Crist\u00f3v\u00e3o: a UFABC e os bacharelados interdisciplinares&#8221;<\/span><\/a><!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on get_the_excerpt --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on get_the_excerpt --><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[11],"tags":[],"class_list":["post-4951","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-educacao-superior"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4951","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4951"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4951\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6244,"href":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4951\/revisions\/6244"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4951"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4951"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4951"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}