{"id":5003,"date":"2014-10-22T06:59:57","date_gmt":"2014-10-22T09:59:57","guid":{"rendered":"http:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/?p=5003"},"modified":"2014-10-22T06:59:57","modified_gmt":"2014-10-22T09:59:57","slug":"porque-voto-em-aecio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/porque-voto-em-aecio\/","title":{"rendered":"Porque Voto em A\u00e9cio"},"content":{"rendered":"<p><script type='application\/json' class='__iawmlf-post-loop-links'>[{\"id\":449,\"href\":\"http:\\\/\\\/papers.ssrn.com\\\/sol3\\\/papers.cfm?abstract_id=2479685\",\"archived_href\":\"https:\\\/\\\/web-wp.archive.org\\\/web\\\/20260202222931\\\/https:\\\/\\\/papers.ssrn.com\\\/sol3\\\/papers.cfm?abstract_id=2479685\",\"redirect_href\":\"\",\"checks\":[{\"date\":\"2026-04-15 18:33:47\",\"http_code\":403},{\"date\":\"2026-04-19 22:36:25\",\"http_code\":403},{\"date\":\"2026-05-02 18:10:12\",\"http_code\":403},{\"date\":\"2026-05-11 03:17:36\",\"http_code\":403}],\"broken\":true,\"last_checked\":{\"date\":\"2026-05-11 03:17:36\",\"http_code\":403},\"process\":\"done\"}]<\/script><em>Por n\u00e3o conseguir fazer melhor, fa\u00e7o <a href=\"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/belindia.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-full wp-image-5004\" src=\"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/belindia.png\" alt=\"belindia\" width=\"259\" height=\"194\" \/><\/a>minha a declara\u00e7\u00e3o de voto de Edmar Bacha, publicada na Folha de S\u00e3o Paulo de 22 de outubro de 2014.\u00a0Edmar, economista, \u00e9 membro da Academia Brasileira de Ci\u00eancias e s\u00f3cio-fundador do Instituto de Estudos de Pol\u00edtica Econ\u00f4mica &#8211; Casa das Gar\u00e7as. \u00c9 autor de &#8220;Bel\u00edndia 2.0&#8221; e de &#8220;O Futuro da Ind\u00fastria no Brasil&#8221; (Civiliza\u00e7\u00e3o Brasileira). Foi o coordenador da equipe t\u00e9cnica do Plano Real.<\/em><\/p>\n<p>Meu voto em A\u00e9cio se justifica de duas maneiras. A primeira \u00e9 que, se Dilma tiver mais quatro anos, acabar\u00e1 de quebrar o pa\u00eds e nos encaminhar\u00e1 para uma s\u00e9ria crise pol\u00edtica e social. N\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil ver o porqu\u00ea. Nos quatro anos de seu governo, o crescimento da economia foi o menor de todos os per\u00edodos presidenciais completos de nossa hist\u00f3ria republicana desde Floriano Peixoto.<\/p>\n<p>A culpa desse desempenho med\u00edocre n\u00e3o vem de fora, pois nossos vizinhos sul-americanos (exceto pela Argentina e Venezuela que seguem pol\u00edticas parecidas com as de Dilma) v\u00e3o muito bem, obrigado. Neste ano, o crescimento do PIB brasileiro dever\u00e1 ser zero, algo in\u00e9dito na hist\u00f3ria do pa\u00eds em per\u00edodos sem crise cambial.<\/p>\n<p>A culpa tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 da equipe econ\u00f4mica, pois ela apenas executa com docilidade a pol\u00edtica determinada em cada detalhe pela presidente. Foi Dilma quem retirou a autonomia do Banco Central; criou um or\u00e7amento paralelo de alquimias cont\u00e1beis entre o Tesouro e os bancos p\u00fablicos; destruiu a capacidade de investimento da Petrobras e da Eletrobras; aparelhou partidariamente as ag\u00eancias reguladoras; fez os leil\u00f5es de concess\u00e3o de infraestrutura se tornarem um fiasco quando n\u00e3o uma fonte adicional de corrup\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O resultado disso \u00e9 a queda do PIB, a alta da infla\u00e7\u00e3o, a derrubada do investimento, a desindustrializa\u00e7\u00e3o, o deficit externo e o aumento da d\u00edvida p\u00fablica.<\/p>\n<p>Dilma promete um governo novo, com ideias novas. Mas como faria isso, se est\u00e1 convencida de estar no caminho certo? Se fosse reeleita, continuaria colocando em pr\u00e1tica suas arraigadas convic\u00e7\u00f5es equivocadas sobre economia e administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica. O resultado seria manter o pa\u00eds ladeira abaixo, com frustra\u00e7\u00e3o popular, recess\u00e3o, desemprego e infla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Felizmente, isso n\u00e3o vai acontecer, porque tem A\u00e9cio Neves no meio do caminho.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s 12 anos de &#8220;n\u00f3s contra eles&#8221;, que lembram o &#8220;ame-o ou deixe-o&#8221; da ditadura, A\u00e9cio \u00e9 a esperan\u00e7a de reconcilia\u00e7\u00e3o nacional. Sua hist\u00f3ria pol\u00edtica \u00e9 similar \u00e0 de seu av\u00f4, Tancredo Neves, que sempre buscou a uni\u00e3o dos extremos, o apaziguamento das diferen\u00e7as, o convencimento pelo argumento, e n\u00e3o pela for\u00e7a.<\/p>\n<p>Todo o \u00f3dio que o marqueteiro de Dilma fez destilar nessa campanha eleitoral s\u00f3rdida ser\u00e1 apagado, e A\u00e9cio, como fez em Minas Gerais, governar\u00e1 com compet\u00eancia, sem rancores ou partidarismos.<\/p>\n<p>Por sua experi\u00eancia no governo de Minas, A\u00e9cio sabe que pol\u00edticas de inclus\u00e3o social s\u00e3o um imperativo. Apesar da propaganda do governo sobre &#8220;a nova classe m\u00e9dia&#8221;, o Brasil continua a ser uma Bel\u00edndia \u2013uma mistura da pobreza da \u00cdndia com a riqueza da B\u00e9lgica. Dados do Banco Mundial mostram que o Brasil mant\u00e9m uma das mais desiguais distribui\u00e7\u00f5es de renda no mundo.<\/p>\n<p>As\u00a0<a href=\"http:\/\/papers.ssrn.com\/sol3\/papers.cfm?abstract_id=2479685\" target=\"_blank\">informa\u00e7\u00f5es que a Receita Federal finalmente come\u00e7a a liberar<\/a>\u00a0revelam que a concentra\u00e7\u00e3o de renda no pa\u00eds \u00e9 bem maior do que a indicada pelas pesquisas domiciliares (Pnad) e ela n\u00e3o se est\u00e1 reduzindo, ao contr\u00e1rio do que dizem os arautos do governo Dilma.<\/p>\n<p>A\u00e9cio sabe tamb\u00e9m que, para superar a pobreza, ao lado de uma pol\u00edtica de transfer\u00eancia de renda \u00e9 fundamental ter uma estrat\u00e9gia de crescimento \u2013equitativa e sustent\u00e1vel\u2013 que leve o pa\u00eds, ao longo de uma gera\u00e7\u00e3o, ao n\u00edvel de renda do mundo desenvolvido.<\/p>\n<p>Para isso precisamos restabelecer a estabilidade econ\u00f4mica e o equil\u00edbrio das contas p\u00fablicas e externas. Precisamos atrair o setor privado para investimentos maci\u00e7os em infraestrutura, dar a nossas ind\u00fastrias condi\u00e7\u00f5es de competir no mercado internacional e, principalmente, melhorar nossos sistemas de educa\u00e7\u00e3o, seguran\u00e7a e sa\u00fade.<\/p>\n<p>Em seu programa de governo, A\u00e9cio tem propostas exequ\u00edveis para enfrentar esses desafios. Contar\u00e1 com uma equipe de auxiliares \u00e0 altura da nobre tarefa de refazer a uni\u00e3o entre os brasileiros e recolocar o pa\u00eds na rota do desenvolvimento.<\/p>\n<p class=\"tagline\"><b>EDMAR BACHA<\/b>, 72, economista, \u00e9 membro da Academia Brasileira de Ci\u00eancias e s\u00f3cio-fundador do Instituto de Estudos de Pol\u00edtica Econ\u00f4mica &#8211; Casa das Gar\u00e7as. \u00c9 autor de &#8220;Bel\u00edndia 2.0&#8221; e de &#8220;O Futuro da Ind\u00fastria no Brasil&#8221; (Civiliza\u00e7\u00e3o Brasileira)<\/p>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por n\u00e3o conseguir fazer melhor, fa\u00e7o minha a declara\u00e7\u00e3o de voto de Edmar Bacha, publicada na Folha de S\u00e3o Paulo de 22 de outubro de 2014.\u00a0Edmar, economista, \u00e9 membro da Academia Brasileira de Ci\u00eancias e s\u00f3cio-fundador do Instituto de Estudos de Pol\u00edtica Econ\u00f4mica &#8211; Casa das Gar\u00e7as. \u00c9 autor de &#8220;Bel\u00edndia 2.0&#8221; e de &#8220;O &hellip; <a href=\"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/porque-voto-em-aecio\/\" class=\"more-link\">Continue reading<span class=\"screen-reader-text\"> &#8220;Porque Voto em A\u00e9cio&#8221;<\/span><\/a><!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on get_the_excerpt --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on get_the_excerpt --><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_crdt_document":"","footnotes":""},"categories":[19],"tags":[],"class_list":["post-5003","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-geral"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5003","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5003"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5003\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5005,"href":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5003\/revisions\/5005"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5003"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5003"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5003"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}