{"id":5373,"date":"2016-01-12T09:30:31","date_gmt":"2016-01-12T12:30:31","guid":{"rendered":"http:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/?p=5373"},"modified":"2016-01-12T09:30:31","modified_gmt":"2016-01-12T12:30:31","slug":"joao-batista-araujo-e-oliveira-o-debate-que-nao-houve","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/joao-batista-araujo-e-oliveira-o-debate-que-nao-houve\/","title":{"rendered":"Jo\u00e3o Batista Araujo e Oliveira: o debate que n\u00e3o houve"},"content":{"rendered":"<p><script type='application\/json' class='__iawmlf-post-loop-links'>[{\"id\":253,\"href\":\"http:\\\/\\\/www1.folha.uol.com.br\\\/opiniao\\\/2016\\\/01\\\/1728411-o-debate-que-nao-houve.shtml\",\"archived_href\":\"\",\"redirect_href\":\"https:\\\/\\\/www1.folha.uol.com.br\\\/opiniao\\\/2016\\\/01\\\/1728411-o-debate-que-nao-houve.shtml\",\"checks\":[],\"broken\":false,\"last_checked\":null,\"process\":\"done\"}]<\/script><\/p>\n<div><em>Reproduzo o artigo publicado na<a href=\"http:\/\/www1.folha.uol.com.br\/opiniao\/2016\/01\/1728411-o-debate-que-nao-houve.shtml\" target=\"_blank\"> Folha de S\u00e3o Paulo de 12\/1\/2016<\/a>, sobre o que pode acontecer ou n\u00e3o com a Base Nacional Curricular Comum elaborada pelo Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o:<\/em><\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div>O Brasil desacostumou-se do debate. A sede de novidades e a ideologia do consenso tiraram da m\u00eddia o espa\u00e7o e a motiva\u00e7\u00e3o para aprofundar ideias.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>O mundo acad\u00eamico, especialmente as universidades brasileiras, tamb\u00e9m parece ter renunciado definitivamente ao confronto de opini\u00f5es. No caso do curr\u00edculo nacional ,o MEC imp\u00f4s a &#8220;consulta p\u00fablica&#8221;, ou seja, o envio de mensagens eletr\u00f4nicas para um buraco negro como \u00fanica forma de manifesta\u00e7\u00e3o da sociedade civil, sem direito a um confronto direto de posi\u00e7\u00f5es.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>N\u00e3o sabemos quais s\u00e3o os autores e, mesmo diante das poucas cr\u00edticas apresentadas aqui e ali em artigos assinados, ningu\u00e9m ousou defender as propostas. Nem sequer sabemos se s\u00e3o de autoria ou editadas pelo MEC.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Apenas o curr\u00edculo de hist\u00f3ria, no qual a proposta oficial exagerou nas aberra\u00e7\u00f5es, mereceu um pouco mais de espa\u00e7o na m\u00eddia. Fora disso, houve reuni\u00f5es aqui e ali, e, segundo noticia a imprensa, mais de 9 milh\u00f5es de sugest\u00f5es foram encaminhadas \u00e0 caixa preta. N\u00e3o \u00e9 assim que se faz um curr\u00edculo em nenhum pa\u00eds do mundo. Resta esperar pelos desdobramentos.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quanto ao desenrolar dessa novela \u2013ou trag\u00e9dia\u2013, h\u00e1 tr\u00eas posi\u00e7\u00f5es majorit\u00e1rias. Alguns, que preferiram n\u00e3o se mobilizar, garantem que o assunto n\u00e3o vai dar em nada, que o MEC vai mexer e remexer, fazer mais consultas p\u00fablicas e, se chegar a enviar uma proposta para o CNE (Conselho Nacional de Educa\u00e7\u00e3o), ela vai ser engavetada.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Outros acreditam que o documento \u00e9 salv\u00e1vel, que os erros, mesmo sendo graves, s\u00e3o consert\u00e1veis, que vale a pena elaborar an\u00e1lises e cr\u00edticas, na esperan\u00e7a de que, usando de canais privilegiados de acesso, ser\u00e1 poss\u00edvel influir no resultado.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Na terceira hip\u00f3tese, o MEC parece decidido a acreditar que promoveu um debate, que mobilizou a sociedade, que os erros apontados s\u00e3o quest\u00f5es triviais e que ir\u00e1 em frente com a proposta.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Uma quarta posi\u00e7\u00e3o, que tentei fomentar com outras pessoas, era promover um verdadeiro debate. N\u00e3o despertamos qualquer interesse.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>O Brasil perdeu a oportunidade de travar um debate, oportunidade \u00edmpar quando se trata de elaborar um curr\u00edculo: para que deve servir a escola? Se for para ensinar, o que ela deve ensinar? Quando? Quem deve definir os conte\u00fados? Quais crit\u00e9rios usar para elaborar um curr\u00edculo? Quem deve participar dos diferentes momentos do debate?<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Deve-se fazer isso de uma vez ou aos poucos, com focos nas disciplinas mais b\u00e1sicas? N\u00e3o sabemos ao menos o significado da divis\u00e3o entre 60% de conte\u00fado comum e 40% facultativos. O MEC nunca se preocupou em responder.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>N\u00e3o existe uma resposta \u00fanica nem um caminho \u00fanico para elaborar um curr\u00edculo nacional. Mas se examinarmos o que ocorreu nos pa\u00edses que lideram o ranking da educa\u00e7\u00e3o no mundo, vamos entender que perdemos uma oportunidade para debater quest\u00f5es fundamentais para o futuro da educa\u00e7\u00e3o.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Ficamos apenas com um curr\u00edculo cuja principal caracter\u00edstica \u00e9 a uniformidade ideol\u00f3gica, mas sem respeitar os fundamentos b\u00e1sicos de um processo aberto de confronto de ideias. N\u00e3o falta um curr\u00edculo, falta vontade para o debate. N\u00e3o houve disposi\u00e7\u00e3o para promover, exigir e manter esse debate. Foi assim que ca\u00edram todos os imp\u00e9rios.<\/div>\n<div><\/div>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Reproduzo o artigo publicado na Folha de S\u00e3o Paulo de 12\/1\/2016, sobre o que pode acontecer ou n\u00e3o com a Base Nacional Curricular Comum elaborada pelo Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o: O Brasil desacostumou-se do debate. A sede de novidades e a ideologia do consenso tiraram da m\u00eddia o espa\u00e7o e a motiva\u00e7\u00e3o para aprofundar ideias. 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