{"id":5388,"date":"2016-02-17T13:46:03","date_gmt":"2016-02-17T16:46:03","guid":{"rendered":"http:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/?p=5388"},"modified":"2016-02-17T13:46:03","modified_gmt":"2016-02-17T16:46:03","slug":"jorge-jatoba-republica-sindicalista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/jorge-jatoba-republica-sindicalista\/","title":{"rendered":"Jorge Jatob\u00e1: Rep\u00fablica Sindicalista"},"content":{"rendered":"<p><em>Comparto o artigo recebido de Jorge Jatob\u00e1, sobre o papel dos sindicatos nas sociedades democr\u00e1ticas e no Brasil:<\/em><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright  wp-image-5389\" src=\"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/sindic.png\" alt=\"sindic\" width=\"484\" height=\"242\" srcset=\"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/sindic.png 608w, https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/sindic-420x210.png 420w\" sizes=\"auto, (max-width: 484px) 85vw, 484px\" \/><\/p>\n<p>Em sociedades democr\u00e1ticas e capitalistas ter sindicatos fortes \u00e9 importante para assegurar os direitos dos trabalhadores e garantir que as reivindica\u00e7\u00f5es das categorias sejam levadas \u00e0 mesa de negocia\u00e7\u00e3o. Em muitos pa\u00edses, especialmente nas socialdemocracias europeias, um ou mais sindicatos t\u00eam bra\u00e7o pol\u00edtico que se materializa em partido atuante no parlamento, ocasionalmente assumindo o governo.<\/p>\n<p>No caso brasileiro, o bra\u00e7o pol\u00edtico de centrais sindicais, como a CUT, \u00e9 o Partido dos Trabalhadores (PT). O problema \u00e9 que a agenda do partido no poder embora possa e deva conter temas de interesse dos trabalhadores n\u00e3o deve se confundir necessariamente com os interesses do pa\u00eds. Quem governa, o faz para todos e n\u00e3o para um segmento da sociedade. Os interesses do pa\u00eds n\u00e3o podem ficar subordinados aos interesses de um grupo especifico por mais numeroso que ele seja e por mais legitimas que sejam as suas reivindica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>A oposi\u00e7\u00e3o do PT \u00e0 realiza\u00e7\u00e3o de reforma na previd\u00eancia social \u00e9 exemplar de como os interesses de um partido de origem sindical tentam se sobrepor aos do pa\u00eds como um todo. Tanto o Regime Geral da Previd\u00eancia Social (RGPS) onde se abrigam os trabalhadores celetistas quanto os regimes jur\u00eddicos \u00fanicos (RJU) que abrigam os servidores p\u00fablicos da Uni\u00e3o, Estados e Munic\u00edpios precisam passar por uma profunda reforma. Os d\u00e9ficits nesses sistemas crescem de forma assustadora e caso mudan\u00e7as significativas n\u00e3o sejam realizadas, os referidos sistemas caminhar\u00e3o celeremente para uma ruptura que conduzir\u00e1 o pa\u00eds a elevados custos fiscais, sociais e pol\u00edticos. Medidas duras no presente evitar\u00e3o custos ainda mais altos no futuro. Todavia, o que se observa \u00e9 que os governos do PT e sua base parlamentar t\u00eam enormes resist\u00eancias para reformar a Previd\u00eancia.<\/p>\n<p>Ali\u00e1s, nenhuma grande reforma foi feita pelo PT. As reformas trabalhista e sindical essenciais para modernizar as rela\u00e7\u00f5es capital-trabalho no pa\u00eds est\u00e3o paralisadas no Congresso Nacional e n\u00e3o prosperam por falta de iniciativa do executivo federal, falta de apoio da base parlamentar e por in\u00e9rcia das duas casas do Congresso. At\u00e9 mesmo o direito de greve no servi\u00e7o p\u00fablico n\u00e3o foi regulamentado.<\/p>\n<p>O direito de greve deve ser assegurado a todos. No setor privado tal direito est\u00e1 regulamentado, mas no setor p\u00fablico isso ainda n\u00e3o ocorreu por press\u00e3o da CUT- que congrega muitos sindicatos de servidores p\u00fablicos- e, por extens\u00e3o, do PT por meio de sua bancada no Congresso Nacional. O resultado dessa indefini\u00e7\u00e3o \u00e9 uma serie de paraliza\u00e7\u00f5es intermin\u00e1veis de servidores p\u00fablicos em todos os n\u00edveis de governo: professores, m\u00e9dicos, servidores do INSS, policiais civis e at\u00e9 militares, entre outras categorias. Os sindicatos dos servidores, a despeito das negocia\u00e7\u00f5es continuarem muitas vezes abertas, ignoram a crise fiscal do pa\u00eds, mant\u00eam a paraliza\u00e7\u00e3o por longos per\u00edodos de tempo, causando enormes preju\u00edzos \u00e0 popula\u00e7\u00e3o que depende da provis\u00e3o desses servi\u00e7os. De um lado, a intoler\u00e2ncia das categorias que v\u00eam na tibieza dos governos espa\u00e7o pol\u00edtico para continuarem as paraliza\u00e7\u00f5es. De outro, o imobilismo dos governos que n\u00e3o t\u00eam coragem de cortar o ponto dos servidores quando todas as concess\u00f5es poss\u00edveis em intermin\u00e1veis negocia\u00e7\u00f5es j\u00e1 foram concedidas. Neste caso v\u00ea-se a incapacidade de um governo que det\u00eam nos seus cargos chaves, inclusive o de Ministros de Estado, e em milhares de outros cargos comissionados e fun\u00e7\u00f5es gratificadas, sindicalistas ou ex-sindicalistas de defenderem os interesses da sociedade. Caso exemplar \u00e9 o dos m\u00e9dicos-legistas do INSS em greve desde setembro do ano passado, o que t\u00eam causado in\u00fameros atropelos e inconvenientes \u00e0 popula\u00e7\u00e3o. A conclus\u00e3o inevit\u00e1vel \u00e9 que o governo \u00e9 leniente, tolerante, subordinando os interesses da sociedade aos de uma categoria porque n\u00e3o consegue se confrontar aos sindicatos que comp\u00f5em os denominados movimentos sociais que o apoiam e que d\u00e3o a base de sustenta\u00e7\u00e3o pol\u00edtica ao principal partido no poder.<\/p>\n<p>Por fim, o PT n\u00e3o apoia o programa de ajuste fiscal proposto pelo pr\u00f3prio governo. Vai na contram\u00e3o do que precisa ser feito, insistindo nos mesmo erros que conduziram o pa\u00eds ao atual caos econ\u00f4mico. O argumento \u00e9 preservar empregos quando o pa\u00eds j\u00e1 cortou, em 2015, mais de 1,5 milh\u00f5es de postos de trabalho. Na aus\u00eancia de um programa cr\u00edvel de estabiliza\u00e7\u00e3o macroecon\u00f4mica, de uma agenda de reformas e de iniciativas para retomar o crescimento econ\u00f4mico, o desemprego vai aumentar cada vez mais. E n\u00e3o existe sindicato dos desempregados.<\/p>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Comparto o artigo recebido de Jorge Jatob\u00e1, sobre o papel dos sindicatos nas sociedades democr\u00e1ticas e no Brasil: Em sociedades democr\u00e1ticas e capitalistas ter sindicatos fortes \u00e9 importante para assegurar os direitos dos trabalhadores e garantir que as reivindica\u00e7\u00f5es das categorias sejam levadas \u00e0 mesa de negocia\u00e7\u00e3o. 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