{"id":5402,"date":"2016-03-16T06:57:43","date_gmt":"2016-03-16T09:57:43","guid":{"rendered":"http:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/?p=5402"},"modified":"2016-03-16T06:57:43","modified_gmt":"2016-03-16T09:57:43","slug":"revolucao-no-ensino-medio-e-a-base-nacional-curricular","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/revolucao-no-ensino-medio-e-a-base-nacional-curricular\/","title":{"rendered":"Revolu\u00e7\u00e3o no Ensino M\u00e9dio e a Base Nacional Curricular"},"content":{"rendered":"<div class='__iawmlf-post-loop-links' style='display:none;' data-iawmlf-post-links='[{&quot;id&quot;:247,&quot;href&quot;:&quot;http:\\\/\\\/opiniao.estadao.com.br\\\/noticias\\\/geral,revolucao-no-ensino-medio-e-a-bncc,10000021462&quot;,&quot;archived_href&quot;:&quot;https:\\\/\\\/web-wp.archive.org\\\/web\\\/20220706215636\\\/https:\\\/\\\/opiniao.estadao.com.br\\\/noticias\\\/geral,revolucao-no-ensino-medio-e-a-bncc,10000021462&quot;,&quot;redirect_href&quot;:&quot;https:\\\/\\\/opiniao.estadao.com.br\\\/noticias\\\/geral,revolucao-no-ensino-medio-e-a-bncc,10000021462&quot;,&quot;checks&quot;:[{&quot;date&quot;:&quot;2026-04-19 11:08:48&quot;,&quot;http_code&quot;:200}],&quot;broken&quot;:false,&quot;last_checked&quot;:{&quot;date&quot;:&quot;2026-04-19 11:08:48&quot;,&quot;http_code&quot;:200},&quot;process&quot;:&quot;done&quot;},{&quot;id&quot;:248,&quot;href&quot;:&quot;http:\\\/\\\/www.estadao.com.br\\\/noticias\\\/geral,a-novela-da-base-curricular,10000019867&quot;,&quot;archived_href&quot;:&quot;https:\\\/\\\/web-wp.archive.org\\\/web\\\/20220523145927\\\/https:\\\/\\\/www.estadao.com.br\\\/noticias\\\/geral,a-novela-da-base-curricular,10000019867&quot;,&quot;redirect_href&quot;:&quot;https:\\\/\\\/www.estadao.com.br\\\/noticias\\\/geral,a-novela-da-base-curricular,10000019867&quot;,&quot;checks&quot;:[{&quot;date&quot;:&quot;2026-04-18 06:30:54&quot;,&quot;http_code&quot;:200}],&quot;broken&quot;:false,&quot;last_checked&quot;:{&quot;date&quot;:&quot;2026-04-18 06:30:54&quot;,&quot;http_code&quot;:200},&quot;process&quot;:&quot;done&quot;},{&quot;id&quot;:249,&quot;href&quot;:&quot;http:\\\/\\\/www.ncacinc.com\\\/nsop\\\/academies&quot;,&quot;archived_href&quot;:&quot;https:\\\/\\\/web-wp.archive.org\\\/web\\\/20231123215658\\\/https:\\\/\\\/www.ncacinc.com\\\/nsop\\\/academies&quot;,&quot;redirect_href&quot;:&quot;&quot;,&quot;checks&quot;:[{&quot;date&quot;:&quot;2026-04-15 17:40:14&quot;,&quot;http_code&quot;:206},{&quot;date&quot;:&quot;2026-04-19 18:05:46&quot;,&quot;http_code&quot;:206}],&quot;broken&quot;:false,&quot;last_checked&quot;:{&quot;date&quot;:&quot;2026-04-19 18:05:46&quot;,&quot;http_code&quot;:206},&quot;process&quot;:&quot;done&quot;}]'><\/div>\n<p><em><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright  wp-image-5403\" src=\"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/secundario.jpg\" alt=\"secundario\" width=\"338\" height=\"256\" srcset=\"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/secundario.jpg 620w, https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/secundario-420x318.jpg 420w\" sizes=\"auto, (max-width: 338px) 85vw, 338px\" \/>O Jornal <strong>O Estado de S\u00e3o Paulo<\/strong> publica hoje, 16\/3\/2016, o artigo abaixo, sobre a proposta do Conselho Nacional de Secret\u00e1rios de Educa\u00e7\u00e3o de reforma do\u00a0ensino m\u00e9dio :<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><a href=\"http:\/\/opiniao.estadao.com.br\/noticias\/geral,revolucao-no-ensino-medio-e-a-bncc,10000021462\" target=\"_blank\">Revolu\u00e7\u00e3o no Ensino M\u00e9dio e a Base Nacional Curricular<\/a><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Simon Schwartzman, da Academia Brasileira de Ci\u00eancias, e\u00a0Jo\u00e3o Batista Ara\u00fajo e Oliveira, Presidente do Instituto Alfa e Beto<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Em boa hora, o Conselho Nacional de Secret\u00e1rios de Educa\u00e7\u00e3o decidiu questionar o projeto da Base Nacional Curricular do MEC em rela\u00e7\u00e3o ao ensino m\u00e9dio. As propostas do CONSED representam um avan\u00e7o importante, mas precisam ser aperfei\u00e7oadas.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">O simples fato de o CONSED questionar os fundamentos do Projeto revela que houve falta de um verdadeiro debate, dada a forma com que o MEC vem conduzindo o assunto \u2013 tema colocado em evid\u00eancia no <a href=\"http:\/\/www.estadao.com.br\/noticias\/geral,a-novela-da-base-curricular,10000019867\">Editorial do dia 7 de mar\u00e7o<\/a> publicado no <strong>Estado.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Os principais avan\u00e7os s\u00e3o, primeiro, a proposta de diversificar o ensino m\u00e9dio, permitindo que os estudantes escolham suas \u00e1reas de forma\u00e7\u00e3o. Com isto, a base nacional s\u00f3 ocuparia uma parte do tempo escolar, dando aos estudantes a possibilidade de escolher e se aprofundar em uma \u00e1rea de seu interesse. Segundo, incluir o ensino t\u00e9cnico e profissional como uma das op\u00e7\u00f5es de forma\u00e7\u00e3o, e n\u00e3o, como \u00e9 hoje, cursos adicionais que se somam ao curr\u00edculo tradicional obrigat\u00f3rio. Terceiro, a proposta de mexer no ENEM, que \u00e9 incompat\u00edvel com um ensino m\u00e9dio diversificado. Quarto, tornar obrigat\u00f3rio o ensino ingl\u00eas. Finalmente, o modelo proposto acaba com a tirania das disciplinas obrigat\u00f3rias, que seriam substitu\u00eddas por \u00e1reas de forma\u00e7\u00e3o com mat\u00e9rias opcionais. Um quinto avan\u00e7o \u00e9 propor que o MEC abra m\u00e3o do a\u00e7odamento, estabele\u00e7a prazos bem maiores para o trabalho e fa\u00e7a pouca coisa de cada vez, para aprender no processo e n\u00e3o criar uma rigidez desnecess\u00e1ria e que pode ser dif\u00edcil de reverter.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">O CONSED n\u00e3o foi feliz, no entanto, ao dizer como estes avan\u00e7os devem ser feitos. Ele prop\u00f5e que a parte comum do curr\u00edculo do ensino m\u00e9dio ocupe de metade a dois ter\u00e7os das 2400 horas obrigat\u00f3rias do ensino m\u00e9dio, mas n\u00e3o diz que mat\u00e9rias deveriam constar desta parte obrigat\u00f3ria, nem explica como chegou a esta divis\u00e3o de horas. N\u00e3o resta d\u00favida que todos os estudantes de ensino m\u00e9dio devem continuar estudando e se aprofundando em portugu\u00eas, matem\u00e1tica e ingl\u00eas, e talvez uma parte mais geral de ci\u00eancias sociais, com no\u00e7\u00f5es de economia, direito e sociologia, deixando os outros temas para as \u00e1reas de opcionais de forma\u00e7\u00e3o. Isto dificilmente tomaria mais do que um quarto do curr\u00edculo, sob pena de prejudicar a ideia central de dar tempo aos estudantes para se aprofundar em suas \u00e1reas de interesse.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Nesse aspecto, faltam defini\u00e7\u00f5es preliminares sobre o que \u00e9 opcional e como operacionalizar. A literatura mostra que a op\u00e7\u00e3o \u00e9 importante para o aluno e a pr\u00e1tica mostra que h\u00e1 um limite no que diferentes escolas podem oferecer como op\u00e7\u00e3o. Num pa\u00eds com milhares de munic\u00edpios de pequeno porte a quest\u00e3o precisa ser muito bem pensada para tornar vi\u00e1veis as propostas. Por outro lado, n\u00e3o se justificam curr\u00edculos estaduais e municipais \u2013 desde que as diretrizes gerais sejam bem feitas.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">O CONSED se equivoca quando prop\u00f5e que as \u00e1reas opcionais seriam linguagens, matem\u00e1tica, ci\u00eancias naturais e ci\u00eancias humanas. Linguagens (portugu\u00eas e ingl\u00eas) e matem\u00e1tica devem ser da parte comum, e as op\u00e7\u00f5es de forma\u00e7\u00e3o poderiam ser as ci\u00eancias f\u00edsicas e tecnol\u00f3gicas, ci\u00eancias biol\u00f3gicas, ci\u00eancias sociais (economia, sociologia, direito) que n\u00e3o devem se confundir com as humanidades (literatura, arte, filosofia), e a forma\u00e7\u00e3o profissional e t\u00e9cnica, voltada para a capacita\u00e7\u00e3o profissional. Tamb\u00e9m poderia criar espa\u00e7os para cursos com temas definidos, sem necessariamente desembocar em habilita\u00e7\u00f5es profissionais, como se faz nas <em><a href=\"http:\/\/www.ncacinc.com\/nsop\/academies\" target=\"_blank\">Career Academies<\/a><\/em> dos Estados Unidos.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Isto precisa ser melhor discutido. Uma alternativa, proposta recentemente por Kenneth Baker, ex-secret\u00e1rio de educa\u00e7\u00e3o da Gr\u00e3-Bretanha, \u00e9 de uma \u00e1rea t\u00e9cnica, com forte orienta\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica, de engenharia e computa\u00e7\u00e3o: outra mais acad\u00eamica, que os ingleses chamam de &#8220;liberal arts&#8221;; uma terceira orientada para esportes e as artes criativas; e uma quarta voltada para as carreiras profissionais mais pr\u00e1ticas, combinando forma\u00e7\u00e3o geral com sistemas de aprendizagem no trabalho (Baker, Kenneth. <em>14-18-A New Vision for Secondary Education.<\/em> A&amp;C Black, 2013). O ponto central \u00e9 que os jovens chegam ao ensino m\u00e9dio com diferentes interesses e n\u00edveis diferentes de forma\u00e7\u00e3o, n\u00e3o podem ser todos colocados na camisa de for\u00e7a de um curr\u00edculo \u00fanico, e precisam escolher caminhos, com a liberdade de poder mudar de ideia mais adiante.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Tamb\u00e9m falta um debate e uma participa\u00e7\u00e3o mais efetiva do Sistema S e do setor produtivo, tanto na discuss\u00e3o quanto na viabiliza\u00e7\u00e3o econ\u00f4mico-financeira do ensino m\u00e9dio diversificado. A forma\u00e7\u00e3o profissional exige um <em>ethos<\/em> e uma cultura pr\u00f3prias, e o Brasil disp\u00f5e de uma base invej\u00e1vel de institui\u00e7\u00f5es que poderiam fazer isso de maneira muito mais eficaz e eficiente do que as Secretarias de Educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Mexer no formato do ensino m\u00e9dio exige tamb\u00e9m mexer no ENEM, que precisaria ser dividido em uma parte geral, de portugu\u00eas, matem\u00e1tica e ingl\u00eas, e exames separados de ci\u00eancias f\u00edsicas e tecnol\u00f3gicas, ci\u00eancias biol\u00f3gicas, sociais e humanidades. Preocupado com a falta de avalia\u00e7\u00f5es por escola para o ensino m\u00e9dio, o CONSED prop\u00f5e que o ENEM se torne obrigat\u00f3rio para todos os alunos, mas uma prova geral deste tipo, censit\u00e1ria, \u00e9 incompat\u00edvel com um exame de sele\u00e7\u00e3o para as universidades, como \u00e9 o ENEM atual.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Tudo isso precisaria ser bem analisado e debatido, a partir de premissas claras e da an\u00e1lise das implica\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas para implementar uma reforma dessa natureza. A reforma \u00e9 necess\u00e1ria e fact\u00edvel, pois \u00e9 assim que funciona nos pa\u00edses desenvolvidos. Mas ainda \u00e9 muito cedo para cristalizar propostas em projetos de lei \u2013 mais prudente seria estimular as redes estaduais a criarem novas formas de ensino m\u00e9dio dentro de um novo marco, e aprender a partir da experi\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">O CONSED prop\u00f5e uma grande revolu\u00e7\u00e3o, que \u00e9 necess\u00e1ria, mas n\u00e3o pode ser feita de afogadilho.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Jornal O Estado de S\u00e3o Paulo publica hoje, 16\/3\/2016, o artigo abaixo, sobre a proposta do Conselho Nacional de Secret\u00e1rios de Educa\u00e7\u00e3o de reforma do\u00a0ensino m\u00e9dio : Revolu\u00e7\u00e3o no Ensino M\u00e9dio e a Base Nacional Curricular Simon Schwartzman, da Academia Brasileira de Ci\u00eancias, e\u00a0Jo\u00e3o Batista Ara\u00fajo e Oliveira, Presidente do Instituto Alfa e Beto &hellip; <a href=\"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/revolucao-no-ensino-medio-e-a-base-nacional-curricular\/\" class=\"more-link\">Continue reading<span class=\"screen-reader-text\"> &#8220;Revolu\u00e7\u00e3o no Ensino M\u00e9dio e a Base Nacional Curricular&#8221;<\/span><\/a><!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on get_the_excerpt --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on get_the_excerpt --><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_crdt_document":"","footnotes":""},"categories":[22],"tags":[],"class_list":["post-5402","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-educacao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5402","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5402"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5402\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5405,"href":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5402\/revisions\/5405"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5402"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5402"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5402"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}