{"id":5772,"date":"2017-09-04T19:57:29","date_gmt":"2017-09-04T22:57:29","guid":{"rendered":"http:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/?p=5772"},"modified":"2017-09-04T19:57:29","modified_gmt":"2017-09-04T22:57:29","slug":"o-novo-ensino-medio-o-dificil-caminho-a-frente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/o-novo-ensino-medio-o-dificil-caminho-a-frente\/","title":{"rendered":"O novo ensino m\u00e9dio: o dif\u00edcil caminho \u00e0 frente"},"content":{"rendered":"<p>Estou abrindo para coment\u00e1rios um texto ainda preliminar sobre as perspectivas do novo ensino m\u00e9dio brasileiro, <a href=\"https:\/\/archive.org\/details\/novomedio\">que est\u00e1 dispon\u00edvel aqui.<\/a><\/p>\n<p>O ensino m\u00e9dio brasileiro foi redefinido pela lei 13.415, de 16 de fevereiro de 2017, que teve origem na Medida Provis\u00f3ria 746 de setembro do ano anterior, e tem como pontos principais a diversifica\u00e7\u00e3o do curr\u00edculo escolar, que inclui o ensino t\u00e9cnico como uma das op\u00e7\u00f5es de forma\u00e7\u00e3o, e o financiamento ao ensino m\u00e9dio de tempo integral. A inten\u00e7\u00e3o foi tentar resolver, ou pelo menos atenuar, os graves problemas do ensino m\u00e9dio brasileiro, caracterizado pelas altas taxas de abandono e um curr\u00edculo \u00fanico pretencioso, superficial e invi\u00e1vel, e totalmente orientado para a prepara\u00e7\u00e3o para o Exame Nacional do Ensino M\u00e9dio, estreita porta de acesso ao ensino superior p\u00fablico. A expectativa \u00e9 que, no novo formato, os estudantes possam escolher suas \u00e1reas de forma\u00e7\u00e3o, e que a prepara\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica deixe de ser uma atividade complementar e se integre de forma mais plena \u00e0 educa\u00e7\u00e3o m\u00e9dia.<\/p>\n<p>A revis\u00e3o de alguns dos pontos principais da nova lei do ensino m\u00e9dio n\u00e3o nos transmite muito otimismo sobre o sucesso de sua implementa\u00e7\u00e3o. As grandes vantagens da lei, que persistem, s\u00e3o a maior flexibilidade que as redes escolares ter\u00e3o de organizar seus curr\u00edculos, a possibilidade de os alunos participarem no planejamento de seus itiner\u00e1rios formativos, e a inclus\u00e3o do ensino t\u00e9cnico e profissional dentro do ensino m\u00e9dio. Mas se trata ainda de uma lei t\u00edmida, amb\u00edgua, que mant\u00e9m muitas das preconcep\u00e7\u00f5es e preconceitos do sistema anterior, e n\u00e3o abre espa\u00e7o suficientemente amplo e bem concebido para a diferencia\u00e7\u00e3o proposta. As quest\u00f5es mais fundamentais dos curr\u00edculos foram transferidas para as Base Nacional Curricular Comum que dever\u00e1 ser sancionada pelo Conselho Nacional de Educa\u00e7\u00e3o, cuja tradi\u00e7\u00e3o at\u00e9 aqui tem sido contr\u00e1ria a um sistema diferenciado. E o governo nada disse sobre a necessidade de alterar o ENEM para se adaptar ao novo sistema.<\/p>\n<p>Em todas partes do mundo, o ensino m\u00e9dio \u00e9 complexo, com diferentes trajet\u00f3rias, diplomas e certificados, no esfor\u00e7o de atender \u00e0s grandes diferen\u00e7as dos estudantes e das demandas de qualifica\u00e7\u00f5es do mercado de trabalho e do ensino superior. A atual lei brasileira abre uma janela para que o ensino m\u00e9dio melhore e crie mais e melhores oportunidades para a popula\u00e7\u00e3o estudantil, que precisa ser melhor entendida e ampliada.<\/p>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estou abrindo para coment\u00e1rios um texto ainda preliminar sobre as perspectivas do novo ensino m\u00e9dio brasileiro, que est\u00e1 dispon\u00edvel aqui. 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