{"id":5776,"date":"2017-09-06T14:48:54","date_gmt":"2017-09-06T17:48:54","guid":{"rendered":"http:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/?p=5776"},"modified":"2017-09-06T14:49:52","modified_gmt":"2017-09-06T17:49:52","slug":"renato-pedrosa-o-brasil-no-ranking-universitario-the-2017-2018","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/renato-pedrosa-o-brasil-no-ranking-universitario-the-2017-2018\/","title":{"rendered":"Renato Pedrosa: O Brasil no ranking universit\u00e1rio THE 2017-2018"},"content":{"rendered":"<p><em>Escreve Renato H. Pedrosa, do Laborat\u00f3rio de Estudos em Educa\u00e7\u00e3o Superior DPCT\/IG da Unicamp:<\/em><\/p>\n<p>Os resultados do ranking mundial de universidades THE 2017-18, publicados no dia 5\/9, receberam aten\u00e7\u00e3o da m\u00eddia, que enfatizou o fato de que o n\u00famero de institui\u00e7\u00f5es brasileiras entre as 1000 melhores do mundo caiu de 27 para 21, em rela\u00e7\u00e3o ao ranking do ano anterior. Apesar de ser um ponto importante, h\u00e1 outros aspectos da participa\u00e7\u00e3o brasileira que merecem coment\u00e1rio.<\/p>\n<p>Primeiramente, o ranking anterior (THE 2016-2017) listava 981 institui\u00e7\u00f5es, o corrente inclui 1.102. O n\u00famero total de universidades brasileiras subiu de 27 para 32, um aumento de participa\u00e7\u00e3o de 2,8% para 3,0% do total.<\/p>\n<p>Como compara\u00e7\u00e3o, o n\u00famero de universidades chinesas passou de 52 para 63 (de 5,3% para 5,7% do total), e o n\u00famero delas entre as 1000 primeiras passou de 52 para 60, indicando que o sistema chin\u00eas ampliou sua competitividade, enquanto o do Brasil o perdeu, por esse crit\u00e9rio. Olhando o grupo das 500 primeiras classificadas, o Brasil passou de duas (USP e Unicamp) para tr\u00eas universidades (Unifesp a mais). A China, em compara\u00e7\u00e3o, tem 22 universidades nesse grupo (eram 21 no ano anterior). Mas o maior contraste est\u00e1 no grupo de elite, as 200 primeiras. Ali, o Brasil n\u00e3o tem nenhuma institui\u00e7\u00e3o, a China coloca sete, sendo duas entre as 50 primeiras (U. Peking, 27a, e U. Tsinghua, 30a). A Coreia do Sul, outro pa\u00eds asi\u00e1tico, tinha 25 universidades no ano passado e agora inclui 27. Entretanto, coloca quatro entre as top200 e duas entre as 100 primeiras. Entre as 500 primeiras, s\u00e3o 11 universidades, nos dois \u00faltimos rankings, mostrando um desempenho muito superior ao do Brasil.<\/p>\n<p>Observando o grupo brasileiro em mais detalhes, destacam-se a ascens\u00e3o da Unifesp, que subiu de faixa, da 601-800 para a 501-600, com escore final passando de 27,5 para 30,9; a queda da UFPr, do grupo 601-800 para o 1000+, com queda no escore final de 19,0 para 12,6 pontos; e a elimina\u00e7\u00e3o da UFBa (que estava no grupo &gt;800 com escore 13,1). Como \u00e9 imposs\u00edvel que uma institui\u00e7\u00e3o apresente varia\u00e7\u00f5es reais muito significativas entre dois anos, parte das varia\u00e7\u00f5es se deve a mudan\u00e7as na forma como as universidades passam as informa\u00e7\u00f5es para os \u00f3rg\u00e3os que desenvolvem os rankings. Esse deve ser o caso da UFPr e da UFBa.<\/p>\n<p>Hoje, na China, na Coreia do Sul e mesmo em pa\u00edses europeus nos EUA, h\u00e1 \u00f3rg\u00e3os internos nas universidades cuja finalidade \u00e9 coletar, organizar e transferir informa\u00e7\u00f5es para \u00f3rg\u00e3os de governo e outros, como os que publicam os rankings. Isso ainda \u00e9 incipiente no Brasil, mas os dados desses dois \u00faltimos anos do THE mostram que, com poucas exce\u00e7\u00f5es, todas as universidades melhoraram seus escores finais, algumas significativamente, al\u00e9m da Unifesp: Unesp (+3,4), UFSCar (+3,4), UFABC (+2,9), UEL (+2,8), UFCe (+2,7), UFPe (+2,6) e UFOP (+2,5). As que apresentaram queda no escore final foram: USP (-0,8), UERJ (-1,7), UFLavras (-2,4) e a UFPr (-6,4) (veja a tabela geral com escores nos dois anos, classifica\u00e7\u00f5es no ranking e no grupo, e varia\u00e7\u00e3o entre escores).<\/p>\n<p><em><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-5777 aligncenter\" src=\"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/ranking-744x830.png\" alt=\"\" width=\"618\" height=\"689\" srcset=\"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/ranking-744x830.png 744w, https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/ranking-420x468.png 420w, https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/ranking-768x856.png 768w, https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/ranking.png 1085w\" sizes=\"auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px\" \/><\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Um coment\u00e1rio final: muitos questionaram como a Unicamp poderia ter sido a primeira colocada no ranking THE Latin America e agora aprece atr\u00e1s da USP no ranking mundial. A resposta est\u00e1 em como os indicadores est\u00e3o constru\u00eddos. Tanto os de ensino quando os de pesquisa levam em conta pesquisas de reputa\u00e7\u00e3o, sendo que, no caso do THE LaTam, os pesquisados s\u00e3o pessoas da AL. No caso do THE internacional, s\u00e3o pessoas de todo mundo. A USP seria mais reconhecida no contexto mais amplo do que no contexto restrito, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Unicamp, resultando na invers\u00e3o da classifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Escreve Renato H. 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