{"id":5950,"date":"2018-04-09T06:12:47","date_gmt":"2018-04-09T09:12:47","guid":{"rendered":"http:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/?p=5950"},"modified":"2018-04-09T16:33:43","modified_gmt":"2018-04-09T19:33:43","slug":"a-base-nacional-curricular-e-a-reforma-do-ensino-medio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/a-base-nacional-curricular-e-a-reforma-do-ensino-medio\/","title":{"rendered":"A Base Nacional Curricular e a Reforma do Ensino M\u00e9dio"},"content":{"rendered":"<p><script type='application\/json' class='__iawmlf-post-loop-links'>[{\"id\":220,\"href\":\"http:\\\/\\\/opiniao.estadao.com.br\\\/noticias\\\/geral,base-nacional-curricular-e-reforma-do-ensino-medio,70002260003\",\"archived_href\":\"https:\\\/\\\/web-wp.archive.org\\\/web\\\/20220527003608\\\/https:\\\/\\\/opiniao.estadao.com.br\\\/noticias\\\/geral,base-nacional-curricular-e-reforma-do-ensino-medio,70002260003\",\"redirect_href\":\"https:\\\/\\\/opiniao.estadao.com.br\\\/noticias\\\/geral,base-nacional-curricular-e-reforma-do-ensino-medio,70002260003\",\"checks\":[{\"date\":\"2026-04-18 06:09:29\",\"http_code\":200},{\"date\":\"2026-04-22 01:52:16\",\"http_code\":200},{\"date\":\"2026-04-28 06:56:46\",\"http_code\":200},{\"date\":\"2026-05-02 06:26:43\",\"http_code\":200},{\"date\":\"2026-05-05 14:54:39\",\"http_code\":200},{\"date\":\"2026-05-09 17:51:30\",\"http_code\":200},{\"date\":\"2026-05-13 05:49:13\",\"http_code\":200},{\"date\":\"2026-05-17 22:42:09\",\"http_code\":200}],\"broken\":false,\"last_checked\":{\"date\":\"2026-05-17 22:42:09\",\"http_code\":200},\"process\":\"done\"}]<\/script><em><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright wp-image-5951\" src=\"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/column-420x420.jpg\" alt=\"\" width=\"366\" height=\"366\" srcset=\"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/column-420x420.jpg 420w, https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/column-744x744.jpg 744w, https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/column-768x768.jpg 768w, https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/column-1200x1200.jpg 1200w, https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/column.jpg 1300w\" sizes=\"auto, (max-width: 366px) 85vw, 366px\" \/>Esta \u00e9 a vers\u00e3o completa de meu coment\u00e1rio sobre a proposta da Base Nacional Curricular do Ensino M\u00e9dio, <a href=\"http:\/\/opiniao.estadao.com.br\/noticias\/geral,base-nacional-curricular-e-reforma-do-ensino-medio,70002260003\">publicado de forma resumida no jornal \u00a0O Estado de S\u00e3o Paulo em 9\/4\/2018<\/a><\/em><\/p>\n<p><strong>A Base Nacional Curricular e a Reforma do Ensino M\u00e9dio<\/strong><\/p>\n<p>Depois de meses de expectativa, o Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o revelou sua proposta para a Base Curricular do Ensino M\u00e9dio, que deveria indicar como a reforma do ensino m\u00e9dio aprovada em fevereiro de 2017 deve ser implementada. \u00c9 um documento de 150 p\u00e1ginas, ainda por ser revisto pelo Conselho Nacional de Educa\u00e7\u00e3o, que, ao mesmo tempo, est\u00e1 elaborando suas pr\u00f3prias \u201cdiretrizes curriculares\u201d para o ensino m\u00e9dio. Tudo isto deve convergir, em algum momento, no gabinete do Ministro da Educa\u00e7\u00e3o, que pode ou n\u00e3o homologar os trabalhos e transform\u00e1-los em pol\u00edtica governamental.<\/p>\n<p>O que pensar deste documento, e do que ele promete para a melhoria do ensino m\u00e9dio brasileiro? Creio que \u00e9 poss\u00edvel discutir isto em dois n\u00edveis, o da concep\u00e7\u00e3o geral e o do conte\u00fado em si do documento.<\/p>\n<p>Quanto \u00e0 concep\u00e7\u00e3o geral, a proposta pode frustrar ainda mais as boas inten\u00e7\u00f5es que estavam contidas, pelo menos em parte, no projeto inicial da reforma do ensino m\u00e9dio. A inten\u00e7\u00e3o era sair da camisa de for\u00e7a de um curr\u00edculo acad\u00eamico, tradicional, pesado e \u00fanico, que n\u00e3o abria espa\u00e7o para itiner\u00e1rios formativos distintos, de natureza acad\u00eamica ou profissional, e substitui-lo por um programa enxuto, com um n\u00facleo central de forma\u00e7\u00e3o b\u00e1sica, sobretudo de linguagem e racioc\u00ednio matem\u00e1tico, e um leque de alternativas claras de aprofundamento, sejam mais acad\u00eamicas, com op\u00e7\u00f5es nas \u00e1reas das ci\u00eancias naturais ou sociais, ou vocacionais, com um leque mais amplo de op\u00e7\u00f5es. O pressuposto era n\u00e3o s\u00f3 que o curr\u00edculo tradicional era inexequ\u00edvel, como que os estudantes chegam ao ensino m\u00e9dio com interesses e forma\u00e7\u00e3o muito distintas, e \u00e9 necess\u00e1rio oferecer op\u00e7\u00f5es de forma\u00e7\u00e3o e aperfei\u00e7oamento apropriadas a diferentes perfis.<\/p>\n<p>A proposta provocou a oposi\u00e7\u00e3o de todos que temiam que suas mat\u00e9rias de prefer\u00eancia ficassem de fora ou perdessem import\u00e2ncia, e conseguiram que a parte comum passasse a ocupar a maior parte do tempo escolar \u2013 at\u00e9 1.800 horas em tr\u00eas anos, ou 60% das tr\u00eas mil horas que todo o ensino m\u00e9dio deveria durar ao longo de tr\u00eas anos a partir de 2017, o que est\u00e1 ainda longe de se efetivar. Nesta parte comum inchada voltaram os temas cujos defensores se sentiam amea\u00e7ados\u2013 educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica, sociologia, filosofia, arte, entre outros \u2013 e ficaram de fora temas como a economia, o direito e as tecnologias propriamente ditas.<\/p>\n<p>Todas as \u00a0150 p\u00e1ginas do documento do Minist\u00e9rio foram dedicadas a elaborar o que seria esta parte comum inchada, e nada foi feito no sentido de especificar quais seriam os conte\u00fados b\u00e1sicos dos itiner\u00e1rios formativos, deixados para ser implementados a crit\u00e9rio de cada escola ou rede escolar. O Minist\u00e9rio tamb\u00e9m decidiu n\u00e3o fazer nada no sentido de substituir o atual ENEM, que for\u00e7a todos os alunos a se preparar para um exame \u00fanico, por um conjunto limitado de op\u00e7\u00f5es, sem as quais a diferencia\u00e7\u00e3o n\u00e3o tem como se dar. Em resumo, o documento confirma que o Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u201ccomprou\u201d de fato a ideia da diversifica\u00e7\u00e3o, que fica assim postergada at\u00e9 que um novo governo, quem sabe, decida aproveitar os espa\u00e7os criados pela nova legisla\u00e7\u00e3o, ou encaminhar uma nova, para de fato avan\u00e7ar.<\/p>\n<p>E o que dizer do documento em si? \u00c9 um texto prolixo, carregado de frases aparentemente eruditas mas frequentemente ret\u00f3ricas e muitas vezes equivocadas. Ele procura definir os marcos a partir do qual cada rede ou escola possa estabelecer seus pr\u00f3prios curr\u00edculos, mas isto \u00e9 feito atrav\u00e9s de listas extremamente detalhadas de boas inten\u00e7\u00f5es que, me parece, ou n\u00e3o servem para nada, ou podem se transformar em pesadelos se o Minist\u00e9rio pretender um dia verificar se est\u00e3o sendo de fato implementadas. O documento procura fugir, de prop\u00f3sito, da organiza\u00e7\u00e3o do conhecimento em disciplinas e linhas de pesquisa e estudo, que \u00e9 a forma em que o conhecimento se d\u00e1 e \u00e9 transmitido na pr\u00e1tica, e procura substitui-los por uma linguagem formal e abstrata de \u201ccompet\u00eancias\u201d e \u201chabilidades\u201d que pode ser \u00fatil em processos muito espec\u00edficos de treinamento para atividades pr\u00e1ticas, mas \u00e9 muito question\u00e1vel quando se pretende aplic\u00e1-la a processos formativos mais amplos.<\/p>\n<p>Para dar um exemplo, na \u00e1rea de \u201clinguagem e suas tecnologias\u201d, que, no entendimento peculiar do MEC, \u00e9 uma \u201c\u00e1rea de conhecimento\u201d que inclui portugu\u00eas, ingl\u00eas, dan\u00e7a e educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica (?!), uma das sete \u201ccompet\u00eancias espec\u00edficas\u201d a ser desenvolvidas \u00e9 \u201ccompreender o funcionamento das diferentes linguagens e pr\u00e1ticas (art\u00edsticas, corporais e verbais) e mobilizar esses conhecimentos na recep\u00e7\u00e3o e produ\u00e7\u00e3o de discursos nos diferentes campos de atua\u00e7\u00e3o social e nas diversas m\u00eddias, para ampliar as formas de participa\u00e7\u00e3o social, o entendimento e as possibilidades de explica\u00e7\u00e3o e interpreta\u00e7\u00e3o cr\u00edtica da realidade e para continuar aprendendo\u201d. Estas sete compet\u00eancias espec\u00edficas s\u00e3o detalhadas em 25 \u201chabilidades\u201d, a primeira das quais \u00e9 \u201ccompreender e analisar processos de produ\u00e7\u00e3o e circula\u00e7\u00e3o de discursos, nas diferentes linguagens, para fazer escolhas fundamentadas em fun\u00e7\u00e3o de interesses pessoais e coletivos\u201d. Na parte espec\u00edfica da l\u00edngua portuguesa, s\u00e3o especificadas mais 53 \u201chabilidades\u201d em cinco diferentes \u201ccampos\u201d, uma das quais \u00e9 \u201canalisar rela\u00e7\u00f5es de intertextualidade e interdiscursividade que permitam a explicita\u00e7\u00e3o de rela\u00e7\u00f5es dial\u00f3gicas, a identifica\u00e7\u00e3o de posicionamentos ou de perspectivas, a compreens\u00e3o de par\u00f3dias e estiliza\u00e7\u00f5es, entre outras possibilidades\u201d.<\/p>\n<p>Na \u00e1rea de \u201cCi\u00eancias Humanas e Sociais Aplicadas\u201d, que na concep\u00e7\u00e3o do MEC inclui filosofia, geografia, hist\u00f3ria e sociologia (mas n\u00e3o economia, direito, ci\u00eancia pol\u00edtica, antropologia, lingu\u00edstica ou administra\u00e7\u00e3o) a primeira das compet\u00eancias \u00e9 &#8220;analisar processos pol\u00edticos, econ\u00f4micos, sociais, ambientais e culturais nos \u00e2mbitos local, regional, nacional e mundial em diferentes tempos, a partir de procedimentos epistemol\u00f3gicos e cient\u00edficos, de modo a compreender e posicionar-se criticamente com rela\u00e7\u00e3o a esses processos e \u00e0s poss\u00edveis rela\u00e7\u00f5es entre eles\u201d; e, para fazer isto, a primeira das habilidades seria \u201canalisar e comparar diferentes fontes e narrativas expressas em diversas linguagens, com vistas \u00e0 compreens\u00e3o e \u00e0 cr\u00edtica de ideias filos\u00f3ficas e processos e eventos hist\u00f3ricos, geogr\u00e1ficos, pol\u00edticos, econ\u00f4micos, sociais, ambientais e culturais\u201d. . .<\/p>\n<p>Na matem\u00e1tica, que teve a sorte de ser preservada como uma disciplina em separado, a listagem de habilidades e compet\u00eancias faz mais sentido, como por exemplo, a habilidade de \u201cresolver e elaborar problemas do cotidiano, da Matem\u00e1tica e de outras \u00e1reas do conhecimento, que envolvem equa\u00e7\u00f5es lineares simult\u00e2neas, usando t\u00e9cnicas alg\u00e9bricas e gr\u00e1ficas, incluindo ou n\u00e3o tecnologias digitais\u201d, associada \u00e0 compet\u00eancia de \u201cinvestigar rela\u00e7\u00f5es entre n\u00fameros expressos em tabelas para represent\u00e1-los no plano cartesiano, identificando padr\u00f5es e criando conjecturas para generalizar e expressar algebricamente essa generaliza\u00e7\u00e3o, reconhecendo quando essa representa\u00e7\u00e3o \u00e9 de fun\u00e7\u00e3o polinomial de 1\u00ba grau\u201d. O problema principal, nesta \u00e1rea, \u00e9 definir quanta e qual matem\u00e1tica os estudantes que estejam se preparando para cursos superiores nas engenharias, ci\u00eancias sociais, na literatura ou em cursos profissionais como auxiliar de enfermagem ou processamento de dados, precisariam e teriam condi\u00e7\u00f5es de aprender.<\/p>\n<p>Na \u00e1rea das ci\u00eancias naturais as coisas se complicam novamente, porque, apesar do que o MEC diga, n\u00e3o existe uma \u201c\u00e1rea de conhecimento\u201d denominada \u201cCi\u00eancias da Natureza e Suas Tecnologias\u201d e sim diferentes ci\u00eancias como f\u00edsica, qu\u00edmica, fisiologia, bioqu\u00edmica, gen\u00e9tica, etc., e tecnologias como rob\u00f3tica, mec\u00e2nica, computa\u00e7\u00e3o, engenharia gen\u00e9tica e tantas outras. A segunda das habilidades propostas para esta \u00e1rea \u00e9 \u201cconstruir e utilizar interpreta\u00e7\u00f5es sobre a din\u00e2mica da Vida, da Terra e do Cosmos para elaborar argumentos, realizar previs\u00f5es sobre o funcionamento e a evolu\u00e7\u00e3o dos seres vivos e do Universo, e fundamentar decis\u00f5es \u00e9ticas e respons\u00e1veis\u201d, que pode incluir as teorias de Hawking sobre a origem do universo, as teorias evolucionistas de Darwin e as teorias criacionistas mais radicais; e com o problema adicional de pretender usar estas teorias para \u201cfundamentar decis\u00f5es \u00e9ticas e respons\u00e1veis\u201d, o que talvez pudesse ser tratado no campo da filosofia normativa, mas n\u00e3o, seguramente, no campo das ci\u00eancias naturais enquanto tais. Uma das compet\u00eancias associadas a esta habilidade seria a capacidade de \u201canalisar e utilizar modelos cient\u00edficos, propostos em diferentes \u00e9pocas e culturas para avaliar distintas explica\u00e7\u00f5es sobre o surgimento e a evolu\u00e7\u00e3o da Vida, da Terra e do Universo\u201d, dif\u00edcil de ser adquirida sem um bom doutorado em hist\u00f3ria e filosofia das ci\u00eancias.<\/p>\n<p>Eu acredito que escreva razoavelmente e conhe\u00e7a relativamente bem minhas \u00e1reas de forma\u00e7\u00e3o em ci\u00eancias sociais, nas nunca teria chegado aonde cheguei se tivesse que passar pelo ensino das 53 habilidades em portugu\u00eas e as outras dezenas de habilidades em matem\u00e1tica, ci\u00eancias naturais e ci\u00eancias sociais. N\u00e3o \u00e9 assim que as pessoas se formam.<\/p>\n<p>O que deve acontecer com este documento? \u00c9 improv\u00e1vel que o Conselho Nacional de Educa\u00e7\u00e3o venha a melhor\u00e1-lo. Como, ao lado da elabora\u00e7\u00e3o bizantina de habilidades e compet\u00eancias, os curr\u00edculos ficaram a cargo das escolas e redes, o mais prov\u00e1vel \u00e9 que ele venha a ser ignorado. Com a nova lei e estas bases curriculares, o ensino m\u00e9dio ficou mais amorfo, o que pode ser aproveitado pelas escolas e redes para criar suas pr\u00f3prias alternativas, n\u00e3o fosse o fantasma do ENEM no final do t\u00fanel, fechando o caminho para todos exceto os privilegiados das escolas privadas e p\u00fablicas de elite que conseguem preparar seus estudantes para o para\u00edso do ensino superior de mais qualidade.<\/p>\n<p>Para os demais, nada muda.<\/p>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Esta \u00e9 a vers\u00e3o completa de meu coment\u00e1rio sobre a proposta da Base Nacional Curricular do Ensino M\u00e9dio, publicado de forma resumida no jornal \u00a0O Estado de S\u00e3o Paulo em 9\/4\/2018 A Base Nacional Curricular e a Reforma do Ensino M\u00e9dio Depois de meses de expectativa, o Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o revelou sua proposta para a &hellip; <a href=\"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/a-base-nacional-curricular-e-a-reforma-do-ensino-medio\/\" class=\"more-link\">Continue reading<span class=\"screen-reader-text\"> &#8220;A Base Nacional Curricular e a Reforma do Ensino M\u00e9dio&#8221;<\/span><\/a><!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on get_the_excerpt --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on get_the_excerpt --><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[52],"tags":[],"class_list":["post-5950","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-educacao-media"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5950","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5950"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5950\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5957,"href":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5950\/revisions\/5957"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5950"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5950"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5950"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}