{"id":6210,"date":"2019-01-23T08:36:13","date_gmt":"2019-01-23T11:36:13","guid":{"rendered":"http:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/?p=6210"},"modified":"2019-01-23T09:16:21","modified_gmt":"2019-01-23T12:16:21","slug":"a-avaliacao-do-ensino-superior","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/a-avaliacao-do-ensino-superior\/","title":{"rendered":"A avalia\u00e7\u00e3o do ensino superior"},"content":{"rendered":"<div class='__iawmlf-post-loop-links' style='display:none;' data-iawmlf-post-links='[{&quot;id&quot;:201,&quot;href&quot;:&quot;https:\\\/\\\/opiniao.estadao.com.br\\\/noticias\\\/notas-e-informacoes,a-avaliacao-do-ensino-superior,70002690307&quot;,&quot;archived_href&quot;:&quot;https:\\\/\\\/web-wp.archive.org\\\/web\\\/20220529105230\\\/https:\\\/\\\/opiniao.estadao.com.br\\\/noticias\\\/notas-e-informacoes,a-avaliacao-do-ensino-superior,70002690307&quot;,&quot;redirect_href&quot;:&quot;&quot;,&quot;checks&quot;:[{&quot;date&quot;:&quot;2026-04-15 16:29:14&quot;,&quot;http_code&quot;:200},{&quot;date&quot;:&quot;2026-04-19 17:50:11&quot;,&quot;http_code&quot;:200},{&quot;date&quot;:&quot;2026-04-25 02:37:40&quot;,&quot;http_code&quot;:200},{&quot;date&quot;:&quot;2026-04-28 18:32:21&quot;,&quot;http_code&quot;:200}],&quot;broken&quot;:false,&quot;last_checked&quot;:{&quot;date&quot;:&quot;2026-04-28 18:32:21&quot;,&quot;http_code&quot;:200},&quot;process&quot;:&quot;done&quot;}]'><\/div>\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/opiniao.estadao.com.br\/noticias\/notas-e-informacoes,a-avaliacao-do-ensino-superior,70002690307\">Opini\u00e3o publicada pelo jornal <em> O Estado de S\u00e3o Paulo <\/em>em 23\/1\/2019, na se\u00e7\u00e3o<em> Notas e Informa\u00e7\u00f5es<\/em>.<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na mesma semana em que o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) divulgou o \u00cdndice Geral de Cursos (IGC) de 2017, um indicador da qualidade das universidades, faculdades e centros universit\u00e1rios, a Organiza\u00e7\u00e3o para Coopera\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento Econ\u00f4mico (OCDE) apresentou um estudo \u2013 elaborado a pedido do Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o (MEC) \u2013 no qual questiona um dos pilares do Sistema Nacional de Avalia\u00e7\u00e3o da Educa\u00e7\u00e3o Superior (Sinaes).\u00a0<em>[O estudo da OECD n\u00e3o critica somente o Enade, para tamb\u00e9m o pr\u00f3prio IGC e o conceito de cursos, pela forma em que s\u00e3o calculados &#8211; SS]<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Trata-se do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade), que \u00e9 aplicado aos formandos dos cursos de gradua\u00e7\u00e3o. Esses cursos s\u00e3o avaliados a cada tr\u00eas anos. Segundo a avalia\u00e7\u00e3o divulgada pelo Inep, das 2.066 institui\u00e7\u00f5es de ensino superior avaliadas em 2017, apenas 35 \u2013 o equivalente a 1,6% do total \u2013 obtiveram a nota m\u00e1xima, numa escala de 1 a 5. E 278 institui\u00e7\u00f5es receberam notas 1 e 2, ficando abaixo do limite de qualidade estabelecido pelo Sinaes.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As \u00e1reas dos cursos de bacharelado, licenciatura e tecnologia avaliadas pelo Enade, no ano passado, foram letras, matem\u00e1tica, qu\u00edmica, f\u00edsica, ci\u00eancias sociais, geografia, hist\u00f3ria, arquitetura, urbanismo, pedagogia, educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica, ci\u00eancias da computa\u00e7\u00e3o, ci\u00eancias biol\u00f3gicas, sistemas de informa\u00e7\u00e3o e as engenharias. Nessas \u00e1reas tamb\u00e9m est\u00e3o inclu\u00eddos cursos de licenciatura de desenvolvimento de sistemas, gest\u00e3o de produ\u00e7\u00e3o industrial e tecnologia de informa\u00e7\u00e3o. Comparada com a \u00faltima avalia\u00e7\u00e3o de todas essas \u00e1reas, feita em 2014, a porcentagem de cursos classificados como insuficientes caiu, o que \u00e9 uma boa not\u00edcia. [<em>Na verdade n\u00e3o se sabe se caiu ou n\u00e3o, porque os dados n\u00e3o s\u00e3o compar\u00e1veis de um ano a outro, nem entre cursos diferentes &#8211; SS]<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A not\u00edcia ruim foram as cr\u00edticas ao Enade feitas pela OCDE. Segundo a entidade, as provas do Enade t\u00eam falhas gritantes em sua concep\u00e7\u00e3o, cobrando habilidades excessivamente gen\u00e9ricas dos estudantes. Al\u00e9m disso, s\u00e3o caras, tendo custado R$ 118 milh\u00f5es em 2017. O estudo da OCDE revela ainda que, por causa das falhas na elabora\u00e7\u00e3o dos quesitos cobrados dos estudantes, os resultados das provas n\u00e3o podem ser comparados com as edi\u00e7\u00f5es anteriores do Enade. Assim, em decorr\u00eancia desse problema, \u00e9 imposs\u00edvel saber se o n\u00edvel de qualidade de um curso de gradua\u00e7\u00e3o melhorou ou caiu ao longo dos anos. \u201cAtualmente, os resultados do Enade s\u00e3o usados como base para decis\u00f5es regulat\u00f3rias (<em>como a renova\u00e7\u00e3o do credenciamento de um curso de gradua\u00e7\u00e3o<\/em>), mas n\u00e3o s\u00e3o usados pelas institui\u00e7\u00f5es de ensino e por professores para identificar o que precisam para melhorar em termos de qualidade de seus cursos\u201d, conclui o relat\u00f3rio.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com base nesse diagn\u00f3stico, a OCDE prop\u00f4s ao MEC uma \u201cprofunda reflex\u00e3o\u201d sobre a continuidade ou n\u00e3o do Enade. E tamb\u00e9m sugeriu a cria\u00e7\u00e3o de fontes de informa\u00e7\u00e3o novas e mais confi\u00e1veis, que ajudem os docentes e suas institui\u00e7\u00f5es a aperfei\u00e7oarem seus respectivos cursos. Apesar de ter contratado o estudo, o MEC n\u00e3o se posicionou oficialmente sobre suas conclus\u00f5es. Mas, nos meios universit\u00e1rios, v\u00e1rios especialistas n\u00e3o apenas consideraram procedentes as cr\u00edticas e as sugest\u00f5es da OCDE, como tamb\u00e9m chamaram a aten\u00e7\u00e3o para a necessidade de acabar com um conflito de interesses, pois ao mesmo tempo que o MEC mant\u00e9m uma rede de universidades federais, ele tamb\u00e9m regula o setor privado e avalia sua qualidade. \u201cO que se precisa n\u00e3o \u00e9 de mais burocracia, mas de uma inst\u00e2ncia normativa e de regula\u00e7\u00e3o efetivamente aut\u00f4noma, que transforme o sistema de avalia\u00e7\u00e3o num processo mais leve, que d\u00ea autonomia \u00e0s institui\u00e7\u00f5es mais bem avaliadas, que informe melhor aos estudantes sobre o que est\u00e1 ocorrendo e indique os melhores caminhos\u201d, afirma Simon Schwartzman, membro da Comiss\u00e3o Nacional de Avalia\u00e7\u00e3o da Educa\u00e7\u00e3o Superior e integrante, no passado, da Comiss\u00e3o de Reforma da Universidade.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em vez de perder tempo e se desgastar politicamente com est\u00e9reis discuss\u00f5es sobre orienta\u00e7\u00f5es pol\u00edticas e ideol\u00f3gicas dos curr\u00edculos, o governo deveria enfrentar o desafio apontado por Schwartzman, se quiser, efetivamente, melhorar a qualidade do ensino superior.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Opini\u00e3o publicada pelo jornal O Estado de S\u00e3o Paulo em 23\/1\/2019, na se\u00e7\u00e3o Notas e Informa\u00e7\u00f5es. 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