{"id":6225,"date":"2019-02-02T10:38:28","date_gmt":"2019-02-02T13:38:28","guid":{"rendered":"http:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/?p=6225"},"modified":"2019-02-02T11:18:19","modified_gmt":"2019-02-02T14:18:19","slug":"universidade-para-todos-2-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/universidade-para-todos-2-2\/","title":{"rendered":"Universidade para todos? (2)"},"content":{"rendered":"<script type='application\/json' class='__iawmlf-post-loop-links'>[{\"id\":196,\"href\":\"https:\\\/\\\/gauchazh.clicrbs.com.br\\\/educacao-e-emprego\\\/noticia\\\/2019\\\/02\\\/simon-schwartzman-universidade-para-todos-cjrm1y9ep026l01q9j6syljxo.html\",\"archived_href\":\"\",\"redirect_href\":\"https:\\\/\\\/gauchazh.clicrbs.com.br\\\/educacao\\\/noticia\\\/2019\\\/02\\\/simon-schwartzman-universidade-para-todos-cjrm1y9ep026l01q9j6syljxo.html\",\"checks\":[],\"broken\":false,\"last_checked\":null,\"process\":\"done\"},{\"id\":197,\"href\":\"https:\\\/\\\/data.oecd.org\\\/eduatt\\\/population-with-tertiary-education.htm\",\"archived_href\":\"https:\\\/\\\/web-wp.archive.org\\\/web\\\/20240622083244\\\/https:\\\/\\\/data.oecd.org\\\/eduatt\\\/population-with-tertiary-education.htm\",\"redirect_href\":\"\",\"checks\":[{\"date\":\"2026-04-15 16:26:53\",\"http_code\":403},{\"date\":\"2026-04-19 16:38:09\",\"http_code\":403},{\"date\":\"2026-04-25 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preocupa\u00e7\u00e3o com expandir o acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o superior no Brasil \u00e9 leg\u00edtima, e, como as possibilidades de acesso dependem fortemente das condi\u00e7\u00f5es socioecon\u00f4micas das fam\u00edlias, tamb\u00e9m faz sentido se preocupar em tornar este acesso mais equitativo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A grande expans\u00e3o da educa\u00e7\u00e3o superior que vem ocorrendo em todo o mundo acompanhou o crescimento das cidades, a amplia\u00e7\u00e3o do setor p\u00fablico e dos servi\u00e7os, a industrializa\u00e7\u00e3o e, mais recentemente, a crescente necessidade de pessoas mais qualificadas, que possam participar plenamente do que hoje se denomina \u201ceconomia do conhecimento\u201d.\u00a0\u00a0Existe uma aspira\u00e7\u00e3o crescente, na popula\u00e7\u00e3o, por mais educa\u00e7\u00e3o superior, n\u00e3o s\u00f3 pela expectativa de maior renda e melhores empregos, como tamb\u00e9m culturalmente \u2013 para as classes altas e m\u00e9dias, ter uma educa\u00e7\u00e3o superior \u00e9 cada vez mais o que se espera dos jovens, o \u201cnovo normal\u201d.\u00a0\u00a0No Brasil os benef\u00edcios financeiros para quem tem educa\u00e7\u00e3o superior, embora venham caindo, ainda s\u00e3o muito altos: o rendimento m\u00e9dio mensal do trabalho de quem tinha educa\u00e7\u00e3o superior em 2017 era de cerca de 5 mil reais, comparado com 1.600 para quem tinha somente o n\u00edvel m\u00e9dio.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Sens\u00edveis a esta aspira\u00e7\u00e3o, os governos do PT investiram pesadamente tanto na expans\u00e3o do ensino superior p\u00fablico quanto no financiamento do setor privado, que hoje atende a cerca de 75% da matr\u00edcula. Pelos <a href=\"https:\/\/www.google.com\/url?sa=t&amp;rct=j&amp;q=&amp;esrc=s&amp;source=web&amp;cd=1&amp;cad=rja&amp;uact=8&amp;ved=2ahUKEwjSyevzk53gAhXUG7kGHXxBDocQFjAAegQICRAC&amp;url=http%3A%2F%2Fwww.tesouro.fazenda.gov.br%2Fdocuments%2F10180%2F617267%2FCesefEducacao9jul18%2F4af4a6db-8ec6-4cb5-8401-7c6f0abf6340&amp;usg=AOvVaw3up5t_L9ImAypDJEGhlwNh\">dados publicados em 2017 pela Secretaria do Tesouro Nacional<\/a>, os gastos do governo federal com educa\u00e7\u00e3o superior e profissional passaram de 32 a 79 bilh\u00f5es de reais entre 2008 e 2015, e o quantitativo de pessoal das universidades e institutos federais passou de 190 a 300 mil entre 2008 e 2017. Para o setor privado, o principal subs\u00eddio foi o sistema de financiamento do cr\u00e9dito educativo (FIES), cujo custo chegou a 32 bilh\u00f5es de reais em 2016, ainda <a href=\"https:\/\/www.google.com\/url?sa=t&amp;rct=j&amp;q=&amp;esrc=s&amp;source=web&amp;cd=1&amp;cad=rja&amp;uact=8&amp;ved=2ahUKEwj9mb-qlJ3gAhXeErkGHcY2DrYQFjAAegQICRAC&amp;url=http%3A%2F%2Fwww.fazenda.gov.br%2Fcentrais-de-conteudos%2Fapresentacoes%2Farquivos%2F2017%2Fdiagnosticofies_junho2017.pdf&amp;usg=AOvVaw2BFsWO6mA_Z437bLDmAOk_\">segundo o Minist\u00e9rio da Fazenda.<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Este enorme esfor\u00e7o talvez se justificasse se ele tivesse levado a um aumento significativo do n\u00famero e sobretudo da qualifica\u00e7\u00e3o de pessoas altamente educadas no pa\u00eds, e se o ingresso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o superior de fato proporcionasse as vantagens de emprego e renda t\u00e3o esperados. Em n\u00fameros, o total de alunos matriculados no ensino superior no setor p\u00fablico aumentou em 50% e duplicou no setor privado desde 2015. No entanto, n\u00e3o sabemos o que aconteceu com a qualidade, porque o sistema de avalia\u00e7\u00e3o da educa\u00e7\u00e3o superior utilizado pelo Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o <a href=\"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/?p=6198&amp;lang=pt-br\">s\u00f3 compara os cursos uns com os outros, sem nos dizer se s\u00e3o bons ou ruins<\/a>. Temos muitos dados, no entanto, que indicam a grande inefici\u00eancia e inequidade do sistema.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para entrar no sistema federal, milh\u00f5es de estudantes enfrentam anualmente a prova do ENEM disputando cerca de 300 mil vagas, e, depois de 4 anos, 30% dos estudantes que entram sistema federal, e quase 40% dos que entram no setor privado, abandonam os estudos antes de terminar. Uma vez formados, quase metade, entre os que t\u00eam 40 anos de idade ou menos, terminam trabalhando em atividades de n\u00edvel m\u00e9dio, bem longe das posi\u00e7\u00f5es de alta renda e prest\u00edgio a que aspiravam. Em termos de equidade, o aumento do n\u00famero de matr\u00edculas abriu&nbsp;&nbsp;espa\u00e7o para estudantes provenientes de setores mais pobres, sobretudo no setor privado e nas carreiras menos disputadas, j\u00e1 que, nas universidades federais, o<a href=\"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/?p=6173&amp;lang=pt-br\"> grande filtro operado pelo ENEM<\/a> se aplica igualmente a estudantes cotistas e n\u00e3o cotistas; e uma an\u00e1lise mais detalhada dos que abandonam os cursos ou terminam trabalhando em atividades de n\u00edvel m\u00e9dio seguramente mostrar\u00e1 que  s\u00e3o, sobretudo, os provenientes de fam\u00edlias mais pobres e menos educadas. Enquanto isto, a produtividade da economia, medida pelos economistas, tem se mantido baixa e inalterada ao longo do tempo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O caminho para sair desta situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 o de restringir a educa\u00e7\u00e3o superior a um n\u00famero pequeno de universidades no modelo tradicional, limitando o acesso atrav\u00e9s de um sistema ainda mais seletivo que o atual ENEM. O caminho \u00e9 trabalhar para desenvolver um sistema cada vez mais amplo de alternativas de forma\u00e7\u00e3o de n\u00edvel superior, atendendo a diferentes p\u00fablicos; reduzir os privil\u00e9gios de mercado de trabalho associados \u00e0s credenciais que n\u00e3o estejam efetivamente associadas a compet\u00eancias, diminuindo assim a demanda por diplomas vazios de conte\u00fado; condicionar o financiamento p\u00fablico a contratos de gest\u00e3o claramente estabelecidos com as institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas e privadas, em termos de efici\u00eancia, qualidade e empregabilidade de seus formados; informar efetivamente \u00e0 sociedade dos custos e benef\u00edcios associados \u00e0s diferentes modalidades de educa\u00e7\u00e3o; e eliminar os subs\u00eddios \u00e0 educa\u00e7\u00e3o superior quando eles n\u00e3o se justifiquem claramente em termos de equidade e necessidade social.<\/p>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>(Publicado no site&nbsp;Ga\u00fachaZH e Jornal&nbsp;Zero Hora&nbsp;de Porto Alegre) Com somente 18% da popula\u00e7\u00e3o entre 25 e 34 anos com educa\u00e7\u00e3o superior, o Brasil est\u00e1 muito atrasado neste aspecto, se comparado com Col\u00f4mbia (28%) e Chile (30%), sem falar em Portugal (34%), Estados Unidos (47%) e Cor\u00e9ia do Sul (70%)&nbsp;(dados da OECD).&nbsp;&nbsp;\u201cUniversidade para Todos\u201d n\u00e3o existe &hellip; <a href=\"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/universidade-para-todos-2-2\/\" class=\"more-link\">Continue reading<span class=\"screen-reader-text\"> &#8220;Universidade para todos? 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