{"id":6725,"date":"2021-03-11T17:00:39","date_gmt":"2021-03-11T20:00:39","guid":{"rendered":"http:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/?p=6725"},"modified":"2021-03-12T08:41:57","modified_gmt":"2021-03-12T11:41:57","slug":"lancamento-de-falso-mineiro-memorias-da-politica-educacao-e-sociedade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/lancamento-de-falso-mineiro-memorias-da-politica-educacao-e-sociedade\/","title":{"rendered":"Lan\u00e7amento de &#8220;Falso mineiro: mem\u00f3rias da pol\u00edtica, educa\u00e7\u00e3o e sociedade&#8221;"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><a href=\"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/FM_LIVE_youtube.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1200\" height=\"675\" src=\"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/FM_LIVE_youtube-1200x675.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-6736\" srcset=\"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/FM_LIVE_youtube-1200x675.jpg 1200w, https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/FM_LIVE_youtube-744x419.jpg 744w, https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/FM_LIVE_youtube-420x236.jpg 420w, https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/FM_LIVE_youtube-768x432.jpg 768w, https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/FM_LIVE_youtube-1536x864.jpg 1536w, https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/FM_LIVE_youtube.jpg 1920w\" sizes=\"auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px\" \/><\/a><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" style=\"font-size:1px\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center has-large-font-size wp-block-paragraph\"><strong>Hist\u00f3ria em Constru\u00e7\u00e3o<\/strong><br><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\"><a href=\"http:\/\/estadaodigital.pressreader.com\/@simon_3\/csb_WiQej4dn9L-kD79hqjN79Psf2uNFglfq7DYbSy320CMQzwrSP32WV-uMntjoH_ph\">Texto de Jo\u00e3o Luiz Sampaio publicado em O Estado de S\u00e3o Paulo, 12 de mar\u00e7o de 2021<\/a><br><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em novo livro, Simon Schwartzman articula mem\u00f3rias pessoais e a busca por novos caminhos para o Brasil<br><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma mensagem levou Simon Schwartzman at\u00e9 a Pol\u00f4nia. A remetente, Vera Ejlenberg, realizava pesquisas sobre o rabino Chaim Radzyner, e buscava informa\u00e7\u00f5es. Schwartzman reconheceu o nome do bisav\u00f4 de sua m\u00e3e. E, em meados de 2019, partiu para a Europa, onde participou de um encontro por conta dos 75 anos da destrui\u00e7\u00e3o do gueto da cidade de Lodz.<br><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cEu tinha poucas informa\u00e7\u00f5es sobre a hist\u00f3ria da fam\u00edlia de minha m\u00e3e. Ela dizia que todos haviam morrido durante a guerra. A viagem me colocou em contato com outros lados dessa hist\u00f3ria. E com um lado que n\u00e3o \u00e9 o meu \u00fanico, mas que com certeza \u00e9 importante na minha trajet\u00f3ria\u201d, conta o soci\u00f3logo e cientista pol\u00edtico.<br><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">N\u00e3o apenas isso. \u201cEstar ali reviveu a presen\u00e7a da guerra, do Holocausto, da resist\u00eancia. N\u00e3o era nada que eu n\u00e3o soubesse, mas foi uma experi\u00eancia forte, de impacto muito grande.\u201d E, de volta ao Brasil, Schwartzman come\u00e7ou a trabalhar em um livro de mem\u00f3rias, <em>Falso Mineiro: Mem\u00f3rias da Pol\u00edtica, Ci\u00eancia, Educa\u00e7\u00e3o e Sociedade<\/em>, que ser\u00e1 lan\u00e7ado na quarta-feira, dia 17, com uma <em>live<\/em> que vai reunir, al\u00e9m do autor, Pedro Malan e Helena Bomeny, com media\u00e7\u00e3o de Roberto Feith, editor do selo Hist\u00f3ria Real, da Editora Intr\u00ednseca.<br><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 com o relato da viagem a Lodz que Schwartzman, colunista do Estad\u00e3o, abre sua narrativa. Mas a lembran\u00e7a pessoal convive no livro com a preocupa\u00e7\u00e3o em discutir temas da hist\u00f3ria brasileira. \u201cO objetivo foi ir al\u00e9m das mem\u00f3rias pessoais, ou seja, utilizar a trajet\u00f3ria pessoal para discutir quest\u00f5es atuais\u201d, explica o autor, que as define no in\u00edcio da obra: pol\u00edtica e autoritarismo; modernidade e democracia; conhecimento, ci\u00eancia e tecnologia; ci\u00eancia e ideologia; educa\u00e7\u00e3o e diversidade; sociedade e economia.<br><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">S\u00e3o temas presentes desde cedo em sua trajet\u00f3ria profissional. Formado pela Universidade Federal de Minas Gerais, Schwartzman fez seu mestrado na Faculdade Latino-Americana de Ci\u00eancias Sociais, no Chile. E, na Universidade da Calif\u00f3rnia, em Berkeley, o doutorado. Deu aulas em institui\u00e7\u00f5es como a USP e na Universidade de Columbia, entre muitas outras.<br><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ele se envolveu em diversos epis\u00f3dios da hist\u00f3ria brasileira. Foi preso e interrogado durante 40 dias em 1964 pela ditadura militar, que n\u00e3o sabia bem que acusa\u00e7\u00f5es impor contra ele &#8211; e resolveu exilar-se na Noruega, seguindo depois para a Argentina. A carreira pedag\u00f3gica e voltada \u00e0 pesquisa, a certa altura, o levou tamb\u00e9m a ocupar posi\u00e7\u00f5es como a de presidente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE) e do Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade. E, ao longo de todo esse tempo, produziu obras fundamentais para a compreens\u00e3o do Pa\u00eds, a come\u00e7ar por<em> Bases do Autoritarismo Brasileiro,<\/em> livro que nasce de sua tese de doutorado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><br>Nele, como o pr\u00f3prio Schwartzman explica, buscava mostrar como \u201co sistema pol\u00edtico n\u00e3o era mero instrumento dos interesses dos ricos e poderosos, tendo uma din\u00e2mica pr\u00f3pria que precisava ser mais bem entendida\u201d. \u201cA espinha dorsal de meu livro era a de que no Brasil coexistiam duas formas de domina\u00e7\u00e3o: uma de tipo patrimonial, herdada da Coroa portuguesa e que nunca dependeu de poderes feudais para existir, consolidando-se na capital do Pa\u00eds, o Rio de Janeiro; e outra, de tipo mais contratual, originada da parte mais din\u00e2mica e aut\u00f4noma da economia, baseada sobretudo em S\u00e3o Paulo. Da\u00ed o fato de uma das teses mais controvertidas e questionadas do livro ser a de que, no Brasil, o centro do poder econ\u00f4mico sempre teve uma posi\u00e7\u00e3o relativamente subordinada, e por isso conflituosa, com o centro pol\u00edtico.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><br>N\u00e3o \u00e9 pouco m\u00e9rito o fato de que, em <em>Falso Mineiro,<\/em> a mem\u00f3ria dos trabalhos acad\u00eamicos e pesquisas realizadas e a lembran\u00e7a de epis\u00f3dios pessoais sejam narradas com a mesma clareza e sabor. \u201cEu aprendi com o tempo que, se voc\u00ea n\u00e3o entende algo ao ler, a culpa \u00e9 de quem escreveu. H\u00e1 temas complexos, sem d\u00favida, e textos de car\u00e1ter mais t\u00e9cnico, mas se voc\u00ea n\u00e3o tem clareza normalmente \u00e9 porque as ideias n\u00e3o est\u00e3o claras\u201d, diz. E o livro, nessa combina\u00e7\u00e3o de narrativas, torna-se n\u00e3o apenas o registro de uma mem\u00f3ria individual, mas da tentativa de cria\u00e7\u00e3o de uma ideia de pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><br>A<em> live<\/em> de lan\u00e7amento do livro ter\u00e1 como tema \u201cPopulismo vs. Ci\u00eancia: o desafio da constru\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas eficazes\u201d. \u00c9 um assunto do qual ela trata bastante ao longo de<em> Falso Mineiro<\/em>. Por exemplo, ao definir a import\u00e2ncia da separa\u00e7\u00e3o entre atividade cient\u00edfica e atividade pol\u00edtica. \u201cNa faculdade, em Belo Horizonte, nossa preocupa\u00e7\u00e3o era como sair do atraso, buscar caminhos distintos foi uma motiva\u00e7\u00e3o de toda a minha gera\u00e7\u00e3o que, claro, seguiu orienta\u00e7\u00f5es diferentes. No ambiente estudantil, conhecimento e milit\u00e2ncia eram a mesma coisa. Mas, com o tempo, aprendi que a pol\u00edtica condiciona e limita a capacidade de atuar de forma independente.\u201d<br><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para ele, n\u00e3o se trata de falta de engajamento, mas de outra defini\u00e7\u00e3o para o termo. \u201cEu me engajei muito, briguei pelos temas que acreditava serem importantes, eu me envolvi com eles. Mas sempre mantendo uma independ\u00eancia, sem servir a conveni\u00eancias pol\u00edticas.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><br>Reflex\u00f5es como essa se tornam importantes em especial no momento em que vivemos. \u201c\u00c9 uma situa\u00e7\u00e3o an\u00f4mala, de um governo anti-intelectual. H\u00e1 um ataque contra a educa\u00e7\u00e3o, a cultura, a democracia, e isso dificulta a discuss\u00e3o nessas \u00e1reas. Porque elas precisam ser discutidas, s\u00e3o problem\u00e1ticas. N\u00e3o concordo com a ideia de que antes tudo funcionava bem. Mas a discuss\u00e3o sempre girou em torno de como melhorar esses aspectos e n\u00e3o em torno do pr\u00f3prio questionamento de sua exist\u00eancia.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><br>Para Schwartzman, h\u00e1 uma nova gera\u00e7\u00e3o interessante na ci\u00eancia brasileira. Mas \u00e9 preciso pensar em novos caminhos, em especial no que diz respeito \u00e0 \u201cfuga de c\u00e9rebros\u201d. \u201cHouve um per\u00edodo de expans\u00e3o na ci\u00eancia acad\u00eamica. As universidades p\u00fablicas cresceram e, com isso, muitas posi\u00e7\u00f5es e cargos foram criados. Um jovem brasileiro, ap\u00f3s ir para o exterior, com bolsas como Capes e CNPq, voltava e encontrava posi\u00e7\u00f5es. Mas a ci\u00eancia acabou ficando muito fechada no mundo acad\u00eamico e, depois de o sistema crescer, j\u00e1 n\u00e3o consegue absorver todos os profissionais. A quest\u00e3o hoje \u00e9 pensar sobre como fazer ci\u00eancia de maior qualidade e mais efetiva, menos voltada para si mesma. E como vincular a ela quest\u00f5es mais pr\u00e1ticas, algo que envolve tanto a iniciativa privada quanto o governo\u201d, explica.<\/p>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Hist\u00f3ria em Constru\u00e7\u00e3o Texto de Jo\u00e3o Luiz Sampaio publicado em O Estado de S\u00e3o Paulo, 12 de mar\u00e7o de 2021 Em novo livro, Simon Schwartzman articula mem\u00f3rias pessoais e a busca por novos caminhos para o Brasil Uma mensagem levou Simon Schwartzman at\u00e9 a Pol\u00f4nia. 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