{"id":6797,"date":"2021-05-25T17:35:43","date_gmt":"2021-05-25T20:35:43","guid":{"rendered":"http:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/?p=6797"},"modified":"2021-05-25T18:13:02","modified_gmt":"2021-05-25T21:13:02","slug":"sonia-rocha-pobreza-no-brasil-conceitos-medidas-e-politicas-publicas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/sonia-rocha-pobreza-no-brasil-conceitos-medidas-e-politicas-publicas\/","title":{"rendered":"Sonia Rocha: Pobreza no Brasil: conceitos, medidas e politicas p\u00fablicas"},"content":{"rendered":"\n<div class=\"wp-block-media-text alignwide has-media-on-the-right is-stacked-on-mobile has-dark-brown-color has-light-gray-background-color has-text-color has-background\"><figure class=\"wp-block-media-text__media\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"666\" height=\"1000\" src=\"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/livro_sonia.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-6798 size-full\" srcset=\"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/livro_sonia.jpg 666w, https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/livro_sonia-420x631.jpg 420w\" sizes=\"auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px\" \/><\/figure><div class=\"wp-block-media-text__content\"><script type='application\/json' class='__iawmlf-post-loop-links'>[{\"id\":139,\"href\":\"https:\\\/\\\/www.elivapress.com\\\/en\\\/book\\\/book-8927046400\",\"archived_href\":\"https:\\\/\\\/web-wp.archive.org\\\/web\\\/20260415151236\\\/https:\\\/\\\/www.elivapress.com\\\/en\\\/book\\\/book-8927046400\\\/\",\"redirect_href\":\"https:\\\/\\\/www.elivapress.com\\\/en\\\/book\\\/book-8927046400\\\/\",\"checks\":[{\"date\":\"2026-04-15 16:04:25\",\"http_code\":200},{\"date\":\"2026-04-19 16:29:13\",\"http_code\":200},{\"date\":\"2026-04-24 16:01:56\",\"http_code\":200},{\"date\":\"2026-04-27 17:45:27\",\"http_code\":200},{\"date\":\"2026-05-02 03:29:25\",\"http_code\":200},{\"date\":\"2026-05-06 03:33:20\",\"http_code\":200},{\"date\":\"2026-05-12 01:44:28\",\"http_code\":200},{\"date\":\"2026-05-15 14:03:05\",\"http_code\":200},{\"date\":\"2026-05-19 22:11:18\",\"http_code\":200}],\"broken\":false,\"last_checked\":{\"date\":\"2026-05-19 22:11:18\",\"http_code\":200},\"process\":\"done\"},{\"id\":140,\"href\":\"https:\\\/\\\/www.amazon.com\\\/dp\\\/1636481728\",\"archived_href\":\"https:\\\/\\\/web-wp.archive.org\\\/web\\\/20260415151238\\\/https:\\\/\\\/www.amazon.com\\\/dp\\\/1636481728\",\"redirect_href\":\"\",\"checks\":[{\"date\":\"2026-04-15 16:04:28\",\"http_code\":200},{\"date\":\"2026-04-19 16:29:22\",\"http_code\":200},{\"date\":\"2026-04-24 16:02:02\",\"http_code\":200},{\"date\":\"2026-04-27 17:45:28\",\"http_code\":200},{\"date\":\"2026-05-02 03:29:22\",\"http_code\":200},{\"date\":\"2026-05-06 03:33:20\",\"http_code\":206},{\"date\":\"2026-05-12 01:44:24\",\"http_code\":206},{\"date\":\"2026-05-15 14:03:02\",\"http_code\":206},{\"date\":\"2026-05-19 22:11:18\",\"http_code\":200}],\"broken\":false,\"last_checked\":{\"date\":\"2026-05-19 22:11:18\",\"http_code\":200},\"process\":\"done\"},{\"id\":141,\"href\":\"https:\\\/\\\/www.academia.edu\\\/49013940\\\/Poverty_in_Brazil_Concepts_Measures_Policies\",\"archived_href\":\"\",\"redirect_href\":\"\",\"checks\":[],\"broken\":false,\"last_checked\":null,\"process\":\"done\"}]<\/script>\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\">Publicado por <a href=\"https:\/\/www.elivapress.com\/en\/book\/book-8927046400\/\">Eliva Press<\/a>, dispon\u00edvel na <a href=\"https:\/\/www.amazon.com\/dp\/1636481728\">Amazon<\/a> e <a href=\"https:\/\/www.academia.edu\/49013940\/Poverty_in_Brazil_Concepts_Measures_Policies\" data-type=\"URL\" data-id=\"https:\/\/www.academia.edu\/49013940\/Poverty_in_Brazil_Concepts_Measures_Policies\">Academia.edu<\/a><\/p>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Este livro re\u00fane um conjunto de textos, muitos deles in\u00e9ditos, que acompanham a transforma\u00e7\u00e3o da abordagem da pobreza no Brasil, que, por volta dos anos noventa, passa a ocupar um lugar de destaque, tanto nos meios acad\u00eamicos como na agenda de pol\u00edtica social, ganhando visibilidade na m\u00eddia e entre o p\u00fablico em geral. A pobreza deixa de ser um assunto de car\u00e1ter essencialmente filantr\u00f3pico, de certo modo considerado como um fato normal da vida, associado \u00e0s desigualdades inevit\u00e1veis da organiza\u00e7\u00e3o social. Ganha protagonismo pr\u00f3prio e aten\u00e7\u00e3o espec\u00edfica, deixando tamb\u00e9m de ser vista como um ap\u00eandice do subdesenvolvimento e da pol\u00edtica p\u00fablica.&nbsp;&nbsp;Esta ainda estava muito centrada nas quest\u00f5es macroecon\u00f4micas e na promo\u00e7\u00e3o do desenvolvimento econ\u00f4mico, na cren\u00e7a que o crescimento da renda levaria automaticamente \u00e0 redu\u00e7\u00e3o progressiva da pobreza.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No \u00e2mbito na pol\u00edtica p\u00fablica, a nova abordagem causou uma ruptura do enfoque clientelista e assistencialista que operava sem qualquer controle, passando-se a privilegiar paulatinamente instrumentos e a\u00e7\u00f5es anti-pobreza baseadas em evid\u00eancias objetivas e pass\u00edveis de avalia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os textos apresentados aqui rompem portanto com a tradi\u00e7\u00e3o predominante at\u00e9 os anos oitenta, adotando uma abordagem centrada na pobreza com uma pegada emp\u00edrica. Utilizam como ponto de partida bases estat\u00edsticas oficiais cobrindo o pa\u00eds como um todo e suas subdivis\u00f5es territoriais\/espaciais, que tanto servem para fins de an\u00e1lise e de diagn\u00f3stico, focando em \u00faltima inst\u00e2ncia na aplica\u00e7\u00e3o para desenho, monitoramento e avalia\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas voltadas para o combate \u00e0 pobreza e sua irm\u00e3 g\u00eamea, \u00e0 desigualdade de renda.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O texto inicial serve como pano de fundo para todos os demais. Traz uma retrospectiva dos dados b\u00e1sicos desde 1990, apresentando a tend\u00eancia geral de decl\u00ednio da pobreza, mas enfatizando as altera\u00e7\u00f5es ocorridas associadas \u00e0 urbaniza\u00e7\u00e3o e \u00e0 consequente perda de import\u00e2ncia relativa da pobreza rural. A expans\u00e3o da fronteira do Centro-Oeste causa modifica\u00e7\u00f5es na distribui\u00e7\u00e3o regional da pobreza, mas a dicotomia fundamental entre Norte e Sul pouco se altera, j\u00e1 que a pobreza brasileira permanece predominantemente nordestina, mas crescentemente nortista.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os textos que se seguem enfocam diferentes aspectos da quest\u00e3o da pobreza. Geralmente adotam como pressuposto a abordagem da pobreza como insufici\u00eancia de renda. Utilizam-se, portanto, frequentemente linhas de pobreza e de extrema pobreza como crit\u00e9rio b\u00e1sico para distinguir um subconjunto de pobres, medir a incid\u00eancia de pobreza e caracterizar a subpopula\u00e7\u00e3o pobre. A primazia da abordagem de pobreza enquanto insufici\u00eancia de renda na maioria dos textos apresentados aqui merece algumas qualifica\u00e7\u00f5es.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A primeira \u00e9 que, embora pobreza seja reconhecidamente uma s\u00edndrome de car\u00eancias multivariada, o n\u00edvel de renda \u00e9 o determinante b\u00e1sico do n\u00edvel de bem-estar das fam\u00edlias, pelo menos no que o bem-estar depende do consumo no \u00e2mbito privado. Por esta raz\u00e3o estudos de pobreza em pa\u00edses de renda m\u00e9dia ou alta utilizam preponderantemente a abordagem da renda como ponto de partida. Um dos textos selecionados \u2013&nbsp;<em>Measuring Poverty in Brazil: A Review of Early Attempts<\/em>&nbsp;&#8211; faz uma revis\u00e3o dos diferentes experimentos pioneiros de medi\u00e7\u00e3o de pobreza no Brasil usando linhas de pobreza, explicitando como foram estabelecidos seus valores e quais os resultados obtidos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A segunda qualifica\u00e7\u00e3o concerne \u00e0 aplicabilidade de um valor \u00fanico de linha de pobreza para um pa\u00eds t\u00e3o vasto e com caracter\u00edsticas diferenciadas de consumo e de pre\u00e7os, portanto de custo de vida. Os textos selecionados aqui adotam como pressuposto linhas de pobreza e de extrema pobreza diferenciadas por regi\u00f5es e por suas sub\u00e1reas (urbanas, rurais e metropolitanas). Al\u00e9m disso, ao inv\u00e9s de usar valores arbitr\u00e1rios como linha de pobreza &#8211; como por exemplo, um m\u00faltiplo do sal\u00e1rio m\u00ednimo-, os valores adotados derivam-se da estrutura de consumo efetivamente observada dentre os mais pobres em pesquisas de or\u00e7amentos familiares. Os valores das linhas s\u00e3o, portanto, resultado das prefer\u00eancias de consumo dos indiv\u00edduos e fam\u00edlias, dada a restri\u00e7\u00e3o de renda que enfrentam. A diferen\u00e7a de valores entre \u00e1reas mais afluentes, com estrutura de consumo de maior custo, como a metr\u00f3pole de S\u00e3o Paulo, e as \u00e1reas mais pobres, como a \u00e1rea rural do Nordeste, evidencia a relev\u00e2ncia de usar par\u00e2metros de renda t\u00e3o localizados quanto poss\u00edvel para medir pobreza no Brasil. Premissas e procedimentos utilizados para a deriva\u00e7\u00e3o e atualiza\u00e7\u00e3o peri\u00f3dica dos valores espacialmente diferenciados das linhas de pobreza s\u00e3o objeto de um dos textos selecionados (<em>Poverty Lines for Brazil: New Estimates from Recent Empirical Evidence<\/em>).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um terceiro aspecto tem a ver com a vantagem do uso de linhas de pobreza como premissa, j\u00e1 que ela permite incorporar \u00e0 an\u00e1lise, simultaneamente, outras car\u00eancias associadas \u00e0 pobreza. Assim, a partir da delimita\u00e7\u00e3o dos pobres do ponto de vista da renda, podem ser derivados perfis dos pobres, e se desejado, tamb\u00e9m dos n\u00e3o-pobres, utilizando vari\u00e1veis relativas \u00e0 educa\u00e7\u00e3o, inser\u00e7\u00e3o no mercado de trabalho, acesso a servi\u00e7os p\u00fablicos, estrutura familiar, etc.&nbsp;Os textos&nbsp;<em>Poor and Non-Poor in the Brazilian Labor Market<\/em>&nbsp;e&nbsp;<em>Who are the Poor in Brazil<\/em>&nbsp;tiram partido desta abordagem combinada.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Alguns dos textos selecionados utilizam apenas subsidiariamente a renda para a an\u00e1lise de aspectos relevantes da pobreza. Em&nbsp;<em>Sustainable Development and the Poverty Reduction Goal<\/em>&nbsp;discutem-se tr\u00eas aspectos relativos \u00e0 no\u00e7\u00e3o de sustentabilidade no Brasil, que s\u00e3o frequentemente vinculados \u00e0 quest\u00e3o de pobreza. Em particular o falso&nbsp;<em>trade-off<\/em>&nbsp;entre crescimento econ\u00f4mico e pol\u00edtica anti-pobreza. Um outro texto,&nbsp;<em>Child Labor in Brazil and the Program for Eradication of Child Labor<\/em>, enfoca um problema cr\u00edtico da pobreza e desenvolve uma tipologia das crian\u00e7as envolvidas em trabalho precoce visando o desenho e a operacionaliza\u00e7\u00e3o do PETI, sem utilizar linhas de pobreza.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O texto sobre o trabalho infantil acima citado, assim como tr\u00eas outros textos selecionados, enfoca o processo de formula\u00e7\u00e3o, aplica\u00e7\u00e3o e aperfei\u00e7oamento dos&nbsp;<em>novos<\/em>&nbsp;programas de transfer\u00eancias de renda, come\u00e7ando com o Bolsa-Escola em Bras\u00edlia. Revelam-se os defeitos e dificuldades detectados, que foram contornados ou pelo menos amenizados com os aperfei\u00e7oamentos paulatinos introduzidos, em particular, no Bolsa-Fam\u00edlia ao longo do tempo. Estes textos sobre os programas de transfer\u00eancia de renda, que combinam micro-simula\u00e7\u00f5es, an\u00e1lise e explicita\u00e7\u00e3o da l\u00f3gica da ado\u00e7\u00e3o das progressivas mudan\u00e7as no desenho dos programas, est\u00e3o fortemente vinculados \u00e0 opera\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica p\u00fablica anti-pobreza adotada no pa\u00eds desde os anos noventa, fortemente centrada nas transfer\u00eancias de renda focalizadas.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dois textos tratam da desigualdade de renda, que est\u00e1 imbricada \u00e0 persist\u00eancia da pobreza absoluta no Brasil, j\u00e1 que, diferentemente do que ocorre em pa\u00edses realmente pobres, em base per capita, h\u00e1 renda suficiente para que toda a popula\u00e7\u00e3o brasileira se situe acima das linhas de pobreza. Nas ra\u00edzes da desigualdade e da pobreza est\u00e3o as hist\u00f3ricas defici\u00eancias educacionais, que determinam a rela\u00e7\u00e3o entre n\u00edvel de escolaridade dos indiv\u00edduos e as possibilidades de inser\u00e7\u00e3o no mercado de trabalho. O primeiro texto \u2013&nbsp;<em>Education, Labor Earnings and the Decline of Income Inequality in Brazil<\/em>&nbsp;&#8211; enfoca as rela\u00e7\u00f5es entre educa\u00e7\u00e3o e renda do trabalho, e os impactos sobre a pobreza e a desigualdade de renda. O segundo \u2013&nbsp;<em>Age and Regional Inequality Among the Poor in Brazil<\/em>&nbsp;\u2013 se concentra na desigualdade entre os pobres. Mostra como no per\u00edodo 2004-2014, caracterizado pela queda sustentada da pobreza, n\u00e3o houve redu\u00e7\u00e3o na desigualdade entre os pobres tanto no que se refere ao recorte regional \u2013 mantendo-se a concentra\u00e7\u00e3o de pobres no Norte\/Nordeste, como j\u00e1 se comentou, como por faixa et\u00e1ria. Neste \u00faltimo caso foram os idosos, que j\u00e1 se encontravam em melhor situa\u00e7\u00e3o relativa dentre os pobres, os que mais se beneficiaram da redu\u00e7\u00e3o da pobreza no per\u00edodo, em particular devido \u00e0 cobertura dos benef\u00edcios previdenci\u00e1rios e assistenciais, indexados ao sal\u00e1rio m\u00ednimo, que muito se valorizou no per\u00edodo. No extremo oposto foram as crian\u00e7as as grandes perdedoras, com aumento de sua participa\u00e7\u00e3o dentre os pobres, apesar de programas como o Bolsa-Fam\u00edlia. Estes resultados deixam evidente o ponto cr\u00edtico da pol\u00edtica anti-pobreza que vem sendo adotada no Brasil, dos programas de transfer\u00eancia de renda mais especificamente, incapazes de proteger as crian\u00e7as, os mais vulner\u00e1veis e tamb\u00e9m em maior desvantagem dentre os pobres.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um ultimo conjunto de artigos mostra como as oscila\u00e7\u00f5es conjunturais e fatores macroecon\u00f4micos impactaram os n\u00edveis de pobreza, o que n\u00e3o \u00e9 surpreendente, j\u00e1 que utilizamos a abordagem da renda. Como a infla\u00e7\u00e3o castiga preponderantemente os pobres, o estancamento da alta de pre\u00e7os do Plano Real trouxe uma forte redu\u00e7\u00e3o da pobreza com melhorias distributivas marcantes, mas n\u00e3o deu origem a um processo continuado (<em>The 1994 Monetary Stabilization. Early Evidence of its Impacto on Poverty<\/em>).&nbsp;&nbsp;Entre 1997 e 2004 diversos determinantes macroecon\u00f4micos \u2013 de crises externas a dificuldades da gest\u00e3o cambial \u2013 deixaram as taxas de pobreza estagnadas. S\u00f3 a partir de 2004 se iniciou um ciclo sustentado de redu\u00e7\u00e3o da pobreza, impulsionado por fatores favor\u00e1veis tanto internos como externos.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Hoje muito j\u00e1 se sabe sobre pobreza no Brasil e sobre os mecanismos de pol\u00edtica p\u00fablica mais eficientes para combat\u00ea-la. Os textos apresentados neste livro trazem um conjunto de evid\u00eancias e reflex\u00f5es com a inten\u00e7\u00e3o de ilustrar os progressos ocorridos no longo prazo e o enorme aprendizado acumulado. Os retrocessos ocorridos desde a recess\u00e3o iniciada em 2014, acentuados pela crise sanit\u00e1ria atual, v\u00e3o demandar todo o talento e arte para a recupera\u00e7\u00e3o das perdas e a retomada do crescimento econ\u00f4mico em moldes adequados \u00e0 nova realidade.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Publicado por Eliva Press, dispon\u00edvel na Amazon e Academia.edu Este livro re\u00fane um conjunto de textos, muitos deles in\u00e9ditos, que acompanham a transforma\u00e7\u00e3o da abordagem da pobreza no Brasil, que, por volta dos anos noventa, passa a ocupar um lugar de destaque, tanto nos meios acad\u00eamicos como na agenda de pol\u00edtica social, ganhando visibilidade na &hellip; <a href=\"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/sonia-rocha-pobreza-no-brasil-conceitos-medidas-e-politicas-publicas\/\" class=\"more-link\">Continue reading<span class=\"screen-reader-text\"> &#8220;Sonia Rocha: Pobreza no Brasil: conceitos, medidas e politicas p\u00fablicas&#8221;<\/span><\/a><!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on get_the_excerpt --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on get_the_excerpt --><\/p>\n","protected":false},"author":109,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[19,50],"tags":[],"class_list":["post-6797","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-geral","category-pobrezapovery"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6797","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-json\/wp\/v2\/users\/109"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6797"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6797\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6801,"href":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6797\/revisions\/6801"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6797"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6797"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6797"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}