{"id":6924,"date":"2022-02-03T04:41:04","date_gmt":"2022-02-03T07:41:04","guid":{"rendered":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/?p=6924"},"modified":"2022-02-03T16:36:29","modified_gmt":"2022-02-03T19:36:29","slug":"reconectando-com-a-diaspora","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/reconectando-com-a-diaspora\/","title":{"rendered":"Reconectando com a di\u00e1spora"},"content":{"rendered":"<script type='application\/json' class='__iawmlf-post-loop-links'>[{\"id\":125,\"href\":\"https:\\\/\\\/www.uninorte.edu.co\\\/web\\\/revista-esal\",\"archived_href\":\"https:\\\/\\\/web-wp.archive.org\\\/web\\\/20260415145442\\\/https:\\\/\\\/www.uninorte.edu.co\\\/web\\\/revista-esal\",\"redirect_href\":\"\",\"checks\":[{\"date\":\"2026-04-17 06:24:24\",\"http_code\":200},{\"date\":\"2026-04-21 23:44:09\",\"http_code\":200},{\"date\":\"2026-04-25 22:57:04\",\"http_code\":200},{\"date\":\"2026-05-03 08:11:24\",\"http_code\":200},{\"date\":\"2026-05-06 23:10:08\",\"http_code\":200},{\"date\":\"2026-05-11 17:43:10\",\"http_code\":200},{\"date\":\"2026-05-15 17:37:15\",\"http_code\":200},{\"date\":\"2026-05-19 19:49:59\",\"http_code\":200}],\"broken\":false,\"last_checked\":{\"date\":\"2026-05-19 19:49:59\",\"http_code\":200},\"process\":\"done\"},{\"id\":124,\"href\":\"https:\\\/\\\/www.statista.com\\\/statistics\\\/240152\\\/age-distribution-of-us-doctorate-recipients\",\"archived_href\":\"https:\\\/\\\/web-wp.archive.org\\\/web\\\/20241211202107\\\/https:\\\/\\\/www.statista.com\\\/statistics\\\/240152\\\/age-distribution-of-us-doctorate-recipients\\\/\",\"redirect_href\":\"\",\"checks\":[{\"date\":\"2026-04-15 14:50:04\",\"http_code\":200},{\"date\":\"2026-04-18 22:12:34\",\"http_code\":200},{\"date\":\"2026-04-23 16:11:26\",\"http_code\":200},{\"date\":\"2026-04-26 17:41:26\",\"http_code\":200},{\"date\":\"2026-04-30 05:47:46\",\"http_code\":200},{\"date\":\"2026-05-04 12:22:26\",\"http_code\":200},{\"date\":\"2026-05-07 17:39:17\",\"http_code\":200},{\"date\":\"2026-05-12 02:46:32\",\"http_code\":200},{\"date\":\"2026-05-15 17:37:12\",\"http_code\":503},{\"date\":\"2026-05-18 21:07:26\",\"http_code\":503},{\"date\":\"2026-05-22 20:13:36\",\"http_code\":503}],\"broken\":true,\"last_checked\":{\"date\":\"2026-05-22 20:13:36\",\"http_code\":503},\"process\":\"done\"}]<\/script>\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"alignright size-large is-resized\"><a href=\"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/Untitled-2.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/Untitled-2-1200x901.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-6942\" width=\"401\" height=\"301\" srcset=\"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/Untitled-2-1200x901.jpg 1200w, https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/Untitled-2-744x558.jpg 744w, https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/Untitled-2-420x315.jpg 420w, https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/Untitled-2-768x576.jpg 768w, https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/Untitled-2-1536x1153.jpg 1536w, https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/Untitled-2.jpg 2005w\" sizes=\"auto, (max-width: 401px) 85vw, 401px\" \/><\/a><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O tema do novo n\u00famero da <a href=\"https:\/\/www.uninorte.edu.co\/web\/revista-esal\">Revista de Educaci\u00f3n Superior em Am\u00e9rica Latina, dispon\u00edvel na Internet<\/a>, \u00e9 o da necessidade de os pa\u00edses da regi\u00e3o se reconectarem com os cientistas que ajudaram a formar e que hoje vivem nos Estados Unidos e outros pa\u00edses desenvolvidos. \u00c9 um problema antigo que se repete em muitas partes: os pa\u00edses oferecem educa\u00e7\u00e3o superior gratuita para seus melhores estudantes, d\u00e3o bolsas de estudo para que completem seus doutorados no exterior, e eles n\u00e3o voltam. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na d\u00e9cada de 70 coordenei a parte brasileira de um estudo internacional sobre o tema, e o que constatamos foi que, apesar do clima de repress\u00e3o pol\u00edtica que havia no pa\u00eds, e de in\u00fameros cientistas que tiveram que se exilar naqueles anos, os brasileiros que iam estudar exterior, ao contr\u00e1rio do que ocorria por exemplo na Argentina, em geral voltavam. A explica\u00e7\u00e3o era simples: o sistema universit\u00e1rio e de pesquisa brasileiro estava come\u00e7ando a se expandir, e bons empregos n\u00e3o faltavam para quem voltasse e n\u00e3o estivesse na mira da pol\u00edcia pol\u00edtica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esta situa\u00e7\u00e3o continuou at\u00e9 a d\u00e9cada de 2010, quando come\u00e7ou a se inverter. Hoje, basta conversar com qualquer jovem em idade universit\u00e1ria para ver quantos gostariam ou est\u00e3o ativamente empenhados em ir estudar ou trabalhar exterior, sem perspectivas de volta. \u00c9 uma consequ\u00eancia direta da estagna\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica e da crise pol\u00edtica que se instalou em meados da d\u00e9cada passada e parece n\u00e3o ter fim, mas tamb\u00e9m da maneira pela qual nosso sistema de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o e pesquisa evoluiu.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No passado, jovens talentosos n\u00e3o tinham dificuldade em conseguir uma bolsa de doutorado para o exterior, e muitas vezes j\u00e1 saiam empregados, mantendo os sal\u00e1rios e ocupando logo posi\u00e7\u00f5es de lideran\u00e7a quando voltavam. Mas hoje, as universidades p\u00fablicas pararam de crescer, s\u00f3 contratam mediante concursos que nem sempre existem, e s\u00f3 para posi\u00e7\u00f5es iniciais de carreira; e existem muito poucas posi\u00e7\u00f5es de pesquisa no setor privado. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Brasil continua formando muitos doutores, mas os doutorados s\u00e3o, em grande parte, um mecanismo de titula\u00e7\u00e3o para pessoas mais velhas j\u00e1 empregadas,  e menos um sistema de forma\u00e7\u00e3o e recrutamento de novos talentos. \u00c9 muito dif\u00edcil para um jovem doutor, formado no Brasil e no exterior, conseguir uma posi\u00e7\u00e3o de trabalho atraente. Existem bolsas de fixa\u00e7\u00e3o, mas elas raramente se transformam em empregos regulares. Em 2021, pela PNAD, havia 148 mil estudantes de doutorado no Brasil, com a idade m\u00e9dia de 40 anos.\u00a0\u00a0Destes, 46% eram funcion\u00e1rios p\u00fablicos, e tinham a idade m\u00e9dia de 42 anos (a idade m\u00e9dia dos 30% que n\u00e3o trabalhavam era de 35 anos).\u00a0S\u00e3o dados sujeitos a erro, porque baseados em uma amostra de 190 pessoas com este n\u00edvel de educa\u00e7\u00e3o. Mas os dados da CAPES de 2020, os mais recentes, obtidos diretamente das institui\u00e7\u00f5es, eram 145.360 &#8211; n\u00famero bem pr\u00f3ximo &#8211; dos quais 20.075 titulados naquele ano.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A compara\u00e7\u00e3o da distribui\u00e7\u00e3o de idades entre <a href=\"https:\/\/www.statista.com\/statistics\/240152\/age-distribution-of-us-doctorate-recipients\/\">os titulados nos Estados Unidos<\/a> e  no Brasil, pela informa\u00e7\u00e30 da CAPES, no gr\u00e1fico acima, mostra com clareza a situa\u00e7\u00e3o. Nos Estados Unidos, 44,7% dos doutores se formam com menos de 30 anos, e, no Brasil, 27,8%.   Na outra ponta, nos Estados Unidos 12%  dos doutorandos t\u00eam 40 anos ou mais, e no Brasil, 30,4%. Dado este quadro, a expectativa \u00e9 que o Brasil passe a ter uma di\u00e1spora cada vez maior de t\u00e9cnicos e cientistas, tal como j\u00e1 ocorre com os demais pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No mundo, China e \u00cdndia s\u00e3o, de longe, os pa\u00edses com as maiores di\u00e1sporas de t\u00e9cnicos e cientistas, e s\u00e3o tamb\u00e9m exemplos dos benef\u00edcios que podem advir de um esfor\u00e7o ativo de reconectar os pa\u00edses com suas di\u00e1sporas. Os que se foram n\u00e3o necessariamente voltam, mas podem atuar como fontes importantes de contatos, conhecimentos e parcerias com os que ficam. Foi assim que a \u00cdndia se transformou em uma grande pot\u00eancia na \u00e1rea de computa\u00e7\u00e3o, e a China tem investido muito em se reconectar e, se poss\u00edvel, trazer de volta cientistas chineses formados no exterior.&nbsp;&nbsp;Claro que, para isto, precisa haver, no pa\u00eds, condi\u00e7\u00f5es pol\u00edticas, econ\u00f4micas e espa\u00e7o institucional para que o trabalho t\u00e9cnico e cient\u00edfico se consolide e se expanda.<\/p>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O tema do novo n\u00famero da Revista de Educaci\u00f3n Superior em Am\u00e9rica Latina, dispon\u00edvel na Internet, \u00e9 o da necessidade de os pa\u00edses da regi\u00e3o se reconectarem com os cientistas que ajudaram a formar e que hoje vivem nos Estados Unidos e outros pa\u00edses desenvolvidos. \u00c9 um problema antigo que se repete em muitas partes: &hellip; <a href=\"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/reconectando-com-a-diaspora\/\" class=\"more-link\">Continue reading<span class=\"screen-reader-text\"> &#8220;Reconectando com a di\u00e1spora&#8221;<\/span><\/a><!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on get_the_excerpt --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on get_the_excerpt --><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[16,11],"tags":[],"class_list":["post-6924","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-ciencia-e-tecnologia","category-educacao-superior"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6924","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6924"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6924\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6943,"href":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6924\/revisions\/6943"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6924"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6924"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6924"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}