{"id":7120,"date":"2022-11-11T06:53:07","date_gmt":"2022-11-11T09:53:07","guid":{"rendered":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/?p=7120"},"modified":"2022-11-11T06:54:44","modified_gmt":"2022-11-11T09:54:44","slug":"em-defesa-das-ciencias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/em-defesa-das-ciencias\/","title":{"rendered":"Em defesa das ci\u00eancias"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">(publicado em <em>O Estado de S\u00e3o Paulo,<\/em> 11 de novembro de 2022)<\/p>\n<span hidden class=\"__iawmlf-post-loop-links\" data-iawmlf-links=\"[{&quot;id&quot;:67,&quot;href&quot;:&quot;https:\\\/\\\/www.thenation.com\\\/article\\\/society\\\/bruno-latour-obituary-science&quot;,&quot;archived_href&quot;:&quot;https:\\\/\\\/web-wp.archive.org\\\/web\\\/20260211211013\\\/https:\\\/\\\/www.thenation.com\\\/article\\\/society\\\/bruno-latour-obituary-science\\\/&quot;,&quot;redirect_href&quot;:&quot;&quot;,&quot;checks&quot;:[{&quot;date&quot;:&quot;2026-04-15 14:29:08&quot;,&quot;http_code&quot;:206},{&quot;date&quot;:&quot;2026-04-19 18:53:27&quot;,&quot;http_code&quot;:206},{&quot;date&quot;:&quot;2026-04-24 03:05:18&quot;,&quot;http_code&quot;:206},{&quot;date&quot;:&quot;2026-04-27 21:21:58&quot;,&quot;http_code&quot;:206},{&quot;date&quot;:&quot;2026-05-02 01:42:27&quot;,&quot;http_code&quot;:206},{&quot;date&quot;:&quot;2026-05-05 12:56:22&quot;,&quot;http_code&quot;:206},{&quot;date&quot;:&quot;2026-05-11 11:47:09&quot;,&quot;http_code&quot;:206},{&quot;date&quot;:&quot;2026-05-15 13:04:23&quot;,&quot;http_code&quot;:206},{&quot;date&quot;:&quot;2026-05-18 23:11:41&quot;,&quot;http_code&quot;:206},{&quot;date&quot;:&quot;2026-05-23 11:00:24&quot;,&quot;http_code&quot;:206},{&quot;date&quot;:&quot;2026-05-30 06:30:39&quot;,&quot;http_code&quot;:206}],&quot;broken&quot;:false,&quot;last_checked&quot;:{&quot;date&quot;:&quot;2026-05-30 06:30:39&quot;,&quot;http_code&quot;:206},&quot;process&quot;:&quot;done&quot;},{&quot;id&quot;:68,&quot;href&quot;:&quot;https:\\\/\\\/www.ipcc.ch&quot;,&quot;archived_href&quot;:&quot;https:\\\/\\\/web-wp.archive.org\\\/web\\\/20260412165901\\\/https:\\\/\\\/www.ipcc.ch\\\/&quot;,&quot;redirect_href&quot;:&quot;&quot;,&quot;checks&quot;:[{&quot;date&quot;:&quot;2026-04-15 14:29:12&quot;,&quot;http_code&quot;:200},{&quot;date&quot;:&quot;2026-04-19 16:40:37&quot;,&quot;http_code&quot;:200},{&quot;date&quot;:&quot;2026-04-23 20:25:02&quot;,&quot;http_code&quot;:200},{&quot;date&quot;:&quot;2026-04-27 21:21:55&quot;,&quot;http_code&quot;:200},{&quot;date&quot;:&quot;2026-05-02 01:42:26&quot;,&quot;http_code&quot;:200},{&quot;date&quot;:&quot;2026-05-05 12:56:25&quot;,&quot;http_code&quot;:200},{&quot;date&quot;:&quot;2026-05-10 12:27:37&quot;,&quot;http_code&quot;:200},{&quot;date&quot;:&quot;2026-05-15 13:04:21&quot;,&quot;http_code&quot;:200},{&quot;date&quot;:&quot;2026-05-18 23:11:41&quot;,&quot;http_code&quot;:206},{&quot;date&quot;:&quot;2026-05-23 11:00:24&quot;,&quot;http_code&quot;:200},{&quot;date&quot;:&quot;2026-05-30 06:30:42&quot;,&quot;http_code&quot;:200}],&quot;broken&quot;:false,&quot;last_checked&quot;:{&quot;date&quot;:&quot;2026-05-30 06:30:42&quot;,&quot;http_code&quot;:200},&quot;process&quot;:&quot;done&quot;}]\"><\/span>\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignright size-large is-resized\"><a href=\"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/bruno-latour-getty.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/bruno-latour-getty-1200x756.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-7122\" width=\"378\" height=\"237\" srcset=\"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/bruno-latour-getty-1200x756.jpg 1200w, https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/bruno-latour-getty-744x469.jpg 744w, https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/bruno-latour-getty-768x484.jpg 768w, https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/bruno-latour-getty.jpg 1440w\" sizes=\"auto, (max-width: 378px) 85vw, 378px\" \/><\/a><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No calor da campanha eleitoral, poucos tiveram tempo para registrar, no Brasil, a morte de&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.thenation.com\/article\/society\/bruno-latour-obituary-science\/\">Bruno Latour<\/a>, um dos fundadores da Sociologia da Ci\u00eancia, em 9 de outubro. Nos \u00faltimos anos, Latour se dedicou ao tema das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, tratando de entender e explicar a enorme dificuldade que a humanidade tem de lidar com o problema<a href=\"applewebdata:\/\/5DF38F18-F4EC-47BB-B35B-4FF4F06DE832#_ftn1\"><sup>[1]<\/sup><\/a>. De um lado, o&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.ipcc.ch\/\">Intergovernmental Panel on Climate Change<\/a>, grupo das Na\u00e7\u00f5es Unidas que re\u00fane os cientistas que trabalham com o tema, publica dados e proje\u00e7\u00f5es cada vez mais dram\u00e1ticos sobe o avan\u00e7o do aquecimento global e seus impactos; de outro lado est\u00e3o desde os que dizem, como Donald Trump, que o problema n\u00e3o existe at\u00e9 os que reconhecem que algo pode estar acontecendo, mas \u00e9 um problema distante, e querem resolver primeiro de quem \u00e9 a culpa e quem vai pagar a conta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O que Latour e outros soci\u00f3logos da ci\u00eancia mostraram, quase meio s\u00e9culo atr\u00e1s, \u00e9 que a ci\u00eancia e sentido comum n\u00e3o s\u00e3o maneiras opostas de ver as coisas, uma baseada em evid\u00eancias e provas, e outra em opini\u00f5es e impress\u00f5es, mas maneiras semelhantes pelas quais as pessoas constroem consensos sobre o mundo em que vivem<a href=\"applewebdata:\/\/5DF38F18-F4EC-47BB-B35B-4FF4F06DE832#_ftn2\"><sup>[2]<\/sup><\/a>. A ideia de que a ci\u00eancia \u00e9 feita de consensos, e n\u00e3o de fatos que se sustentam por si mesmos, deixou muitos cientistas indignados, achando que, se fosse assim, ent\u00e3o verdades e ilus\u00f5es seriam a mesma coisa, dependendo dos interesses de cada um.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Latour respondeu a isso mostrando que os consensos n\u00e3o se constroem somente entre pessoas, mas tamb\u00e9m com coisas, e dependem de grandes redes de pessoas, organiza\u00e7\u00f5es, objetos e seres vivos para se consolidar<a href=\"applewebdata:\/\/5DF38F18-F4EC-47BB-B35B-4FF4F06DE832#_ftn3\"><sup>[3]<\/sup><\/a>. Desde a Gr\u00e9cia antiga astr\u00f4nomos, observando o sol e a lua, suspeitavam de que a Terra era redonda, mas isso s\u00f3 se tornou um fato consolidado e aceito quando, 500 anos atr\u00e1s, os portugueses come\u00e7aram a navegar pelo mundo e mapear os continentes. Existem hoje grandes cadeias de consenso que conectam, na mesma rede, astr\u00f4nomos, ge\u00f3logos, empresas de transporte e os avi\u00f5es e navios que levam cargas e passageiros de um lugar para outro. \u00c9 assim, tamb\u00e9m, que pesquisadores em Qu\u00edmica e Biologia se conectam com grandes laborat\u00f3rios, hospitais, a ind\u00fastria farmac\u00eautica, as vacinas, os v\u00edrus, a farm\u00e1cia da esquina e a n\u00f3s, com nossas mazelas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No entanto, quando se trata do clima, estas redes de consenso n\u00e3o se d\u00e3o da mesma forma. Os pesquisadores constroem modelos de como a Terra vem se aquecendo, por causa sobretudo das emiss\u00f5es de carbono. Mas n\u00e3o h\u00e1 continuidade entre o aquecimento, com suas manifesta\u00e7\u00f5es cada vez mais evidentes, como o derretimento das geleiras, a eleva\u00e7\u00e3o do n\u00edvel dos mares e a sucess\u00e3o das secas e ciclones, e o comportamento da maioria dos governos e das pessoas. Mais amplamente, ainda que exista um consumo cada vez mais amplo de tecnologias derivadas das ci\u00eancias, h\u00e1 uma tens\u00e3o crescente entre o conhecimento produzido pelas universidades e centros de pesquisa e parte significativa da opini\u00e3o p\u00fablica, que muitas vezes ganha a forma de movimentos pol\u00edticos e ideol\u00f3gicos que se voltam contra as ci\u00eancias, as pessoas e as institui\u00e7\u00f5es que as produzem.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Latour, em seus livros mais recentes, tratou de explicar esta situa\u00e7\u00e3o por uma teoria extremamente complexa<a href=\"applewebdata:\/\/5DF38F18-F4EC-47BB-B35B-4FF4F06DE832#_ftn4\"><sup>[4]<\/sup><\/a>, mas que tem, como parte importante, a cr\u00edtica \u00e0 arrog\u00e2ncia dos pr\u00f3prios cientistas, que, ingenuamente, acreditam que, pelas posi\u00e7\u00f5es que ocupam e pelas evid\u00eancias que acumulam, deveriam ser seguidos por todos, sem se dar conta da necessidade de se mobilizar para construir estas cadeias e redes de consenso que se podem observar com as ci\u00eancias e tecnologias mais estabelecidas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">N\u00e3o se trata de algo novo. Por mais que os pa\u00edses ocidentais tenham avan\u00e7ado na constru\u00e7\u00e3o de grandes sistemas educacionais centrados na difus\u00e3o da ideia de sociedades baseadas no modo de trabalho e nos conhecimentos desenvolvidos pelas ci\u00eancias, mesmo nesses pa\u00edses a maioria da popula\u00e7\u00e3o continuou vivendo no mundo de suas experi\u00eancias de sentido comum, compartilhando sistemas de cren\u00e7a religiosa e cultural em resson\u00e2ncia com suas identidades. O que as ci\u00eancias do clima trazem de diferente \u00e9 que, para evitar a cat\u00e1strofe que se anuncia, ser\u00e3o necess\u00e1rias mudan\u00e7as profundas e r\u00e1pidas no modo de vida das pessoas e na sua rela\u00e7\u00e3o predat\u00f3ria com a natureza, que s\u00e3o dif\u00edceis de aceitar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Assim como na Ecologia, as ci\u00eancias econ\u00f4micas mostram que h\u00e1 situa\u00e7\u00f5es que favorecem ou dificultam a cria\u00e7\u00e3o da riqueza e a redu\u00e7\u00e3o da pobreza e da desigualdade, que n\u00e3o dependem simplesmente do desejo de pol\u00edticos, governantes e grupos de interesse. A mensagem que Bruno Latour nos deixa \u00e9 de que, na Ecologia, como na Economia, estaremos nos suicidando se insistirmos em ignorar os processos globais que os pesquisadores nos est\u00e3o revelando. Mas s\u00f3 superaremos isso se conseguirmos tratar estes fatos, e a pr\u00f3pria ci\u00eancia, n\u00e3o como conceitos abstratos e long\u00ednquos, mas como partes de redes complexas de interpreta\u00e7\u00f5es e relacionamentos com a natureza, os recursos, as pessoas e modos de vida que precisam ser compreendidos e, se necess\u00e1rio, reconstru\u00eddos.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"applewebdata:\/\/5DF38F18-F4EC-47BB-B35B-4FF4F06DE832#_ftnref1\"><sup>[1]<\/sup><\/a>&nbsp;Latour, Bruno.<em>Down to Earth: Politics in the New Climatic Regime<\/em>: John Wiley &amp; Sons, 2018;&nbsp;<em>Facing Gaia: Eight Lectures on the New Climatic Regime<\/em>: John Wiley &amp; Sons, 2017,<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"applewebdata:\/\/5DF38F18-F4EC-47BB-B35B-4FF4F06DE832#_ftnref2\"><sup>[2]<\/sup><\/a>&nbsp;Latour, Bruno and Steve Woolgar. 1986.&nbsp;<em>Laboratory Life the Construction of Scientific Facts<\/em>. Princeton, N.J: Princeton University Press, 1986; Latour, Bruno,&nbsp;<em>Science in Action:&nbsp;&nbsp;How to Follow Scientists and Engineers through Society.<\/em>&nbsp;Cambridge, MA: Harvard University Press, 1987,<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"applewebdata:\/\/5DF38F18-F4EC-47BB-B35B-4FF4F06DE832#_ftnref3\"><sup>[3]<\/sup><\/a>&nbsp;Latour, Bruno.&nbsp;<em>La Clef De Berlin; et autres le\u00e7ons d&#8217;un amateur de sciences<\/em>: La D\u00e9couverte, 1993.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"applewebdata:\/\/5DF38F18-F4EC-47BB-B35B-4FF4F06DE832#_ftnref4\"><sup>[4]<\/sup><\/a>&nbsp;Latour, Bruno.&nbsp;<em>Reassembling the Social\u2014an Introduction to Actor Network Theory<\/em>: Oxford University Press, 2005;&nbsp;<em>Politics of Nature: How to Bring the Sciences into Democracy<\/em>: Harvard University Press, 2004.<\/p>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>(publicado em O Estado de S\u00e3o Paulo, 11 de novembro de 2022) No calor da campanha eleitoral, poucos tiveram tempo para registrar, no Brasil, a morte de&nbsp;Bruno Latour, um dos fundadores da Sociologia da Ci\u00eancia, em 9 de outubro. 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