{"id":7182,"date":"2023-01-26T16:48:28","date_gmt":"2023-01-26T19:48:28","guid":{"rendered":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/?p=7182"},"modified":"2023-01-26T16:48:37","modified_gmt":"2023-01-26T19:48:37","slug":"as-transformacoes-da-educacao-superior-brasileira-2010-2020","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/as-transformacoes-da-educacao-superior-brasileira-2010-2020\/","title":{"rendered":"As transforma\u00e7\u00f5es da Educa\u00e7\u00e3o Superior Brasileira \u2013 2010-2020"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">(Publicado no <a href=\"https:\/\/www.unicamp.br\/unicamp\/ju\/artigos\/transformacoes-da-educacao-superior-brasileira-2010-2020-0\">Jornal da Unicamp<\/a>, 26 de Janeiro de 2023)<\/p>\n<span hidden class=\"__iawmlf-post-loop-links\" data-iawmlf-links=\"[{&quot;id&quot;:61,&quot;href&quot;:&quot;https:\\\/\\\/www.unicamp.br\\\/unicamp\\\/ju\\\/artigos\\\/transformacoes-da-educacao-superior-brasileira-2010-2020-0&quot;,&quot;archived_href&quot;:&quot;&quot;,&quot;redirect_href&quot;:&quot;&quot;,&quot;checks&quot;:[],&quot;broken&quot;:false,&quot;last_checked&quot;:null,&quot;process&quot;:&quot;done&quot;}]\"><\/span>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>O tema<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O sistema de educa\u00e7\u00e3o superior brasileiro passou por sua mais importante reforma em 1968, que incorporou o princ\u00edpio da integra\u00e7\u00e3o entre ensino e pesquisa, tomando como refer\u00eancia a organiza\u00e7\u00e3o das universidades de pesquisa dos Estados Unidos, com seus departamentos e institutos de pesquisa, sistemas de cr\u00e9dito, professores doutores e alunos em tempo integral. Um dos resultados importantes desta reforma foi que, na medida em que a pesquisa cient\u00edfica se desenvolveu no pa\u00eds, ela se deu no interior de suas universidades.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas, ao tentar emular o sistema norte-americano, os reformadores n\u00e3o tomaram em conta o fato de que as universidades de pesquisa naquele pa\u00eds eram somente uma parte pequena de um amplo sistema de educa\u00e7\u00e3o superior de massas, com milhares de institui\u00e7\u00f5es com outras caracter\u00edsticas. Nos anos seguintes, o sistema da educa\u00e7\u00e3o superior brasileiro tamb\u00e9m se expandiu, indo muito al\u00e9m da capacidade das universidades de pesquisa idealizadas na d\u00e9cada de 60. Deste ent\u00e3o, a legisla\u00e7\u00e3o brasileira procurou se adaptar \u00e0 nova realidade de um sistema complexo de institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas e privadas, de ensino e pesquisa, presenciais e \u00e0 dist\u00e2ncia, sem que, no entanto, houvesse uma reforma abrangente que desse conta da diversidade que se instalou.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>O Projeto<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O projeto \u201cPesquisa da Pesquisa e da Inova\u00e7\u00e3o\u201d, conduzido pelo Departamento de Pol\u00edtica Cient\u00edfica e Tecnol\u00f3gica do Instituto de Geoci\u00eancias da UNICAMP, com apoio da FAPESP, tem por objetivo entender os diferentes contextos e modalidades de apoio \u00e0 pesquisa cient\u00edfica e tecnol\u00f3gica no pa\u00eds, e parte deste trabalho consiste em examinar em maior profundidade como a educa\u00e7\u00e3o superior no pa\u00eds vem se transformando, e o lugar que o ensino de gradua\u00e7\u00e3o, os cursos de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o e a pesquisa ocupam neste sistema. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Entre 2010 e 2020, o acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o superior brasileira aumentou em cerca de 30%, de 6.6 para 9 milh\u00f5es de estudantes, somando os matriculados em cursos de gradua\u00e7\u00e3o e p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o estrito senso.\u00a0N\u00e3o foi um crescimento homog\u00eaneo: o ensino superior brasileiro, como no resto do mundo, \u00e9 fortemente diferenciado, com universidades p\u00fablicas e privadas, grandes redes de ensino \u00e0 dist\u00e2ncia, institui\u00e7\u00f5es seletivas e de acesso mais simples. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para melhor entender esta diferencia\u00e7\u00e3o, em um trabalho anterior, propusemos uma classifica\u00e7\u00e3o das institui\u00e7\u00f5es de ensino de gradua\u00e7\u00e3o e p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em 9 tipos, tomando em considera\u00e7\u00e3o, sobretudo, o porte das institui\u00e7\u00f5es, em termos do n\u00famero de alunos matriculados; sua natureza jur\u00eddica ou institucional; e o peso relativo de sua dedica\u00e7\u00e3o aos cursos de gradua\u00e7\u00e3o em suas diferentes modalidades (bacharelado, licenciatura, cursos tecnol\u00f3gicos) e p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o estrito senso (mestrados e doutorados)\u00a0<sup>1<\/sup>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>As bases de dados<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para ter uma vis\u00e3o de conjunto, foi necess\u00e1rio, em um primeiro momento, unificar as bases de dados do Censo da Educa\u00e7\u00e3o Superior do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais, INEP, com informa\u00e7\u00f5es referentes aos cursos de gradua\u00e7\u00e3o, e da CAPES, com informa\u00e7\u00f5es referentes aos cursos de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o, tomando como refer\u00eancia o ano de 2018. Posteriormente, tivemos acesso ao conjunto de dados da CAPES para o per\u00edodo 2004 a 2020 e do INEP para o per\u00edodo 2010 a 2020, organizados pela FAPESP. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Como INEP e CAPES n\u00e3o utilizam os mesmos e c\u00f3digos nem os mesmos crit\u00e9rios da identificar as entidades, nem para organizar as informa\u00e7\u00f5es (mantendo juntas ou separadas, sem crit\u00e9rio uniforme, institui\u00e7\u00f5es e suas diferentes partes ou localidades), e como os microdados da CAPES n\u00e3o foram submetidos a um tratamento de sistematiza\u00e7\u00e3o e limpeza apropriados, como os do INEP, foi necess\u00e1rio um trabalho minucioso de organiza\u00e7\u00e3o dos dados, incluindo a cria\u00e7\u00e3o de um dicion\u00e1rio comum de entidades e uma s\u00e9rie de decis\u00f5es sobre agrega\u00e7\u00e3o e elimina\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es inconsistentes. A estes dois conjuntos de dados acrescentamos as informa\u00e7\u00f5es sobre publica\u00e7\u00f5es cient\u00edficas oriundas do Web of Science, e outros dados do INEP referentes ao fluxo de caracter\u00edsticas socioecon\u00f4micas dos estudantes de gradua\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A integra\u00e7\u00e3o destas diferentes bases de dados permite uma s\u00e9rie de an\u00e1lises sobre as caracter\u00edsticas e evolu\u00e7\u00e3o recente do ensino superior brasileiro, que ser\u00e3o apresentadas em documentos de trabalho sucessivos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Tipologias<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Existem duas maneiras de desenvolver uma tipologia, por metodologias estat\u00edsticas que permitem agrupar as entidades conforme suas semelhan\u00e7as ou diferen\u00e7as, e pelo uso de crit\u00e9rios mais ou menos arbitr\u00e1rios, mas apoiados na observa\u00e7\u00e3o dos dados mais relevantes. Em um texto recente, Maria-Ligia Barbosa e colaboradores fizeram uma an\u00e1lise hier\u00e1rquica de clusters dos principais componentes de um grande conjunto de dados das institui\u00e7\u00f5es de ensino superior brasileiras, a partir das informa\u00e7\u00f5es do Censo da Educa\u00e7\u00e3o Superior do INEP de 2019 que levou \u00e0 identifica\u00e7\u00e3o de quatro grupos: 1) faculdades privadas, de pequeno porte e inclusivas (35% da matr\u00edcula); 2) faculdades de pequeno porte com \u00eanfase em forma\u00e7\u00e3o vocacional e STEM (1.3% da matr\u00edcula); 3)&nbsp;&nbsp;grandes universidades privadas (40% da matr\u00edcula); e 4) grandes universidades p\u00fablicas de orienta\u00e7\u00e3o acad\u00eamica (27% da matr\u00edcula)&nbsp;<sup>2<\/sup>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para este projeto, tamb\u00e9m experimentamos como diferentes t\u00e9cnicas de agrupamento, como, por exemplo, a an\u00e1lise de proximidade ilustrada no gr\u00e1fico 1. \u00c9 um gr\u00e1fico tridimensional, que tem como principais vetores a propor\u00e7\u00e3o e alunos em cursos de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o, o tamanho das institui\u00e7\u00f5es, em n\u00famero de alunos, e a propor\u00e7\u00e3o de alunos em cursos vocacionais, ou tecnol\u00f3gicos. Embora interessante, neste tipo de an\u00e1lise o resultado depende do n\u00famero de vari\u00e1veis que entra na an\u00e1lise, e o resultado n\u00e3o necessariamente inclui dimens\u00f5es importantes que conhecemos.&nbsp;<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/grafico1-scaled.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1200\" height=\"860\" src=\"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/grafico1-1200x860.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-7184\" srcset=\"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/grafico1-1200x860.jpg 1200w, https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/grafico1-744x533.jpg 744w, https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/grafico1-420x301.jpg 420w, https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/grafico1-768x550.jpg 768w, https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/grafico1-1536x1100.jpg 1536w, https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/grafico1-scaled.jpg 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px\" \/><\/a><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mais promissor tem sido o uso intencional de algumas vari\u00e1veis que consideramos estrat\u00e9gicas para melhor entender a diferencia\u00e7\u00e3o que de fato vem ocorrendo no sistema. Estamos retomando, neste projeto, a classifica\u00e7\u00e3o de 9 tipos de institui\u00e7\u00f5es de ensino superior brasileiro, que tem como principais eixos o seu tamanho, a natureza jur\u00eddica (p\u00fablicas, privadas e filantr\u00f3picas), a propor\u00e7\u00e3o de alunos em cursos de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o, e a propor\u00e7\u00e3o de alunos em cursos curtos, tecnol\u00f3gicos ou vocacionais. O quadro 2, abaixo, apresenta a tipologia que est\u00e1 sendo utilizada, com alguns indicadores relativos \u00e0s caracter\u00edsticas dos estudantes matriculados, para o ano de 2020, que variam de forma significativa entre os diferentes tipos. Ela permite distinguir com clareza diferentes tipos de institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas, e traz informa\u00e7\u00f5es adicionais sobre institui\u00e7\u00f5es de pequeno porte voltadas para a pesquisa e p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o, que as outras abordagens n\u00e3o identificam.\u00a0<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/tabela1-scaled.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1200\" height=\"443\" src=\"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/tabela1-1200x443.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-7185\" srcset=\"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/tabela1-1200x443.jpg 1200w, https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/tabela1-744x274.jpg 744w, https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/tabela1-420x155.jpg 420w, https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/tabela1-768x283.jpg 768w, https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/tabela1-1536x566.jpg 1536w, https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/tabela1-scaled.jpg 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px\" \/><\/a><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O acesso a dados de diferentes anos permite, ainda, ter uma vis\u00e3o in\u00e9dita da evolu\u00e7\u00e3o do ensino superior brasileiro, como no gr\u00e1fico abaixo, no qual se pode observar que o crescimento foi quase que exclusivamente concentrado no primeiro tipo de institui\u00e7\u00e3o, as institui\u00e7\u00f5es privadas de grande porte, voltadas sobretudo para a educa\u00e7\u00e3o \u00e0 dist\u00e2ncia e noturna.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/grafico2-scaled.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1200\" height=\"905\" src=\"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/grafico2-1200x905.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-7187\" srcset=\"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/grafico2-1200x905.jpg 1200w, https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/grafico2-744x561.jpg 744w, https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/grafico2-420x317.jpg 420w, https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/grafico2-768x579.jpg 768w, https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/grafico2-1536x1158.jpg 1536w, https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/grafico2-scaled.jpg 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px\" \/><\/a><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O mesmo tipo de an\u00e1lise pode ser feito sobre a p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o, podendo-se observar que 48.5% dos alunos de doutorado em 2020 estavam concentrados nas 13 institui\u00e7\u00f5es que fazem parte do grupo 2; e elas ainda concentravam 35% da produ\u00e7\u00e3o de artigos de institui\u00e7\u00f5es brasileiras indexados no&nbsp;<em>Web of Science<\/em>&nbsp;(base de dados InCites) nos \u00faltimos 10 anos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Tal como j\u00e1 ocorre nos Estados Unidos e outros pa\u00edses<sup>3; 4<\/sup>, a exist\u00eancia de uma base de dados integrada e em permanente atualiza\u00e7\u00e3o, e uma tipologia apropriada, podem se tornar um instrumento poderoso para o conhecimento apropriado e aperfei\u00e7oamento cont\u00ednuo de seu sistema de educa\u00e7\u00e3o superior em suas diversas dimens\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Refer\u00eancias<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><sup>1\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<\/sup>SCHWARTZMAN, S.; SILVA, R. L.; COELHO, R. R. Por uma tipologia do ensino superior brasileiro: teste de conceito.\u00a0<strong>Estudos Avan\u00e7ados,\u00a0<\/strong>v. 35, p. 153-186,\u00a0\u00a02021. ISSN 0103-4014.\u00a0\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><sup>2&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/sup>BARBOSA, M.-L.&nbsp;&nbsp;et al.&nbsp;Higher Education in Brazil: Institutional actions for the retention of students in public and private sectors. In: PINHEIRO, R.;BALBACHEVSKY, E.<em>, et al<\/em>&nbsp;(Ed.).&nbsp;<strong>The impact of COVID-19 on the institutional fabric of higher education:&nbsp;&nbsp;Accelerating old patterns, imposing new dynamics, and changing rules?<\/strong>: Srpinger, 2023 (forthcoming).&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><sup>3&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/sup>MCCORMICK, A. C. Classifying Higher Education Institutions: Lessons from the Carnegie Classification Clasificaci\u00f3n de las instituciones de educaci\u00f3n superior: lecciones de la Clasificaci\u00f3n Carnegie.&nbsp;<strong>Pensamiento Educativo. Revista de Investigaci\u00f3n: Educacional Latinoamericana,&nbsp;<\/strong>v. 50, p. 65-75,&nbsp;&nbsp;2013.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><sup>4&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/sup>VAN VUGHT, F.&nbsp;<strong>Mapping the higher education landscape: Towards a European classification of higher education<\/strong>.&nbsp;&nbsp;&nbsp;Springer Science &amp; Business Media, 2009.&nbsp;&nbsp;ISBN 904812249X.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>(Publicado no Jornal da Unicamp, 26 de Janeiro de 2023) O tema O sistema de educa\u00e7\u00e3o superior brasileiro passou por sua mais importante reforma em 1968, que incorporou o princ\u00edpio da integra\u00e7\u00e3o entre ensino e pesquisa, tomando como refer\u00eancia a organiza\u00e7\u00e3o das universidades de pesquisa dos Estados Unidos, com seus departamentos e institutos de pesquisa, &hellip; <a href=\"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/as-transformacoes-da-educacao-superior-brasileira-2010-2020\/\" class=\"more-link\">Continue reading<span class=\"screen-reader-text\"> &#8220;As transforma\u00e7\u00f5es da Educa\u00e7\u00e3o Superior Brasileira \u2013 2010-2020&#8221;<\/span><\/a><!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on get_the_excerpt --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on get_the_excerpt --><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_members_access_role":[],"_members_access_error":""},"categories":[11],"tags":[],"class_list":["post-7182","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-educacao-superior"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7182","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7182"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7182\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":7189,"href":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7182\/revisions\/7189"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7182"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7182"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7182"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}