{"id":7246,"date":"2023-05-19T19:44:12","date_gmt":"2023-05-19T22:44:12","guid":{"rendered":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/?p=7246"},"modified":"2023-05-20T14:40:48","modified_gmt":"2023-05-20T17:40:48","slug":"sucata-os-que-voltam","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/sucata-os-que-voltam\/","title":{"rendered":"SUCATA &#8211; os que voltam"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Depois de publicar o <a href=\"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/sucata\/\">texto sobre os altos n\u00edveis de abandono dos estudantes de n\u00edvel superior no Brasil,<\/a> tomei conhecimento do artigo de Felipe Tumenas Marques, do ano 2020, com dados in\u00e9ditos sobre os estudantes que voltam a se matricular no ensino superior depois que abandonam. O artigo,  &#8220;The return to higher education of dropout students in Brazil.&#8221; C<em>adernos de Pesquisa<\/em> 50: 1061-1077,<a href=\"https:\/\/www.scielo.br\/j\/cp\/a\/ZqDHt5S9wNgpdYqXV9hvtZr\/?format=pdf&amp;lang=en\"> est\u00e1 dispon\u00edvel aqui.<\/a> A pesquisa foi feita identificando os alunos que abandonaram os cursos no per\u00edodo 2009 a 2017, e verificando se eles retornaram depois. O artigo tamb\u00e9m menciona outros estudos sobre o tema que existem.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A boa not\u00edcia \u00e9 que metade dos que se desligam voltam a estudar em algum momento depois, muitos no mesmo ano ou no ano seguinte.  \u00c9 poss\u00edvel tamb\u00e9m que  haja um problema no registro do censo, pessoas que aparecem como tendo abandonado e depois retornado de fato tenham simplesmente se transferido de um curso b\u00e1sico para  uma \u00e1rea de forma\u00e7\u00e3o espec\u00edfica, ou de uma licenciatura para um bacharelado (agrade\u00e7o a Renato Pedrosa por ter chamado minha aten\u00e7\u00e3o para esta possibilidade). Ent\u00e3o, a situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o grave quanto a que eu havia indicado. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A pesquisa detalha mais a informa\u00e7\u00e3o, mostrando, por exemplo, que cerca de 30% dos que se desligam se matriculam em outra institui\u00e7\u00e3o no mesmo ano, e 10% no ano seguinte; que s\u00f3 cerca de metade se rematricula na mesma cidade; e que a maioria dos que se desligam de institui\u00e7oes p\u00fablicas se rematriculam em institui\u00e7\u00f5es privadas. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Pode ser que, no setor p\u00fablico, parte da explica\u00e7\u00e3o seja que muitos estudantes que fazem o ENEM s\u00f3 conseguem se matricular em institui\u00e7\u00f5es distantes, ou em outras carreiras que n\u00e3o as preferidas; ou que procurem cursos menos exigentes.  Os dados n\u00e3o indicam quantos dos que se rematriculam finalmente concluem os cursos e quantos voltam a abandonar, o que significa que continuamos sem saber bem a propor\u00e7\u00e3o dos que realmente abandonam os estudos definitivamente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De qualquer maneira, os \u00edndices de abandono s\u00e3o altos, e a alta circula\u00e7\u00e3o de estudantes entre cursos e institui\u00e7\u00f5es indica tamb\u00e9m inefici\u00eancias no sistema.  Ainda bem que a situa\u00e7\u00e3o \u00e9  menos grave do que parece \u00e0 primeira vista, e existem pesquisadores tratando de conhecer melhor o que est\u00e1 ocorrendo.   O pr\u00f3ximo passo ser\u00e1 entender melhor e come\u00e7ar a  lidar com o problema.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Depois de publicar o texto sobre os altos n\u00edveis de abandono dos estudantes de n\u00edvel superior no Brasil, tomei conhecimento do artigo de Felipe Tumenas Marques, do ano 2020, com dados in\u00e9ditos sobre os estudantes que voltam a se matricular no ensino superior depois que abandonam. 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