{"id":7472,"date":"2024-05-12T06:50:52","date_gmt":"2024-05-12T09:50:52","guid":{"rendered":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/?p=7472"},"modified":"2024-05-12T06:54:44","modified_gmt":"2024-05-12T09:54:44","slug":"notas-informacoes-os-cortes-na-fapesp","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/notas-informacoes-os-cortes-na-fapesp\/","title":{"rendered":"Estad\u00e3o: Os cortes na FAPESP"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">(Transcrevo abaixo o editorial do jornal <em>O Estado de S\u00e3o Paulo<\/em>, &#8220;Notas &amp; Informa\u00e7\u00f5es&#8221;, 12 de maio de 2024)<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8221; O governo paulista ensaia medidas para realocar recursos das institui\u00e7\u00f5es de pesquisa e ensino superior. No projeto da Lei Or\u00e7ament\u00e1ria Anual de 2025, primeiro o governo previu redistribuir uma parcela de recursos da USP, Unicamp e Unesp para outras institui\u00e7\u00f5es. Logo depois recuou. Mas o projeto prev\u00ea a possibilidade de uma redu\u00e7\u00e3o de at\u00e9 30% do or\u00e7amento da Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa do Estado de S\u00e3o Paulo (Fapesp).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esfor\u00e7os para racionalizar e otimizar a dota\u00e7\u00e3o de recursos s\u00e3o leg\u00edtimos. Mas n\u00e3o \u00e9 assim que se faz, com tesouradas abruptas, sem articula\u00e7\u00e3o com as partes interessadas nem um planejamento de longo prazo. Tanto mais numa \u00e1rea a um tempo t\u00e3o estrat\u00e9gica e t\u00e3o vulner\u00e1vel quanto a forma\u00e7\u00e3o e pesquisa universit\u00e1rias.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em compara\u00e7\u00e3o ao resto do mundo, o sistema paulista est\u00e1 longe de ser \u00f3timo, mas no Brasil ele \u00e9, em geral, o melhor. H\u00e1 d\u00e9cadas USP, Unicamp e Unesp s\u00e3o as universidades brasileiras mais bem posicionadas em rankings internacionais, e o apoio da Fapesp impulsiona o Estado na vanguarda das pesquisas nacionais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 poss\u00edvel melhorar? Sem d\u00favida. O soci\u00f3logo Simon Schwartzman, um dos pesquisadores sobre educa\u00e7\u00e3o mais qualificados do Pa\u00eds, h\u00e1 anos apresenta diagn\u00f3sticos e propostas de moderniza\u00e7\u00e3o com base nas melhores pr\u00e1ticas internacionais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/www.schwartzman.org.br\/sitesimon\/vinculacao-de-recursos-e-autonomia-universitaria-em-sao-paulo\/\">Em artigo no\u00a0<strong>Estad\u00e3o<\/strong>,<\/a> Schwartzman demonstra como o sistema atual \u00e9 falho tanto do ponto de vista da cobertura e equidade quanto, na outra ponta, na manuten\u00e7\u00e3o e garantia de excel\u00eancia. O ensino estadual p\u00fablico \u00e9 o mais qualificado, mas s\u00f3 atende 11% dos alunos da gradua\u00e7\u00e3o. As pol\u00edticas de a\u00e7\u00f5es afirmativas introduzem um fragmento diminuto de alunos vulner\u00e1veis nesse sistema de elite. O resto \u00e9 obrigado a pagar por uma forma\u00e7\u00e3o de qualidade duvidosa em universidades privadas. Assim, a ideia de investir em outras institui\u00e7\u00f5es acess\u00edveis e eficientes n\u00e3o \u00e9 impertinente. Ao mesmo tempo, o modelo do funcionalismo p\u00fablico vigente nas universidades p\u00fablicas perpetua uma burocracia r\u00edgida que dificulta aloca\u00e7\u00e3o mais \u00e1gil de recursos e mecanismos meritocr\u00e1ticos de incentivo, necess\u00e1rios \u00e0 forma\u00e7\u00e3o e pesquisa de alto n\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Schwartzman sugere tr\u00eas aspectos cruciais para se atingir um sistema a um tempo mais equitativo e excelente: um plano diretor prevendo parcerias com outros n\u00edveis de governo e o setor privado; um mecanismo de elabora\u00e7\u00e3o de or\u00e7amentos plurianuais que d\u00ea previsibilidade de recursos b\u00e1sicos, mas tamb\u00e9m preveja aloca\u00e7\u00f5es condicionadas a metas de desempenho; e o fortalecimento da autonomia universit\u00e1ria, sobretudo na flexibilidade do uso de recursos e modelos de contrata\u00e7\u00e3o e remunera\u00e7\u00e3o de professores.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">S\u00e3o medidas que podem otimizar os recursos p\u00fablicos aplicados no sistema universit\u00e1rio, gerar novas fontes de receita e eventualmente abrir espa\u00e7o para realocar recursos em \u00e1reas mais vulner\u00e1veis, como o Ensino B\u00e1sico. Mas o caminho para elevar esse sistema de bom para \u00f3timo exige planejamento e reformas. Realoca\u00e7\u00f5es e cortes abruptos podem at\u00e9 economizar dinheiro no curto prazo, mas t\u00eam tudo para causar graves preju\u00edzos no longo prazo.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>(Transcrevo abaixo o editorial do jornal O Estado de S\u00e3o Paulo, &#8220;Notas &amp; Informa\u00e7\u00f5es&#8221;, 12 de maio de 2024) &#8221; O governo paulista ensaia medidas para realocar recursos das institui\u00e7\u00f5es de pesquisa e ensino superior. 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